AUTORES/ARTISTAS


"DESTINO CIGANO" DE SANTIAGO DIAS


SENSIBILIDADE DAS MÃOS

Mãos que se aproximam
Preparam a terra
Lançam a semente
E dão sinal de vida

Outras que se tocam
Oferecem flores
E acariciam

Com as mesmas mãos
Que os nazistas
Massacraram os judeus
Os "civilizados" chicotearam e exploraram
O negro e o índio
Dando-lhes
Um futuro de miséria
E desconforto
(...)
Santiago Dias


SUOR E SANGUE

Na página em branco
O poeta derrama suas lágrimas
Em forma de poesia
Escreve sua dor
Com suor e sangue

Santiago Dias


UTOPIA

Quero sempre ter o dom de ser menino
E quando envelhecer
Que esse pequeno não se perca
No caminho

Que a aspereza desse mundo
Não me tire a sensibilidade
Para continuar

(...)
Santiago Dias


NINGUÉM

Queria escrever uma carta
Não me lembrei de ninguém
Que por acaso possa se alegrar com minhas palavras
Resolvi escrever para ninguém
Alguém que deve estar além da minha visão
Que talvez tenha morrido de súbito
Tenha ficado louco
Sendo injustiçado por um e outro
Ou que tenha se perdido numa rua qualquer
Ou esteja sozinho
Humilhado
Explorado
Triste e sem rumo
Para esses:
Deixo essa poesia.

Santiago Dias


MIMOS PARA AMIGOS 
DIRETAMENTE DO RIO GRANDE DO SUL
SANTA MARIA E CRUZ ALTA
MARA PITALLUGA E ROZELIA S. RASIA
PISANDO EM SOLO FIRME DA CASA AMARELA




                  RODA DE CONVERSA ENTRE ESCRITORES EM CRUZ ALTA - MAIO/2018


NASCEU UM AMOR EXCEPCIONAL DE LOURDES MARISE BRAATZ PINALLI

É uma história real, vivida intensamente pela mãe, a autora do livro e sua filha, Cristina, portadora de necessidades especiais e inspiração para a obra. Cristina faleceu aos 33 anos, e, após a morte da filha, a mãe deu início à narrativa, que a ajudou a amenizar a dor do seu coração, bem como tem sido de grande ajuda para pais de filhos especiais superarem suas dificuldades.

UM APERITIVO PRA VOCÊ

“Custou-nos muito a notar a sua falta de audição. Isso porque tinha tantos outros problemas para serem atendidos ou atacados que nem percebemos essa sequela. Então, logo procuramos um médico para fazermos todos os exames. Ficamos sabendo que tu, realmente, não ouvias, problema ocasionado pela rubéola. Por esse motivo, a dificuldade em falar. Apesar disso, começamos a notar tua inteligência, então aproveitei-a para ensinar-te a ler lábios. Lembro como se fosse hoje, usava um balão cheio de ar e, com a boca colada nele, tu sentias a vibração das palavras, que eu pronunciava docemente.  (...) nossa comunicação passou a ser melhor (...) nossos sentidos se aguçavam e, às vezes, só nós duas nos entendíamos, cheias de felicidade”

Lourdes Marise Braatz Pinalli


PLANTÃO SOLAR, DE MARA PITTALUGA

A escritora assume a coragem de se dizer poeta num mundo onde a guerra sangra o verso.

“A poeta amanhece Vênus, vive girassol, sintetiza o cotidiano em poemas, ilumina versos, pinta um cenário onde o céu é o palco, o sol protagoniza o herói, os olhos espelham o horizonteà espera do estandarte da lua para eternizar os amores que ela, apaixonadamente vive a cada momento. Sem culpas, ela transita, ora nas asas de Págasus em uma viagem estelar, ora adentra o veículo do erotismo, abre o próprio peito e expõe os sentimentos que afloram do seu coração em janelas de poemas.
Rozélia S. Razia

UM APERITIVO PRA VOCÊ

IMORTALIDADE

Teu olhar, girassol,
Aplainou em versos claros,
Fertilizou poemas,
Sobreviveu ao tempo
A tempo
De tornar-se imortal.

 Mara Pittaluga


FAZENDA SALINAS, DE JOSÉ HILTON ROSA, COM ILUSTRAÇÕES de ANNA SOARES

É a história real do escritor, que ao ser desafiado por Lis, sua neta, a lhe contar uma história de sua infância, lembrou e transcreveu para a escrita um episódio vivido na Fazenda Salinas, por ocasião do represamento das águas para a construção da barragem para a usina de Furnas. 
UM APERITIVO PRA VOCÊ

“Com surpresa, a família presenciava a subida do nível dos rios. Cobrindo lavouras e pastos. Até a casa onde moravam foi invadida pela água, ficando somente o telhado de fora.
A família carregou seus pertences em uma carroça e se preparava para sair pela faixa estreita de terra entre os rios, quando Zei pediu:
- Me ajudem a procurar a Luba!
(...) Rodeados de água, apareciam as pontas das árvores sob a água.
Luba estava em um lugar mais alto lambendo um potrinho recém - nascido, ainda tentando levantar-se.”

