ANTOLOGIAS


ANTOLOGIAS QUE TÊM MINHA 
ASSINATURA COMO ESCRITORA

ANTOLOGIA DO MULHERIO DAS LETRAS , ORGANIZADA POR KARINE BASSI



Quero ser a mansidão
Luz etérea do infinito
Mergulhos de vagalumes
Alçar voos de foguetes
Quedas de estrelas cadentes
Dançar com palavras na escuridão
E com elas vibrar orgasmos de imaginação

Liz Rabello



Todas as tempestades podem vir
Eu as recebo de cabeça baixa
Não é por descuido
É defesa
Atenção Medo não!
Quando ela passa
E sempre passa
Levanto o rosto,
Enfrento a vidae
Sigo!

Liz Rabello


No horizonte o sol
Maior farol não há
Na noite densa
Apenas estrelas cintilar
E eu? Vagalume vagabundo
Vagamente a clarear
Num pisca-pisca infindável
Que se descarta, revive
E incendeia luz sem se notar

Liz Rabello


Tento caminhos novos
Perco-me na encruzilhada
Insisto na busca
Tortuosas vertentes
Não encontro saídas
Novamente perdidas
Insisto... Persisto
Porque nunca desisto de mim

Liz Rabello

 V EPLP POETAS DA LÍNGUA PORTUGUESA
LANÇAMENTO  NO PALÁCIO DO CATETE, 
RIO DE JANEIRO- SETEMBRO DE 2018



LANÇAMENTO DA V ANTOLOGIA "POESIA DOS FADOS E DOS TAMBORES"





DE DEGRAU EM DEGRAU SUBIMOS A ESCADA DA AUTO CONFIANÇA 

E AUTO VALORIZAÇÃO! CADA DIA MAIS FELIZ!



BELÍSSIMAS CAPAS NUMA LINDA TRAJETÓRIA DE SUCESSO




ASAS LIVRES

Eis que o silêncio
Corta o vento
E me traz paz
E me traz calma
Juntos somos tempestades
Areias movediças
Terremotos, furacões
Não, não me respondas
Perguntas do passado
Deixe tudo por lá puído
Solto, leve, volátil
Asas livres ao acaso

Liz Rabello




PARA UMA BOCA FECHADA... A POESIA

Sou de um tempo em que aprendi a me calar
A ter medo de militar
A ficar no meu lugar de mulher
Abaixo do patrão, do pai, do irmão, do marido
Até do filho e do cão que ladra no quintal

Mas também sou do tempo
Em que a fera ferida sangrou
E se libertou da menstruação
Do soutien, da saia comprida
E do varão machista
Da lei imperiosa da mordaça do dólar

Pertenço a este momento histórico
Em que a mulher vai às ruas
E deflagra a corrupção
Se for preciso a trégua, que seja
Mas cruzar os braços... Jamais!
Ainda nos resta a Poesia

Que nunca "servil" a ninguém

Liz Rabello






LANÇAMENTO EM PARATY,  NA FLIP, DA COLETÂNEA 

INSPIRAÇÃO EM VERSO IV -  JULHO DE 2018



DAS LOUCURAS
(NO TÊTE-À-TÊTE COM TIETA)

Polarizar e polemizar menos:
Pluralizar e polinizar mais!
Morfeu chegou e o presenteou com uma imagem com a amada:
- obs: prefiro o Sandman, mas o sonho não é meu-
Eles se abraçaram veementemente,
e um dos filhos na corcunda sorriu.

Ela disse coisas doces ao seu ouvido,
E a traição passou a ser página virada
Teriam vivido tais momentos?
Impossível! Ela nunca existiu!
Tudo pode ser uma armadilha da mentira,
Até mesmo a fina chuva que cai.

É sabido que não arriscar é monotonia,
Vale o ínfimo entusiasmo que apraz,
Palavras boas são sempre bem vindas,
Assim como a borracha ao irrelevante.
O livro que marca uma vida encontra-se inativo,
Empoeirado e amarelado na estante.

A letargia chegou com os arremates,
E logo os preparos para uma boa noite,
Os olhos cansados e o coração que calmo bate, 
"Tudo em cima" para embarcar no passeio.
Chá verde e chá mate criaram euforia:
O maracujá se bebe puro na fonte.
Ao céu o monte: sao mar o barco:
O tempo se quebra - entrou na fantasia.
Sonharia com algo desagradável?
Impossível! Sua vida sempre foi como ele queria.

