terça-feira, 19 de fevereiro de 2019


QUARTO SARAU DO QUINTAL EM ASTORGA/ PARANÁ







Alegria foi pouco 🌺🌺🌺 "Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram. "
(Machado de Assis)

 

POETAS DE SÃO PAULO NA RÁDIO DE ASTORGA PARANÁ


Só ando "amada/armada" em boa companhia...
Estamos ao vivo na rádio de Astorga... 🌹🌹🌹





PROJETO GELOTECA


Visita às escolas públicas de Astorga/Paraná... Projeto GELOTECA... Aproveitando velhas geladeiras doadas, pintadas e guarnecidas de livros... Os leitores podem pegar o livro que quiserem... Devolvê-los ou não, trocá-los por outros caso queiram ❣️❣️❣️ Liberdade como incentivo a leitura 🌹🌹🌹


DOAÇÃO DE LIVROS



Gustavo foi o menino vencedor em segundo lugar num concurso de poesias de uma das escolas visitadas.🌺🌺🌺





Ensaio geral para apresentacao do poema "SILOSQUEON" de Gilberto Braz,  com performance de Sandra Peixoto,  Méris Gonçalves, Zulu de Arrebatá e Milton Luna.






Neste Find, sábado 16/2/2019, estivemos ali em Astorga - Paraná, para participar e curtir o Sarau do Quintal, realizado no Quintal da Família Peixoto, gente que veio do nordeste há décadas atrás e ali se estabeleceu. Este evento especialmente dedicado ao Avô “Chiquim”, poeta, artesão, benzedor e outras qualidades, tendo quase enfrentado o Lampião no passado, caso o mesmo não tivesse mudado a rota de passagem (talvez com receio do vô Chiquim, corre a lenda). Capitaneado pelo multi artista Miton Luna, poeta compositor, declamador e outras habilidades. O cabra, paramentado com seu chapéu alegórico de cangaceiro e apoiado por sua irmã Sandra Peixoto no palco e por toda família no entorno, fizeram desfilar uma sequência de apresentações de muito bom gosto, além de entremeá-los com poemas e poesias todo o tempo prendendo a atenção da distinta plateia que agradecida, dançou, cantou e aplaudiu. Além de petiscar churrasquinho, tomar cervejinha gelada e fazer compras no bazar de roupas e bijouterias. Só pra deixar quem leu este texto, com água na boca, entre as atrações: Duplas Sertaneja da região, Jovens Artistas da Cidade, cantando e tocando músicas autorais e músicas já gravadas por cantores famosos, dança do ventre e muita poesia como já falei. Os poetas Zé Vicente, Gilberto Braz, Liz Rabello, Milton Luna, André Tomaz, entre outros, mais o querido Zulu de Arrebatá e também Vladinsky e Cordeirovich. O evento foi “show de bola” ainda pretende estender suas raízes numa futura rádio comunitária, além de disseminar nas escolas a “Geloteca”, uma estante de livros “bons” que são armazenados numa geladeira personalizada resultado da campanha de doações de livros que as pessoas fazem ao Sarau. Desejamos vida longa à família e a este Projeto Sarau do Quintal. 
(José Carlos Cordeirovich)


Aconteceu no Quarto Sarau do Quiontal Peixoto em Astorga/ Paraná... Show!











  


"O cego Waldemar

Comprou uma bicicleta,
Saiu pra passear,
Levou logo um capote,
Quase quebrou o pote,
Voltou a enxergar..."

(Raberuan).

(Performance de Gilberto Braz)


Beleza ímpar. Sensualidade. Tudo o que só engrandece a mulher está presente nesta flor menina em movimento. Linda demais 💕💕💕





Homenagem da família Peixoto ao patriarca Chico, que se vivo completaria hoje 129 anos... Quatro gerações unidas com elos de luares de noite de lua cheia em Astorga... 💜💜💜 








O amor rola solto pelos ares de Astorga ...
Até o Sol nos aplaude e aquece os corações ❣️❣️❣️