José Hilton Rosa 

NO TEMPO ENCANTADO DAS ESTAÇÕES DE LEONIR DE LURDES BATISTA, COM ILUSTRAÇÕES DE ANNA SOARES

É a primeira história infantil desta escritora publicada, em que narra de forma lúdica e bem – humorada, as relações harmoniosas e de conflitos entre as quatro estações do ano, desde o mundo encantado até o nosso mundo real.


Liz Rabello, em sua apresentação, inicia sua fala afirmando que não se sente escritora, se assim é, puro acaso, porque na verdade, é professora de ensino fundamental I e II, e, que se estivesse na sala de aula, aproveitaria o conto em questão para ensinar os movimentos de Rotação e de Translação da Terra, respectivamente responsáveis pelo dia e noite e estações do ano.


O CÃO TERAPEUTA, DE ROZELIA SCHEIFLER RASIA,
 com ILUSTRAÇÕES DE ANNA SOARES

Baseada em fatos reais, a escritora narra a experiência de seu próprio filho, com seu cãozinho de estimação, que o auxiliou na difícil tarefa de crescer e vencer suas deficiências físicas.

UM APERITIVO PRA VOCÊ

“Logo, Peleu ficou do meu tamanho, então eu me apoiava nele e trocava passos. Assim desenvolvi equilíbrio e força muscular para caminhar. (...) Ao brincar com o Peleu, esquecia do tampão para corrigir problemas na visão."
Rozélia S. Rasia


MULHERES ALFA DE LOURDES MORALES DALLACOSTA

As MULHERES ALFA têm espírito de liderança, expõem suas lições de vida quando necessário para o incentivo ao sucesso das companheiras. A auto estima dessas mulheres não é abalada facilmente e suas estrelas têm brilho próprio e contínuo. Ao despertar do nosso mundo pessoal até o declinar da existência toda, a mulher tem condições, através da cultura, para a reconstrução da personalidade e aperfeiçoamento da natureza, modificando sua formação. Na realidade, somos todas “Mulheres Alfas”; é só termos a mente voltada para o querer e o fazer na construção de todos os nossos ideais.


UM APERITIVO PRA VOCÊ

MEU DESASSOSSEGO

Meu desassossego está no desejo de despertar frente ao desrespeito pela não aceitação do outro na sua forma de ser e na discriminação existente no mundo. (...)

Meu desassossego está na incessante busca de criar, atingindo metas que num primeiro momento parecem inatingíveis.

Meu desassossego está no desejo de justiça e de direitos iguais para os menos favorecidos.

Lourdes Morales Dallacosta

RAFAEL CARNEVALLI FAZ ANIVERSÁRIO E QUEM GANHA PRESENTE SOU EU

A cidade nos sufoca
mas sejamos poesia
além do concreto

Rafael Carnevalli


MALOCA

Te leva para onde você não quer ir de verdade. N~çao existe fantasias nas linhas marginais dessa obra e você não vai se sentir feliz no final de cada estrofe. O que há aqui é a mais explícita tragédia de quem nasce, cresce e morre a margem de uma cidade viva. A personalidade dessa cidade enquanto ser é corrosiva, violenta. )...) Não há como fugir da realidade do "moleque correria" e de como nos assustamos com o seu nascimento, crescimento e assenção. (...)

Phelipe Sousa
VIRIL E VIRAL

(...)
enquanto os pulmões se enchem de fumaça
o desespero, o ódio, a revolta
as vias interditadas
a pedra no caminho
travesseiro de mágoas

sua insanidade no senado
o descontrole de quem controla
o peso da lei rola de cima da pirâmide
seria alimento para toda fome
se não fosse ela quem nos devora

seus guardiões sem guarda
são autonomia para degradar
seus patriarcas geram e abandonam criar
sempre o mesmo sistema
guarda, a mesma vigia
sentir nela, é difícil
não seria nada, se não fosse brutal

seu músculo obra monumental
sua lavagem cerebral
seu futebol, carnaval
comercial: viril e viral

assexuada
seria saudade
mas é seca
seria gozo
se não fosse chuva ácida
(...)

Rafael Carnevalli


Des (Organizadas)

todo dia uma nova guerra
dragões reais e ferozes
mostram sua selvageria
em arenas lotadas
quem está no gramado
assiste o ato de horror
nas arquibancadas

pão, circo e dor
diz a torcida, distorcida
de histórias sem resolução
sobram somente vítimas
dessa raiva sem vacina

(...)