André  Anlub



VOLVER O TEMPO

Caso pudesse fazê-lo voltar
E páginas de minha vida apagar
Só queria de novo embarcar
Na inocência do desejo
De um grande amor vivenciar

Caso pudesse fazê-lo voltar
Daria cordas à intuição
Olhos abertos a enxergar
o que mentia o coração
Fazer  pó da ilusão

Caso pudesse fazê-lo voltar
na diáspora tri(áspera)
São dois pra lá, dois pra cá
Liberaria intervalos
E os faria dançar dois pra lá
Uma pra cá
Leve
Livre
Solta
Nas mãos de Deus
A sonhar

Caso pudesse fazê-lo voltar
E páginas de minha vida acrescentar
Só queria de novo escrever
Um próximo encontro mágico
Com outro amor pra viver

Liz Rabello




SONHOS PERDIDOS

Para onde vão os sonhos perdidos
Eles, que se tornam invisíveis
Acoplados ao fundo da alma
De lá não se mostram acessíveis
Será que a música consegue trazê-los
De volta ao mundo real?
Ou será que a alma transborda
Quando a última tempestade passar

Liz Rabello


Na re(existência)
De mim mesma
Pós tormentas
Percebo luz no fim do túnel
Será enfim a volta
Do ser não ser
Que me traduz?
Ou será apenas o resistir
Ao fim de mim?

Liz Rabello





HONRAR O AMOR

Ao contrário de você
Que bem antes do fim
Em novo amor se enredou
Não quero ninguém ao meu lado
Pela metade, sem decisão, sem fé

Quero antes me limpar
De toda esta lama
Que você me sujou
Quero antes definir
Minhas razões do amor
Sugar os poros do suor da dor

Quero antes desfazer nós
Que por você atei
Com amigos que desandei
Quero antes me curar
De toda esta mágoa
Que você me causou

Quero antes cicatrizar
Todas as feridas
Que você sangrou
Quando eu amar de novo
Quero honrar o nome do Amor
Que você fez em mim emudecer

Quero voar ao topo mais alto da dor
E de lá olhar pro futuro
Filtrar emoções antes
De me precipitar em voo de risco
Asa delta rumo incerto
Pra pousar magnificamente no Amor!

Liz Rabello




FOTOGRAFIAS

Retratos amarelados
Filme em branco e preto,
Analogia colorida,
O tempo não apagou, eternizou!
O velho álbum
Esquecido na gaveta...
O novo álbum
Salvo no computador...
|Lembranças antigas...
Momentos atuais,
Sentimentos iguais,
Fotos digitais que também vão amarelare...
Mas... quem sabe, eternizar!


Maria Gorett Chagas



NA PONTA DO PINCEL... A ALMA

o movimento é limitado?
e a mente unida ao talento?
a criatividade?
a inspiração?
quantas perguntas!
uma só resposta...
pés e boca... pincel!
Cria-se a mais bela tela:
A tela que reflete
um autorretrato!
Da nossa vontade de viver
e eternizar a obra prima
que Deus criou!
Somos...
Pintores com a boca, pés e a alma!

Maria Gorett Chagas


A ESCOLA NOVA

Se é para falar de escola
Aqui vai um recado m,eu:
A escola que temos hoje
É porque a velha morreu.

Criativos e pensantes críticos
Os meninos assim serão.
A escola de verdade tem gente,
Que a constrói com as próprias mãos

A escola é como um lar,
Agradável de viver,
Essa é a mais importante lição...
Que temos todos para aprender.

Cidoca Araujo




VALE A PENA VIVER

Junto capulhos
na minha solidão em êxatases,
não para dopar-me com seus cheiros...
Só quero embriagar-me
da luz das suas cores...
Imaginar mil amores,
e sonhar,
que sou semente
a seguir caminho...

Procuro flores,
entre rebeldes pensamentos...
Ainda corro trás do sol e da lua,
desde o amanhecer até o entardecer...
Doce jasmim da minha vida;
vale a pena morrer sem sonhos,
sem loucuras nem jardins?
Oh corajosas sementes,
que não têm medo de explodir!

Alicia Viviana Mendez


SUBLIME AMOR

Amor sublime amor!
Essência Divina
Dom divino a ser despertado
Em todos os momentos do caminho...

Não desistam nunca mesmo que
Todo exterior seja inóspito e perverso
O vazio interior não deve ser valorizado
Pois cada um dá o que tem
No seu ponto da montanha

Faça cada um a sua parte
Independente do outro
Respeitemos sempre o outro
Pois nós somos os outros dos outros
Não se esqueçam disso

Se cada um fizer a sua parte
A humanidade evoluirá...
Para luz e para o amor
Flamejando, flamejando...
Oh! Amor sublime amor!

Irislene Castelo Branco Morato



OLHAR

De repente, o olhar, suspenso,
para lá e para cá, como bolas de algodão, flutua.
De repente, o olhar imutável, fascinante
como serpente sedutora, aprisiona.
De repente, o olhar obscuro, penetrante
como Monalisa, seduz.
De repente, o olhar vaporoso, inconsistente
como névoa, dissipa!