EU FICO COM A PUREZA DAS CRIANÇAS









Ela bem que queria cantar, declamar, pegar o microfone e fazer algo no palco para participar. Ninguém a proibia, mas também não liberavam. Não teve dúvidas. Durante a apresentação de um dos convidados, ela subiu no palco e pertinho do microfone sibilou: "cu"...   Aos meus ouvidos carentes e inaudíveis foi tudo bem, não escutei, mas estava com o olhar na boca e sei ler lábios.  A Helô, que é jovem e boa de ouvido, veio em socorro do cantor e a tirou do palco. Decerto que seu tom de voz era bem alegre, sorria enquanto chamava atenção da menina.  Mais tarde, contei para avó que riu muito da ingenuidade da garota. Perguntou a ela: "Quer dizer que você falou ao microfone aquela palavra?" A garota respondeu: Não, eu não disse "cu", porque a tia Helô me falou que não posso repetir este palavrão!
Liz Rabello


Igreja de Nossa Senhora Aparecida... Centro de Astorga/Paraná 🎀🌺🌺



Nossa Senhora me dê a mão, cuida do meu coração... Da minha vida ai... Do meu destino... Dos meus caminhos... Do meu país!

Cuida dos rios, dos pastos, dos gramados... Faça o milagre da divisão, da multiplicação, do renascimento das Minas Gerais.
Liz Rabello



Gratidão a Deus pelo belíssimo dia ensolarado e anoitecer encantador


Agradecendo em nome desse time a carinhosa recepção que tivemos no 4º Sarau do Quintal na cidade de Astorga-PR em 16.02.2019. Um grande abraço para todos que estiveram envolvidos nesse importante evento cultural. 
(José Vicente de Lima)


Despedida ao luar de Astorga...
 Deixando saudades e um gostinho de quero mais 💖💖💖



Obrigada Sueli pela recepção calorosa, pelo quartinho aconchegante, pelo café da manhã delicioso. Melhor acolhida de uma Peixoto muito carinhosa... Adorei 



Vanessa Peixoto... Muito obrigada pela acolhida... Carinhos mil neste coração de ouro! Amei tudo o que aconteceu neste último fim de semana 

MARIANA MARLAMA
PARAOPEBA PAR (ODIADA)

Fúria de rejeitos da Vale
Desce rio abaixo do córrego do Feijão
Terra arrasada
Cenário de guerra
Passarinhos teimam cantar
Mas os peixes agonizam
Insetos desapareceram das bordas
Poucas espécies de aves
Escondidas na mata
Testemunha do desastre
Cantarolam alienadas
Como se a vida não tivesse sido alterada
Bacia do Rio Paraopeba
Segue implacável para doar
Rejeitos mortais
Ao Pai da vida Chicão

Mídia segue em silêncio
Nada se lê
Nada se fala
Choro ora pro nobis
Das lavadeiras mudas

No doce Rio Doce
Tudo morto em silêncio profundo
Mariana Marlama
Samarco Vale da morte
Tragédia anunciada
Fotografada
Esquecida!

Bichos vivos e abutres "capetalistas"
Migram para outras regiões
Minhas minas gerais
Hoje são minas mortais!

Liz Rabello



Lama tóxica
Lama barrenta
Caudalosa lama
Que invade casas, quintais, pastos
Identidades, passado,
Trabalho, cultura perdida
Matas, córregos, rios, mar adentro
Pescadores sem ganha pão
Ondas gigantes em tubos de esgoto
Surfistas choram na areia maldita
Peixes agonizam a sua passagem
Tartarugas perdem habitat
Desovas prematuras não as deixam vingar
Transformando belezas exóticas
Em morte visceral
Enlameando vidas
Matando tudo o que é vida
Deixando sede em tudo que é lugar!

Liz Rabello


Chuvinha fresca
Bate no telhado
Escorre pelas calhas
A marulhar saudades
A embaralhar verdades
Terra molhada
Cheiro saudável
De vida eterna
Iniciada
Não terminada
Distante
Difusa
Ilusão
Matéria
Barro
Tudo destruído pelos homens!

Liz Rabello


GRITOS

Sedento
Cedendo
Cedendo
Sigo em frente
Até a morte em sede

Liz Rabello



Pode o homem destruir
Pode o homem poluir
Pode o homem matar
Pode o homem incendiar
Pode o homem asfaltar
Pode o homem capinar
Pode o homem descuidar

Aqui a vida morre
Acolá ela renasce.
Firme forte equilibrada
Basta o homem à natureza
Deixar sua morada
Não vender a sua alma
ao "Capetalismo" selvagem!

Liz Rabello