Rafael Carnevalli (Maloca - MAP Movimento Aliança da Praça / 2018)


AMADOR, DE RAFAEL CARNEVALLI


O livro que temos em mãos indica o grau de maturidade que o moleque adquiriu nos corres da vida e da Arte. Mostra que a convivência e a militância aprofundaram o que era bélico e o tornou também belo, sem perder a virulência. Amador é o pontapé inicial de Carnevalli no mundo editorial. Ele mal entrou no jogo e já revela facetas de um poeta que mesmo jovem, aqui surge grande. Tudo indica que vai ser gigante. Quem viver verá.
Escobar Franelas


Se ciúme é cela
não tenha pena
reação em cadeia
olhar entre grades
la
crime
ja

APERITIVOS PRA VOCÊ

relacionamento
não pode ser cela
mas o beijo

tem que ser selo

Rafael Carnevalli


MANIA  DE  MARIANA FELIX

"Portaste um coração em mãos, não somente um livro... você fica hoje com um pedaço de mim... do que já fui... do que ando sendo. Não espero mudar o que você pensa, prepotência minha querer algo do tipo, mas seus minutos dedicados a essas folhas é como se em colo deitasse e me deixasse falar um pouquinho... dois dedos de verso e prosa... é como se fosse mei jeito de pedir para você ficar... e quando terminar, me leia de novo... sem hora para acabar...  Então quem sabe, todo esforço terá valido a pena... só porque fomos um do outro...  pelo menos por hora...

Mariana Felix

IDENTIDADE

Eu sou a puta
O preto
O preso
O preço
Pago
aos Patrícios fardados

Banhados de ouro
Da minha terra
De minha gente
Do meu sangue

De cada caboclo
Morto
Por arma
De fogo
Da lei
Dos homens brancos

Tiranos!
(...)

APERITIVOS PRA VOCÊ

(...)  Não sou Machado
Não me compare,
não fui eu que podei seus galhos
Realismo é ver nossos corpos suados
Me chama
Pra morar
Aluísio
Vou invadir seu cortiço
Naturalismo é eu entregar
Meu vício

Mariana Felix



BRITADEIRA PARA PERFURAR AREIA MOVEDIÇA, DE
ARNALDO ANTONIO MARQUES FILHO


A LÂMINA QUE MASTIGO

A lâmina que mastigo
Foi afiada na tortura do castigo
A lâmina que mastigo
Foi forjada na insanidade do perigo
A lâmina que mastigo
Desfigurou quem conviveu comigo
A lâmina que mastigo
Fatiou um coração obsoleto e antigo
A lâmina que mastigo
Cortou este velho pulso amigo

Arnaldo Antonio Marques Filho



E TODOS CAMINHAMOS...
(...)
O silêncio que você escuta
É a batida do meu coração
O sangue que escorre a céu aberto
É a fração da riqueza indivisível
O beijo ensaiado
É o que restou do nosso amor
E todos caminhamos chapados
Entre edifícios derretidos


Arnaldo Antonio Marques Filho


 “Não temos como saber qual a verdadeira profundidade dos sentimentos, nem conhecer as densas camadas da solidão, pois não existe britadeira para perfurar areia movediça”

Arnaldo Antonio Marques Filho
LANÇAMENTO DO LIVRO ENCONTROS PROIBIDOS
 DE PAULO CESAR COELHO NO XII CONGRESSO DA ANLPPB EM ITU - SP
MAIS UM BELO LIVRO DESTE ESCRITOR MARAVILHOSO,
 AUTOR  D' OS EMPAREDADOS