Catia Hughes


RESPOSTAS

Cantarei um trecho daquela ópera esquecida,
trocarei a foto do porta-retrato,
farei a viagem sonhada, tardiamente,
quando tiver todas as respostas,
enigmas perdidos no tempo,
mudarei a mim,
girando a terra para olhar,
apenas, a paisagem desejada!

Catia Hughes


SEGREDOS

O farfalhar das folhas 
espalha segredos,
escondidos na penumbra da noite
porque o fio de seda do medo, partiu
e o assombro, espalhado no ar,
transformou-se em pétalas de flores,
- E, no âmago de cada um,
a essência espalhada, inebria!

Catia Hughes


AMOR

Eu queria que as noites tristes
durassem apenas segundos.
E que o dia com sua plenitude
chegasse em disparada
arrastando para longe a triste madrugada.

Eu queria que não existissem dores
nem tristezas nem desamores
Eu queria quer o amor não chorasse
não doesse e não morresse.

Amor que sofre e amor que chora
envelhece a face de quem ama.
Amor que ama, que entende e vence,
esse sim é o amor que rejuvenesce
alegra a alma e eleva a prece.

Para que a noite e o dia sejam sempre
motivos de alegria, sorriso e canto
Com o amor feliz dentro do peito.

Elaine Mello


INTENÇÃO

Mudanças esperadas
Inesperadas
Abrem inauditos caminhos
Sem redemoinhos ou torvelinhos,
Induzem escolhas
Como tenras folhas
Novas opções
Com irrefletidas ações ou
Sensatas orientações.
Novas atitudes
Avassaladoras
Aniquiladoras
Intensas
Suficientemente pretensas
Para que provoquem adaptações

Maria  Teresa Marins Freire


CONSPIRAÇÃO VENCIDA

Olhei-me frente a frente. Eu e eu.
Quase não me reconheci.
Meu olhar iluminado,
Quase apagado, percebi...

E ainda era eu. Busquei-me.
Então, ouvi as batidas do meu coração, 
Um pouco enfraquecidas,
Cheias de emoção e de vida...

Sou eu mesma. Uma composição,
Alma, corpo, inspiração, tudo, e
Um sorriso há muito tempo mudo.

Gosto de mim, assim como sou.
E quanto mais comigo estou,
Mais me asseguro, que estou contigo!

Emmanuelle / Emmanuelle
COLETÂNEA "INSPIRAÇÃO"  NA BIENAL 2018





  LANÇAMENTO  DA COLETÂNEA INTERNACIONAL "INSPIRAÇÃO"
 DA EDITORA GAYA, EM CRUZ ALTA, ABRIL DE 2018


NUVENS DE POESIA

Nua, visto-me de peles de palavras
Crio versos em nuvens
Lágrimas de palavras em pó
Sorrisos ligeiros de palavras de mel
Perfumes suaves de palavras em flor
Aromas gostosos de palavras frutíferas
Ingenuidades de palavras em seios maternos
Cândidas palavras de amor
Volúpias de palavras libidinosas
Saciedade de palavras comestíveis
Guerras atômicas em palavras neutras
Guerras vulcânicas de palavras em chamas
Cinzas restantes de palavras queimadas
Tempestades de palavras recém-nascidas
Arco-íris de palavras translúcidas ao sol
Luz lunar em palavras de clarões de estrelas
Transparente
Nua
Solto palavras ao vento

Nuvens de poesia

Liz Rabello

  
ENCANTO

O mundo
ao redor de um poema
transparece
a leveza do cosmo.

O giro
em encantadas rimas
neutraliza
a polaridade dos seres.

E o retorno
Em versos brandos
espalha o canto
das aves em voo.

Mara Pittaluga


SEM FÉ

Romperam a fina cambraia da liberdade
Aves abatidas cobrem o solo
Onde andará o menestrel do hino?
Quem acordará o povo no amanhecer?
Seremos todos moucos
Infelizes, loucos
E ninguém será por nós.
Porque grades nos separam
Incautos enlamearam a água
Que matava a sede e limpava o corpo
Pobre povo
Alguém, rogai por eles
Porque eu estou sem fé.

Jussara Gabin


REBATE

Aquele pedaço de coração
Caído aos pés da lua
Já não te pertence...

Estatelado
Feito queijo de Minas
Teima sabor em outros orifícios
Da esperança...

Paladares afoitos perambulam
Nas entranhas dos caminhos
E algum
Há de farejar o aroma adormecido.

Então 
Na ânsia das bocas
Um frêmito selará de novo
O amor.

E daquele pedaço de coração
Será ouvido
O rebater estrondoso
Celebrando
Renascimento.

Nurimar Bianchi


DEVANEIOS

Escondi-me de mim
E, por entre a porta entreaberta de minh!alma
Procurei...
Vi então uma imagem embaçada
Ainda não terminada
Faltam folhas,
Flores,
Amores, 
Cantigas...

Fatima Mardini


A VIDA É CASA

A gente precisa
estar sempre faxinando
arrumando
organizando
jogando fora
o lixo existencial
garimpando
brilhos na alma

Bernadete Saidelles


A PENA RESISTENTE

Não tenho pena do que fui
Não lamento penas enfraquecidas
Não lamento penas ludibriadas
Vibro com as penas resistentes
Vibro com as penas estonteadas
Pelos ideais e sonhos concretizados
Com penas e penas num contante bailar.

Lourdes Morales Dallascosta



O Prêmio foi a publicação gratuíta e a entrega no meu endereço de dez exemplares da Antologia. A cerimônia de premiação ocorreu no dia 01/10 às 16h durante a programação do Salão do Livro de Presidente Prudente, no IBC - Centro de Eventos (Arena Cultural)-Rua Hugo Lacorte Vitale,46 - Vila Furquim. Confira lista completa de selecionados no site  www.culturapp.com.br


DESUNIÃO

Quando a gente se separa
Fica uma fissura
Pequena fresta...
Onde passam todas as agulhas
Onde vertem todos os desejos
Onde dormem todas as saudades
Onde jorram lágrimas salgadas
Fagulhas são ardências
Agulhas são dormências
Dores pontiagudas
Latejam os sentidos
Dominam pensamentos
Martelam sentimentos
Machucam corações

Liz Rabello




PRIMEIRA ANTOLOGIA DO SARAU
 URBANISTA CONCRETO


ANTOLOGIA POETAS DO SARAU URBANISTA CONCRETO


SUA MAJESTADE "O LIVRO", UMA ANTOLOGIA QUE FAÇO PARTE DO SARAU URBANISTA CONCRETO, PELA EDITORA BECO DOS POETAS. LANÇAMENTO EM JUNHO DE 2018... FINALMENTE A FOTO COM MEU LIVRO E O AMIGO ORGANIZADOR GERMANO.


ALFABETO DO EDUCADOR

Amor nas agulhas de dor
Barcos à vela de papel jornal
Ciranda de ideias
Degraus de saber
Emaranhado de sonhos
Fios de esperanças
Giros ao sol
Há de existir
Ideias a mais para
Juntar os retalhos
Km de superação
Leituras e imaginação
Minutas de versos
Navios no Atlântico
Opulentas mensagens
Penhascos transpostos
Quimeras soltas no ar
Raios de luz a cruzar
Sementes de sonhos encantar
Teimosia esperança suportar
Utopias e crenças costurar
Vivências tristes a superar
Eis o X da questão!
Pois nada, nem ninguém, retira de “mim”
De “nós”
 Amarrados em nós
Esta gravidez de sonhar
Por um mundo melhor

Liz Rabello

LANÇAMENTOS DAS ANTOLOGIAS DO PORTAL DO POETA BRASILEIRO

XII ANTOLOGIA DO CONGRESSO DO PPB
ELES POETAS  &  ELAS POESIA

HOMENAGEM A GUILHERME DE ALMEIDA SOUSAS CAMPINAS SP



METAMORFOSES DO AMOR

Mudanças repentinas
Renovações aqui, acolá
Reviravoltas na vida
Basta uma limpeza no sótão
No quartinho de despejo
Álbuns em fotos puídas
Recordações brotam do nada
Metamorfoses perdidas no tempo

Jamais ter medo de arriscar
Agir em prol do que sonhamos
Às vezes é necessário
Mudar a estratégia da vitória
Adiar desejos secretos
Mas jamais eliminá-los de vez
Afinal a esperança é um pó mágico
Numa gaveta discreta da alma

A escolha é nossa
Cadeados em gavetas ou
Janelas escancaradas nos casulos
Coloridos de fiapos de esperanças
Prefiro ser equilibrista do amor
Em metamorfoses constantes
Driblando estrelas brilhantes

No infinito da vida

Liz Rabello




XII ANTOLOGIA DO CONGRESSO DO PPB
ELES POETAS  &  ELAS POESIA

SERESTA PARA GUILHERME DE ALMEIDA PRAÇA GOMES EM  CAMPINAS SP






POESIA AO PÉ DO OUVIDO
DISTRIBUIÇÃO DE MARCADORES DE LIVROS 
HOMENAGEM A GUILHERME DE ALMEIDA




LANÇAMENTO DE POESIA REVISTA,
 NO RIO DE JANEIRO


ÀS VEZES A GENTE SE PERGUNTA POR QUE É QUE DEMORA TANTO TEMPO
 PARA SE FAZER FELIZ... E EIS QUE O TEMPO CHEGA... 

ADOREI CONHECER TANTA GENTE DIFERENTE...