RICHARD KLEIN   - SAMBA PERDIDO

Trata-se de um livro de memórias de vários momentos da vida do personagem protagonista desde sua infância feliz na orla do Rio de Janeiro, onde pegava ondas: “O ponto alto de pegar jacaré era ficar envolto pelo tubo da onda, ou entubar. Esse é, com certeza, um dos melhores lugares do planeta: uma efêmera caverna d´água formada pela natureza num momento único. Existia uma poética erótica, ainda que subliminar, de se estar ali, enquanto o seu corpo rígido deslizava pelo túnel molhado do cosmos. Esse tipo de comunhão com a natureza era maior e melhor do que qualquer outra coisa que tinha aprendido em casa ou na escola. Ao desafiar o oceano me sentia forte, corajoso e acima de tudo harmonizado.”
Acrescente-se às memórias infantis os detalhes precisos dos momentos históricos de 64, das Copas do Mundo e do desempenho do Brasil no futebol mundial. Cenários vibrantes de samba, rojões e política unidos para salgar as lágrimas do povo com ideias “MANIFESTOCHES” torneadas pela sempre mídia global enganadora. O ponto alto é a comparação entre os radinhos de pilha da época com celulares atuais nas mãos da multidão, onde a grande diferença está no visual (fotografar) x ouvir as narrações dos comentaristas de futebol.
Apreciei as indagações filosóficas do menino judeu que perpassa por todos os nossos pensamentos:    “Eram tantas perguntas. Por que gente que nem nos conhecia pessoalmente nos odiava a ponto de contemplar um extermínio em massa? Era culpa deles ou, de alguma forma, nossa? Onde estava Deus quando pessoas inocentes imploravam nas câmaras de gás? A religião em si era uma coisa confusa: se havia um único Deus e todos – cristãos, judeus e muçulmanos – acreditavam nele, por que não podíamos chegar a um acordo? Não seria isso que o criador iria querer das suas criaturas? Será que iríamos todos para paraísos diferentes quando morrêssemos? Ninguém jamais conseguiu me responder qualquer dessas perguntas de maneira convincente.  “No entanto, mesmo tendo lucidez perante estas discriminações que sofriam faziam parte do grupo de brancos que discriminava os negros:  “Em nosso mundo isolado, era fácil esquecer que aqueles que nós considerávamos favelados, eram a maioria absoluta da população carioca. No entanto, eles somente apareciam em nosso campo de atenção e de respeito como estrelas do futebol, artistas e mais tarde, para alguns, como traficantes. Do contrário, para os habitantes da Zona Sul pessoas de pele escura e pobres eram empregados ou domésticas. De uma maneira semioficial, essas pessoas não tinham o mesmo grau de cidadania que a gente. A desigualdade genética do Brasil os levava a aparecer como elementos secundários nos nossos lares, nos nossos clubes, nas nossas escolas, nos escritórios, nas repartições públicas e mesmo na praia, como vendedores ambulantes. Fora do trabalho, eram passistas de escolas de samba, frequentadores de praias longínquas, pedintes e assaltantes. Para muitos, quase todos eram marginais esperando para serem presos, fazendo por merecer o seu destino por serem preguiçosos, desonestos e depravados. A atitude era parecida com a que os brancos tinham para com a população negra na África do Sul durante o apartheid.” E continua: “Em casa, as domésticas encarnavam a ligação entre o mundo dos ricos e o dos pobres. A instituição das empregadas e as atitudes com relação a elas eram resquícios da época da escravidão que no Brasil só acabou em 1888 – nem 75 anos antes de eu nascer. Todo apartamento tinha uma área de serviço com uma dependência para elas. Todo mundo que conhecia tinha pelo menos uma doméstica dividindo o seu teto. Uniformizadas, essas mulheres limpavam a nossa casa, lavavam a nossa roupa, cozinhavam a nossa comida e comiam nossas sobras. Quando chegava a noite, se isolavam nas áreas de serviço e iam dormir em quartos abafados e sem janelas, tendo como confortos ventiladores pequenos, crucifixos na parede e rádio baratos em cima de armários pequenos. Do lado de fora do quarto, tábuas de passar, vassouras e roupas sujas as aguardavam para o dia seguinte. “
O histórico político anterior e pós golpe de 1964 é meticulosamente explorado pelo escritor, mas o ponto culminante da narrativa deste período está nos movimentos musicais.
A trajetória do adolescente Richard em busca de seus talentos, cinema ou tocar violão é minuciosamente relatada com ênfase na música popular brasileira da época. Assim como a descoberta da literatura e Jorge Amado como escritor principal.  Figuras como Raul Seixas, Nei Mato Grosso, Mutantes, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, ou mesmo artistas Pop, como Pink Floyd. São constantemente envolvidos na trama. Caminhamos pela política, costumes, preconceitos e cultura da época de forma natural e inusitada, uma vez que o personagem não se deixava influenciar pela TV e suas tardes de domingo com a jovem guarda, algo que nem cita no livro.
“Numa época em que celular não existia e que máquinas fotográficas eram coisas muito caras, só restavam a memória, o olhar apurado e as palavras.
“Enquanto contemplava aquela cena espetacular, o universo me trouxe a clareza de que a saúde, a água que bebemos, o ar que respiramos, as belezas do mundo, o amor e as amizades, enfim, a vida, eram presentes dados a nós sem que tivéssemos que dar nada em troca. Não estávamos em outro planeta, estávamos atrás de uma pequena igreja em Trancoso, perto de onde a colonização do Brasil começou. Aquele momento não era um sonho. Toda aquela abundância do aqui e do agora podia se perpetuar eternamente se apenas aprendêssemos a dar valor ao que temos em comum. Eu desejei que aquela clareza lunar – certamente taxada de lunática pela maioria esmagadora dos habitantes do planeta – nunca passasse. “
Lindo demais! Fiquei imaginando como poderia ser esta paisagem criada por Deus... 