ROMPE UMA ASA

Lagartas dançam
Em nossas mãos
Desandam sonhos
Quebram unhas
Sangram dedos
Impedem sons musicais
As cordas do violão
Não vibram mais

Casulos parasitam
Dentro delas
Inertes sem movimentos
Gestos de amor
Reinvenção do trabalho
Apodrecem dores
Tremores... Suor
Escorrendo em
Almas cruas

Metamorfose
Rompe uma asa
Uma fresta se abre
Um colorido exalta
Fragilidade
Voa a borboleta

Em liberdade

Liz Rabello





PERFORMANCE SOBRE O ASSÉDIO MORAL E FÍSICO SOFRIDO PELA MULHER DENTRO DO PRÓPRIO LAR, PELO HOMEM QUE ELA AMA.

Durante a apresentação eu me senti representada. Eu vivi este assédio...


ENTRE O CÉU E A TERRA O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO






EU FAÇO PARTE DESTA ANTOLOGIA...  
UMA HONRA ESTAR AO LADO DE FAMOSOS DA VILA MARIA, 
DE SÃO MIGUEL, BAR DO JULINHO E OUTRAS PARAGENS...


“EU” ESTRANGEIRA DE MIM

Não sei que sinos soam
Quando tento me entender
Busco raízes que se mostram
Sem na terra se esconder

Não me acho, não me encontro
Não sei quem sou, nem onde estou
Não há em mim um só sinal
Nem uma vida certa e fatal

Sou saudades do que fui
Do que restou, onde não estou
Dos sonhos que de mim se ausentou
Cicatrizes do que me machucou

Sou impulso, sou desejo
De ser “Eu”, mas “Só” me vejo
Sem identidade, sem idade

Ausência: “Eu”, estrangeira de Mim

Liz Rabello

ANTOLOGIA POÉTICA II

II PRÊMIO CANTINHO GIRASSOL


BEIJOS DE AMOR

Um beijo de mel
Colorido e prateado de estrelas
Eletrizante e repleto de desejos

Um beijo de mar
Salgado e rastreado pela lua
Efervescente e rasgado de nus

Um beijo de sol
Quentinho e amarelo de girassóis
Vivificando alimentos de milharais

Um beijo de suor
Trabalho dia até noite ao raiar da aurora
Cansaço fecundo de construção do amor

Um beijo de lágrimas
Em lábios secos rachados
Mil corpos sepulcros a lapidar a dor


Seja como for, quero beijos de amor

Liz Rabello


VOO EM PÁGINAS

Livros naufragam palavras
Sons deslizam chamadas
Batidas de corações
Alcançam pensamentos
Em círculos
Que voam voltam
Revoam revoadas
De luzes e toques
Sentidos aguçados
Para aquele que me faz
Que me traz
Que me apaixona
Segundos de ilusão
Mãos que se descuidam
Se agarram, se tocam
Realidade ficção
A quatro mãos voando

Virando páginas da vida

Liz Rabello


ARIANE FREIRE FOI MINHA ALUNA NO ENSINO FUNDAMENTAL NO FONTENELLE.
GRANDE HONRA POR ESTAR AO SEU LADO NUMA ANTOLOGIA, ONDE BRILHA COM SEU TALENTO



ANTOLOGIA POÉTICA I

I PRÊMIO CANTINHO GIRASSOL




No Primeiro Prêmio do Cantinho Girassol meu poema "Vassouras ao Vento" foi escolhido pelos jurados para compor os dez primeiros classificados. Fiquei em Sétimo Lugar.



VASSOURAS AO VENTO

Dispo-me de velhas crenças,
vestes que me vestem
Literalmente subo ao morro em São Vicente
Vassouras ao vento varrendo minha mente
Deixando meu corpo nu
Minh’alma em construção
Aberta em peito ardente!

Fissura imperceptível
Entre loucura e retidão
Hipocrisia e solidão
E tanto mais bruxas me varrem
Sofrimento, mais roupas me vestem
De tormentos, mais chuvas de dor
Me apunhalam em turbilhão!

Muralhas de gritos
Janelas de escuridão
Muito longe da verdade
Que o canto me dá por intuição
Que minha voz se encanta ao violão
Gaiolas de prisão, minha extinção!
Eu, que só queria a libertação!

Eis que vassouras voltam
Varrem agora letras de uma bíblia
Trazem-me a verdade convertida
Em letras cifradas de canção
Penetro nestas notas musicais
Embalo corpo nu nesta batida
E no pulso do meu coração eu volto à vida!

Liz Rabello


MINHA VARETA ESTÁ NA ANTOLOGIA 
"VALE DAS FADAS" 





Trata-se de um lindo trabalho com contos infantis, homenageando nossa amada Tayná com seu talento e sua vovó Genha Auga, que organizou esta antologia e a publicou pelo Beco dos Poetas. Adoro participar de Antologias, mas esta teve um caráter especial. Muito feliz!