Liz Rabello



TROCA DE LIVROS EM CAMPOS DO JORDÃO - VIAGEM INESQUECÍVEL


OLHO D'ÁGUA DE DEOLINDA NUNES É UM MERGULHO NAS MAIS BELAS METÁFORAS
LUZ E PALAVRAS, TUDO MISTURADO AO MESMO TEMPO


RENITENTE

Galo acorda as manhãs
enquanto uvas crescem na parreira
e as mãos sujas de terra
sabem do tempo de espera
horta no quintal
violão no fim da tarde
cadeiras na sala de visita
café, bolo e coragem
não se pode temer
o que está por vir
um dia de cada vez plantio e cuidado
quando for a hora
a colheita vem

Deolinda Nunes (In Olho D'Água)


TROCA DE EMOÇÕES

CONCHA ABERTA

(...)
Era uma concha aberta
Seduzindo grãos de areia
Extasiando o sereno
Contemplando a lua cheia
Que sutilmente segredava:
Que de tanto amar cometas
Estava grávida

Maria Lúcia Lopez (In Acendedora de Estrelas, 1982)


ÚLTIMO EXEMPLAR  DA LUZ "ACENDEDORA DE ESTRELAS", DE MARIA LÚCIA LOPEZ...  UMA RELÍQUIA QUE JÁ TEM 36 ANOS DE VIDA



E a autora, carinhosamente, me diz:  "Liz, só vou te deixar levar este último exemplar, para você digitá-lo para uma segunda edição, porque confio plenamente em você". - "Sim, pode confiar", disse-lhe, calmamente, "você nunca mais terá este livro em mãos"...   Caímos na risada. Tarde espetacular de vivências, amizade, poesia. Muito amor envolvido.
Liz Rabello


HABITEI EM CADA ESTRELA

Fantasiei-me de purpurina
Vi-me pássaro dourado
Flutuei nas serpentinas
Corri pro luar parado
Abracei vários cometas
Deixei outros enciumados

Embrulhei-me em brancas nuvens
Com almofadas de cetim
Habitei em cada estrela
Convivi com bem-te-vis
Tropecei na ventania
Banhei-me em cada riacho
Conquistei a alegria
Aportei nos teus abraços

Maria Lúcia Lopez (In Acendedora de Estrelas, 1982)


Quem quiser conhecer a Guerra de Canudos, pelo viés do dominado, é só ler A GUERRA DO FIM DO MUNDO, de Mario Vargas Lhosa. Baseado em fatos reais, já escritos em OS SERTÕES de Euclides da Cunha (viés do dominador). Este escritor latino americano nos traz a dor, a miséria, a fome, pelo lado de quem a viveu dentro das terras ocupadas. O livro de Mario Vargas traz a saga de Antonio Conselheiro e seus seguidores, do princípio ao fim, da luta pelas terras prometidas e ocupadas, pela comunidade pobre que se tornava rica de auto sustentabilidade e por esta razão "PERIGOSA" para os dominadores. Quinhentas páginas que foram devoradas por mim em uma semana. O livro histórico/ficção mais comovente de que me lembro ter lido.
Liz Rabello



PAUSA POLÍTICA PARA LEITURA

A HISTÓRIA ESTÁ NOS LIVROS... EU LI OS SERTÕES DE EUCLIDES DA CUNHA, LI TAMBÉM A GUERRA DO FIM DO MUNDO, DE MARIO VARGAS LHOSA... CONHEÇO MUITO BEM AS RAZÕES POLÍTICAS PARA O MASSACRE DE CANUDOS. É PRECISO LER OS DOIS LADOS DA HISTÓRIA, MAS NÃO VOU LER O LIVRO DO MORO... PREFIRO "CONSTRUIR" A HISTÓRIA.


COERÊNCIA POLÍTICA DE LULA

"Eu não quero um gênio para ser o responsável pela economia. A decisão para a economia tem que ser política. Eu quero um cara que execute a decisão política que o governo toma para a economia. Porque se você não tem chefe, se esse chefe não dá ordem, se o chefe não tem objetivo e estratégias, cada um vai fazendo o que bem entende (...) e daí fica como tantos ministros e técnicos da burocracia, que vão fazendo e, se não der certo, dão de ombros: "Foda-se, eu vou para Harvard, eu vou pra Sorbonne, e dane-se o Brasil". Não, nada disso: O que eu dizia? Eu vim de São Bernardo pra cá e vou voltar pra São Bernardo. Eu moro a 600 metros do Sindicato e vou voltar e ficar a 600 metros do sindicato. Eu não vou pra Paris ficar dois anos pro povo esquecer de mim..." Essa postura me fazia ter mais responsabilidade com as coisas. Você tem o movimento sindical de todos os matizes, você quer fazer uma discussão sobre a previdência social? Vamos fazer! Mas como? Vamos colocar todo mundo à mesa, aqui. O que você não pode é fazer uma reforma na aposentadoria na qual quem vai perder são os pobres..." (Lula, página 40)

 

ATAQUE FASCISTA

Meu filho estava lendo o livro de Lula, numa sala de espera de um consultório médico. Um sujeitinho mais forte, mais velho o abordou e o ofendeu por estar lendo este tipo de livro. Meu filho contou até dez, tentando se acalmar, mas depois jorrou armas palavras por todos os cantos do consultório. Ora bolas, quem é que vai dizer a um historiador o que deve ou não deve ler?

DURANTE A FEIRA TIVE TEMPO DE LER O LIVRO QUE GANHEI DO AMIGO SECRETO NO SOPINHA DE LETRAS "DROPZ" DE RITA LEE... AINDA NÃO CHEGUEI AO TÉRMINO, MAS JÁ TENHO VÁRIAS CONSIDERAÇÕES:


A talentosa escritora, tanto como excelente compositora, traz refrões em versos musicais, onde "Eu sou a luz das estrelas, eu sou a cor do luar", descreve a cantora caidaça e vaiada desafinando Raul.

Transforma histórias cristãs em quase pagãs, pois Francisco desafia o Papa, com sua batina enlameada de bosta de cavalo e modifica sua prece: "Onde no templo houver mercadorias, que eu leve meu chicote. Onde houver maus tratos aos animais, que eu leve meu boicote".

Fala da decadência moral de um grande ídolo, subtraído à fama por quatro ingleses, apresentando uma nova revolução musical, na qual o primeiro que requebrava a pélvis, que rimava com seu nome, teve seu momento de glória, quando os Beatles deixaram de existir e ele voltou a ser o eterno rei, como realmente é.

Brinca com o verso e o reverso da morte e descobre que num jornal de um universo paralelo, a manchete de uma matéria escrita por uma jornalista de lá, informa: "Não há vida inteligente antes da morte!"

Escreve contos poéticos, intercalados por versos paródias de grandes músicas: "Era uma vez um país abençoado por Deus e bonito por natureza que explodiu em quatrilhões de pedacinhos...

Oh! Terra do Sempre
Onde nunca existiu
Tão brava gente
Mãe gentil mameluka
Filhos de Tupã
Raça pura brazuka
Povo feliz e contente
Banquete de leviatã
De lá pra cá
De mão em mão
Eis o reino da putaria
Das boquinhas, dos michês
Dazelite coxinha
Das viúvas do Chê
Da grife grã-fina
Made in Macunaíma
Tá dodói
Tá maus Tá pior Tá ruim Ai de mim
Que te amo mesmo assim


E, AGORA, DEIXO AO FUTURO LEITOR, O DESEJO DE ABRIR AS PÁGINAS DO LIVRO E AS SABOREAR COMO EU FIZ. 
Liz Rabello

O poeta não existe
nem a poesia,
só a realidade.
É por isso que verso
 É sinônimo de avesso,
porque o resto
é esquizofrenia,
Um mundo paralelo
de fantasia:
O poeta é só um louco,
e a poesia
Um manicômio

Paulo D'Auria

"Nise", estrelado por Gloria Pires é um filme nacional que mostra o quanto de poesia, poética e artes os esquizofrênicos possuem e para tratá-los é preciso partir do poético, que está na vida, na respiração e no desejo de ser aceito e amado pelo que se é.
Liz Rabello





A Cabana, de William P. Young narra a história de um pai, que sai de casa em busca de explicações de por que Deus permitiu que sua filha fosse  assassinada, e seu corpo jamais ser encontrado.  Dor sem igual em busca de respostas por que uma criança de tão pouca idade foi tão brutalmente sacrificada. Esta indagação, repleta de paixão, ódio, decepção, culpa afasta o pai de Deus. E é esta trajetória que é narrada. É lindo! Uma busca por Deus nos infinitos de nossa própria alma. A gente o perde quando algo muito triste vai embora com Ele. Mas o reencontramos quando a paz e a misericórdia divina de Deus retorna para nosso coração.

O filme "A Cabana" é tão emotivo e profundo quanto o livro.  Retrata fielmente a trajetória de um pai em busca de si mesmo e do PERDÃO que é preciso ocorrer dentro de cada coração antes de perdoar os outros.  Narra o quanto não podemos agir como se fôssemos DEUS  e  julgar os erros dos outros. Retrata a busca da liberdade interior e o quebrar dos grilhões que assolam nossos caminhos e nos aprisionam na dor.

Assistiria o filme novamente tanto quanto gostaria de ler de novo o livro que li há anos atrás. 
 Liz Rabello


Veja o trailler oficial do filme:







ENTREVISTA COM REPÓRTER DA REDE GLOBO
 PARA UMA MATÉRIA NO SPTV, 
QUE FOI  AO  AR  EM 08/02/2014 AO MEIO DIA... 
SOBRE HENRIQUE MANZO E SUA NARCIZA! 


O POETA DO PINCEL

“Conheci Narciza durante uma pesquisa realizada por alunos de quinta e sexta série de 1990. Fiquei fascinada pelo seu encanto,simplicidade e amor à Galeria. Naquela época já não estava em condições de cuidar de tudo e manifestou o seu desejo de doar o patrimônio ao Estado, para que Henrique Manzo fizesse jus ao seu lugar na História e a fim de que o público, principalmente de nossa comunidade, pudesse conhecer este grande artista, que antes de mais nada, homenageou Narciza e o nosso Jaraguá. A ambos declarou sua paixão, fazendo versos com pincéis e cores eternizando gestos, sorrisos, memórias, ventos, uivos, garoas... Em sua obra, conseguimos viajar no tempo e ouvir ruídos de lembranças...” 