ADORO PARTICIPAR DE ANTOLOGIAS, AINDA MAIS QUANDO ESTAMOS 
AO LADO DE PESSOAS "FAMOSAS" EM NOSSO CORAÇÃO...


COMO ÁGUA E ÓLEO

Eu sou água transparente
Leve solta corro morros
Deslizo pedras
Rolo ribanceiras
Vertigens nas alturas
Lindas cachoeiras

Você é óleo
Dedos toques suaves
Na pele, nos lábios
Falo
Vertigens no chão
Voos nas estrelas

Como água e óleo
Pelas bordas você fica
Não te alcanço
Não te encontro
Teu mel se dilui
Em minhas águas
Teu fel me fere
Coração sangra
A noite termina
Manhã deserta inicia

Liz Rabello

MAIS UM TESOURO EM MINHAS MÃOS


Amei a surpresa maravilhosa! Estar em seu livro Leide Borges é brilhar muito na página 149... Parabéns pelo capricho, pelo carinho aos amigos, por nos encantar diariamente com suas trovas... Talento ímpar, escritora meticulosa, livro perfeito. RECOMENDO!


Procurando o meu banquinho
Eu li tudo de uma vez
Fome fiquei de mansinho
de correr para um banquinho de vez...

Liz Rabello

 PARTICIPAÇÃO NA ANTOLOGIA E NO GRANDE LIVRO EM PRAÇA PÚBLICA
 NA CIDADE DE JALES




ANTOLOGIA DO VII CONGRESSO DA ANLPPB


ENGRENAGENS

Mãos vazias
Carregam marcas
Digitais internas
Indeléveis
DNA de uma antiga
Engrenagem

Mãos vazias
Carregam marcas
Rugas externas
Palpáveis
Construção de um presente
Engrenagem

Mãos vazias
Nada carregam
Soltam em linhas
Pregam em versos
Escrevem tortuosas
Engrenagens

Mãos vazias
Coração imenso
Perdão a quem
Não te perdoa
Pelo mal que nunca fez
Engrenagens
Mãos vazias
Bolsos sem dólares
Trabalho suado sem tronos reais
Tudo doado
Ao longo da vida
Engrenagens de Saber

Liz Rabello


BRENDHA MASSUIA, PRESIDENTE DO "PORTALZINHO", ALUNA DE UMA ESCOLA EM JALES, TEM SUA CARTINHA NA CAPA DO LIVRO


ANTOLOGIA "ÀS MÃES DA SÉ COM CARINHO"



Ser mãe não é padecer no paraíso
É ficar horas ao relento procurando
Instigando o espírito a revelar
Um paradeiro perdido
É abraçar o próprio corpo em desalinho
Centopeia de sapatinhos
Cinderela à procura do próprio pé
Descalço, sem calçar sandálias franciscanas
Olhos perdidos no abismo da eternidade
Porque maior amor não há
Nem jamais resistirá
À dor real,
Fatia da canção
Faminta e desolada
De bracinhos no pescoço
Inconformada
Segue solitária em oração!
Fé é tua corrente viva
Até a ponte final
Do outro lado: Salvação!

Liz Rabello




PARTICIPAÇÃO EM UM CONCURSO
PREMIAÇÃO: PUBLICAÇÃO DO POEMA NUMA COLETÂNEA


Meu Eu... Casulo amordaçado
Fios de sonhos perdidos
Atados a noites escuras
Gélidos invernos de dor
Lápides frias de cemitérios
Meu eu... Casulo cinzento
Semente de amor escondida
À procura de terra fértil
Água límpida de nascentes
Manhãs de sol primaveril
Intervalos
Meu eu... Fruto maduro
Macieira perfumada
Outono esquecido no tempo
Preso às malhas do destino
Sem razão para existir
Esquece teus finais
Hora de recomeçar
Borboletas frágeis
Em margaridas a dançar
Sangra arestas, cria pontes
Voa, Voa, Voa! Livre... Solto
Liberdade Conquistar!