Liz Rabello



SOS GALERIA NARCISA

O LIVRO FOI CONSEQUÊNCIA DE UMA PESQUISA REALIZADA POR LIZ RABELLO, COM A COLABORAÇÃO DE TRÊS ALUNAS  DA EMEF BRIGADEIRO HENRIQUE RAYMUNDO DYOTT FONTENELLE EM 2004, E PARTICIPOU DO CONCURSO TESOUROS DO BRASIL,
PROMOVIDO PELA FIAT, NO ANO DE 2005 .


A OBRA DE HENRIQUE MANZO ESTÁ DETERIORANDO. O OBJETIVO ATUAL É DE TRANSFORMAR ESTE TRABALHO ESCOLAR DE PESQUISA EM E BOOK, DEIXÁ-LO NA MÍDIA E, UTOPIA:  CHAMAR ATENÇÃO DAS AUTORIDADES CULTURAIS PARA A CONSERVAÇÃO E RESTAURAÇÃO DAS OBRAS EXISTENTES NA GALERIA NARCIZA.


CONHECER A VIDA E A OBRA DE HENRIQUE MANZO


CONHECER UM POUCO DE SUA LUTA EM VIDA COMO SOBREVIVENTE 


HENRIQUE MANZO NA CENOGRAFIA  



A pesquisa Aspectos da Cenografia e do Figurino Paulista do Início do Século XX à Década de 1940 foi desenvolvida entre 1976 e 1980 pelas pesquisadoras de teatro Maria Thereza Vargas, Tânia Marcondes. Contou com textos de Mariângela Alves de Lima e imagens fotográficas tiradas por Antonio Saggese, Berenice Raulino, César Charlone Herrera, Marcos Magaldi, Tânia Marcondes. Também foram usadas fotografias de Costa e J. Camacho e Paul e Reboredo. A pesquisa encontra-se tombada no Arquivo Multimeios (AMM) do Centro Cultural São Paulo (CCSP), disponível para consulta sob o número 958/AC.

Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria do Estado da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2012
 
Henrique Manzo e Dona Narcisa Manzo por ocasião da exposição. O Cenário e o Figurino do Teatro Paulista do Início do Século XX à Década de 1940, realizada em 1980 na Casa das Retortas, onde funcionava a Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo.

 
Henrique Manzo, em sua residência, sobre um telão para espetáculo não identificado. A grandiosidade do talento e do trabalho se mostra pelo tamanho da pintura, comparada à foto do pintor em tamanho real. A pergunta que se faz é: "Como é que um pintor consagrado e trabalhador oficial do Teatro Municipal de São Paulo, não foi convidado para a Semana de Arte de 22? 


Henrique Manzo por ocasião da exposição O Cenário e o Figurino do Teatro Paulista do Início do Século XX à Década de 1940, realizada em 1980 na Casa das Retortas, onde funcionava a Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo.

 
D. Narcisa, esposa do cenógrafo Henrique Manzo. Mais à frente, as pesquisadoras Tânia Marcondes e Maria Thereza Vargas.

 

HENRIQUE MANZO NO CONTEXTO DE 1922

“No ano de 1922, o Brasil estava comemorando o centenário de Independência. Em Setembro, inaugurou-se na capital paulista a Exposição de Belas Artes no Palácio das Indústrias, com a participação de pintores de todas as tendências. Apesar do esforço que se fez para organizar esta mostra, foi pequeno o número de visitantes. O local era afastado e a imprensa deu pouco relevo ao evento. Em consequência foram vendidos somente trinta telas. Citados, elogiados e comentados foram os trabalhos de Henrique Manzo."

 (O Olhar Italiano sobre São Paulo-Pinacoteca Luz-SP)
“Em 1922 participou da Exposição Muse Italiche, no Palácio das Indústrias, em São Paulo. Foram doze quadros: sete paisagens, arredores de São Paulo e um auto-retrato.”

(Pintores Paisagistas)

“Em setembro de 1922, o Palácio das Indústrias ainda estava em obras (só foi inaugurado dois anos depois), mas uma intensa movimentação acontecia entre andaimes e instalações elétricas – pintores, escultores e arquitetos, que não participaram da semana de Arte Moderna se apressavam para aprontar uma mostra de seus trabalhos. Assim no dia 7 aconteceu a Primeira Exposição Geral de Belas Artes. Foi uma outra semana de arte moderna, reunindo os que ficaram de fora da primeira. Apesar da qualidade técnica de seus trabalhos, não participaram do movimento liderado por Mário e Oswald de Andrade, pois não pertenciam à elite paulistana. Entre tantos, Henrique Manzo e Rômulo Lombardi, faziam parte deste grupo. Ambos cenógrafos de peças exibidas no Teatro Municipal. É , no mínimo, irônico, pois construíam painéis cênicos de até dez metros de altura, dentro do teatro e foram excluídos de mostrar seus próprios trabalhos durante a semana organizada por Mário e Oswald.”
(Ubiratan Brasil – O Estado de São Paulo- 20/03/2002)