Liz Rabello



MAIS UMA PÉROLA PARA MINHA COLEÇÃO



“EU” ESTRANGEIRA DE MIM 

Não sei que sinos soam 
quando tento me entender 
busco raízes que se mostram 
sem na terra se esconder

Não me acho, não me encontro 
não sei quem sou nem onde estou 
não há em mim um só sinal 
nem uma vida certa e fatal

Sou saudades do que fui
Do que restou, onde não estou
Dos sonhos que de mim se ausentou
Cicatrizes do que me machucou

Sou impulso, sou desejo
De ser “Eu”, mas “Só” me vejo
Sem identidade, sem idade
Ausência, “Eu” estrangeira de Mim

Liz Rabello


CORAÇÃO DE POETA
Ando devagar
Pela rua abafada
De sons da multidão
Afoita, triste caminhante!
Passante! Alma perdida
Olhar solto ausente
De vitrines e espelhos
Nada que me chame atenção
De repente uma gota de orvalho
Cai na telinha do celular
Voo raso de andorinha
Que não sei onde quer chegar
Acompanho o rodopio
Pelos céus a se afundar
Observo o fugidio perfume
Deste meigo alçar.
Para onde foi meu pensamento?
Neste imenso firmamento?
Em busca de estrelas pra namorar?
Tiro pés do chão... Voo!
Que poeta sou e amo divagar!

Liz Rabello

IV ENCONTRO DA ACADEMIA NACIONAL PORTAL DO POETA BRASILEIRO
TEXTO LITERÁRIO ESCRITO POR ACADÊMICOS DA ANLPPB E ESCOLHIDO ENTRE OS DEZ MELHORES PARA SER PUBLICADO PELA EDITORA ILUMINATTA 2014

Liz Rabello

(...) Certa vez decidi trazer para a rotina da sala de aula poemas inéditos. Não dos mestres: Cecília Meirelles, Carlos Drummond, Pablo Neruda. Que poetas assim, tão conhecidos, já são declamados demais. O projeto da Escola era Humanizar o Jovem no mundo da Tecnologia. A proposta chegou rápida: Vamos pesquisar poetas anônimos. Descobrir caminhos novos. E num repente, junto com os adolescentes, Luciana Dimarzio, a minha frente:
“Brotam-me palavras
puras
cruas
nuas
para vesti-las a meu bel prazer
(fatigo-me das roupas emprestadas)”

Esta poetisa, cuja família está em primeiro lugar, mora em Campinas, São Paulo, e seu talento com as palavras se revela num maravilhoso livro de poemas e frases Reversos (in) Versos, pela Editora Braspor, publicado em Dezembro de 2012. Em março do ano seguinte já foi laureada com o prêmio Mulher Destaque na Literatura pelo CPAC (Centro de Poesias e Artes de Campinas). Em maio deste ano recebeu o prêmio Troféu Staff de Ouro 2013 pelo destaque cultural. Mas quando a conheci pela Internet, era apenas a Lu do Face book, a Luciana do Canto da Lu, com um Blog gostoso de ler, já mostrando um talento insuperável com as palavras, que a fez conquistar permanentemente a Cadeira número dois da Academia Nacional de Letras Portal do Poeta Brasileiro.

“Escrever é transformador. Sempre que me converto em palavras já não sou a mesma. A cada metamorfose, sinto-me não necessariamente melhor, porém mais inteira.”
(Luciana Dimarzio)   (...)

RAIOS DE LUZ 

Que venham ecos de montanha
Raios de luz nas manhãs geladas
Puros reflexos na água parada
Encantos das auroras reiniciadas

Que venham azuis dos mares
Transparentes e límpidos olhares
Ventos uivantes nos penhascos
Que nada é perdido no tempo

Que venham recentes alegres memórias
Mandando embora ares poluídos d'outrora
Tempestades riscadas por outros encontros

Relíquias esquecidas de folhas viradas

Liz Rabello




MEUS CEM EXEMPLARES CHEGARAM:  UMA  FESTA DE ALEGRIA!


Nosso Jornal Correio da Palavra está on line,  o endereço do blog é 

http://alpas-21.blogspot.com.br

ANTOLOGIA IV CONGRESSO DA ANLPPB



DESUNIÃO

Quando a gente se separa
Fica uma fissura
Pequena fresta
Onde passam todas as agulhas
Onde vertem todos os desejos
Onde dormem todas as saudades
Onde jorram lágrimas salgadas

Fagulhas são ardências
Agulhas são dormências
Dores pontiagudas
Latejam os sentidos
Dominam pensamentos
Martelam sentimentos
Machucam corações

Liz Rabello

MUTAÇÃO

Meu amor é feito flores
Perfumes que exalam paladares
Gosto que perfuma os ares!
Meu amor é feito seda
Brilha na maciez da pele
Dedos coloridos de luz!
Meu amor é feito água
Escorre pelas veias d‘ alma
Adentra pelos rios das lágrimas!
Meu amor é feito música
A mais linda que seus olhos ouviram
A mais bela que seus ouvidos viram!
Mutação de sentidos
Sintonia total!
Sinestesia!
Sinta!