“Artistas da exposição geral de Belas Artes, em setembro de 1922, defronte do Palácio das Indústrias, que estava em obras:
 pouca publicidade e muito pó”


 O ESTADO DE SÃO PAULO – 20/03/2002


“Participantes da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, no Teatro Municipal: divulgação necessária para difundir novas idéias”
O ESTADO DE SÃO PAULO – 20/03/2002

“É muito curioso o fato de terem reproduzido a foto dos modernistas à frente do Palácio das Indústrias, pois só realçou o contraste, pois enquanto no Teatro predominava o luxo entre os participantes, o Palácio das Indústrias ainda estava em obras e o que mais existia era pó. Nas pesquisas que realizou em busca de informações sobre a exposição geral de Belas Artes, Dario Bueno descobriu uma pequena nota publicada pelo Jornal do Comércio, no dia 08/09/1922, informando sobre a abertura da Mostra. Não houve propaganda pois os artistas não possuíam dinheiro suficiente. A qualidade das obras, porém não passou desapercebida pelos intelectuais da época. O escritor e editor Monteiro Lobato, que ajudou a incitar os ânimos dos modernistas ao criticar uma exposição de Anita Malfatti, visitou o Palácio das Indústrias e, entusiasmado, publicou cinco páginas sobre a exposição na edição de outubro de 1922 da Revista do Brasil, enaltecendo o evento. Mas mesmo assim, ficaram esquecidos. Anos depois, Pietro Maria Bardi, então diretor do MASP Museu de Arte de São Paulo, em um artigo, fez um levantamento de pintores injustamente esquecidos, buscando ressaltar suas qualidades.” 
 (Ubiratan Brasil – O Estado de São Paulo- 20/03/2002)


“Um grande número de pintores paulistas viveu e produziu em São Paulo, mas hoje estão ofuscados pelo brilho dos cariocas, dos estrangeiros e dos modernistas, quando não esquecidos e relegados a plano secundário. Temos de reavaliar o trabalho desses pintores e colocá-los no lugar que merecem.” É exatamente isto o que queremos com este trabalho.

QUADROS  DE  HENRIQUE  MANZO



A RESPOSTA


“Uma história de romantismo para uma época de nostalgia: ele, pintor pobre e talentoso, pintando cenários num teatro para poder continuar os estudos. Ela, vivendo com a tia em São Paulo, quinze anos de sonhos, procurando emprego de costureira, no mesmo teatro. Um encontro fatal, Romeu e Julieta, para nunca mais se separarem." 

Lea Ziggiatti Monteiro






O CROQUIS DESTE BELÍSSIMO QUADRO SE ENCONTRA NO ACERVO DA PINACOTECA
VIDE MATÉRIA RELACIONADA NO LINK ABAIXO:







VIDE MATÉRIAS RELACIONADAS:






Na porta entreaberta da Galeria Narcisa, o Sol brilha imponente, mostrando que a vida lá fora continua... Enquanto a vida aqui dentro permanece intacta, como num museu onde sonhos cristalizados pela pintura permanecem sacralizados e imortais!


Liz Rabello

9 comentários:

  1. Belo trabalho! Abraço.
    Elenite Araujo.

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  2. Amei a reportagem!! Sou Piritubana e acredito na valorização do nosso patrimônio histórico!! Deus queira que a Galeria consiga abrir as portas para mostrar as maravilhas de Henrique Manzo!! Beijos

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  3. Meus parabéns pela matéria. Tomei ciência do fato no dia que foi exibida a reportagem, e como sou blogueiro também resolvi fazer meu manifesto: http://netleland.net/cultura_lazer/o-finado-manzo-pede-socorro.html

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    1. Unindo forças em prol de uma causa... Obrigada!

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  4. “O assunto merece ser divulgado pela magia que nos rodeou da primeira vez que descobrimos Narcisa e Henrique. Não só o espaço, mas as pessoas, no momento em que descobrimos a essência que transpirava dos personagens. Era o amor que unia e iluminava tudo. Por muito tempo ainda mantive contato com eles, soube da morte de Henrique e do esforço de Narcisa para manter o espaço e a exposição dos quadros na Galeria, e do descaso das autoridades que fazem parte do nosso país e da nossa cultura. Adorei rememorizar esta fase da minha vida, em que vivíamos, eu e meu marido, assuntos de reportagens para o Jornal de Campinas.”
    (Lea Ziggiati Monteiro)

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  5. Olá Elizabete, tudo bem?
    gostaria de conversar com você sobre a galeria. Teria algum e-mail para que eu possa entrar em contato com você?

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