Liz Rabello


NATAL DO BEM

PARTICIPAR DOS PROJETOS DA ANLPPB É SEMPRE AGRADÁVEL, EM ESPECIAL ESTE... NATAL DO BEM... CUJOS FUNDOS ARRECADADOS FORAM DISTRIBUÍDOS PELA EDITORA ILUMINATTA AOS MAIS CARENTES... MEUS POEMAS FORAM UMA HOMENAGEM AO MEU PAI ZEZINHO E OUTRO A UM AMIGO CÍCERO CARLOS E SEU PROJETO "LIBERDADE E PAZ"


OLHOS DO MEU PAI

Era uma manhã fria de Natal
Acordei e fui correndo pra cama de casal
Quatro ou pouco mais aninhos tinha então
Meu pai pegou em minha mão
Levou-me até a árvore de natal
E me mostrou um carrinho
Dentro dele um bebê de fralda
Com uma chupetinha azul
Brincando de mamar!
Desabei a chorar pura emoção
E nem me lembro de pegar senão o coração
Dos olhos de meu pai
Que comigo engatilhou nesta oração
Fazendo do meu natal o mais doce abraço
Que jamais me ouviu cantar em gratidão!

Liz Rabello



PALAVRA MÁGICA

Real é o nosso pensamento
Sonhos a nortear este sentir
Sou o que tenho dentro da mente
E não o que tu consegues mentir
Sobre mim ou sobre ti!

Real é a faísca do instante
Aquilo que se projeta de mim
Para um vazio fora de ti
E não o que tu consegues captar
Sobre ti ou sobre mim!

Diante da incerteza
O que é o mundo real
Ou o que é aparência
Fica apenas uma certeza
O que cabe dentro de mim!

Tuas verdades não são as minhas
Minhas mentiras não são as tuas
Só que há uma ponte entre elas
Do meu EU para o SEU
A palavra mágica: AMOR!

(Liz Rabello-In “ENCONTRO COM A POESIA”, 2013, Beco dos Poetas)




ASSUSTADOR

O mar avança
sobre o rio
indefeso
diante desta magnitude
pobres águas doces
rebelam-se,
fortes,
arrancam terras.
capelas
e sobre a propriedade
se dilacera.

 Liz Rabello






DIAMANTE BRUTO:  A VIDA

CAMINHOS DO NÃO SABER

As melhores rotas
São as não planejadas
Caminhos trilhados ao acaso
Confiança na intuição
Vá! Siga por este atalho
Não! A estrada longa
E incerta é a mais viva
A razão sempre diz o contrário
É preciso ser forte o bastante
Para deixar-se levar pelo novo
Inusitado caminho do não saber

(In "DIAMANTE BRUTO, de Liz Rabello, 2013, Editora Beco dos Poetas)



SUA MAJESTADE, O LIVRO


SEDE DE SILÊNCIOS

 Carícias de mãos entrelaçadas
Beijos roubados ao sabor do vento
Mistura de desejos e momentos
Dedos deslizando nos cabelos
Toques suaves de corpos
Abraços apertados sem tocar
Pés que se cruzam um ao outro buscar

 Notas musicais que se encantam
Sem som ou delírios de gemidos
Bocas que se abrem
Sem um ao outro voltar
Mudas palavras teu olhar é tudo
Só esta sede de silêncios
Que naufraga dentro de mim a sonhar

(In Antologia DELICATTA VIII - Editora Delicatta, 2013)


Notas musicais que se encontram 
Sem som ou delírios de gemidos
 Bocas que se abrem sem um ao outro voltar
Mudas palavras teu olhar é tudo
Só esta sede de silêncios que naufraga
Dentro de mim a sonhar

Liz Rabello



ABRAÇO COM PALAVRAS

A você, meu amor,
Que meus braços não alcançam,
Eu abraço com palavras!
E Palavras são como pássaros
Voam em todas as direções
E se encontram rios, criam pontes
Onde o Amor vai e vem!
Palavras são como vento
Naufragam no pensamento
Passam pelas frestas
Entreabertas das janelas
Escancaram portas fechadas
Enternecem corações!
Palavras são como as águas
Correm pelas curvas das calçadas,
Pelos declives do caminho,
Em busca de um ribeirinho
Mas se juntam a outras águas,
Para unir as multidões!
Palavras são como as cores
Arco-íris leste/oeste
Tingindo o branco de tons
E o preto de brilho!
Amanhecendo a aurora
Com a luz da madrugada
Tecendo o entardecer de rubro anil
Sorrindo para a vida que dorme logo ali!
Palavras é como a música
Alimenta a alma
Rejuvenesce o espírito
Amadurece o coração do jovem
Para entender o verdadeiro sentido da vida!
Palavras só podem ser usadas com Amor!

(In MENINAS SUPER POÉTICAS II, de Liz Rabello, Editora Beco dos Poetas, 2012)


HOMENAGEM DA POETISA MIRIAN WARTTUSCH PARA TODAS NÓS "MENINAS SUPER POÉTICAS" - DEUSAS DO AMOR, MUSAS DA PAIXÃO
 

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA III DA ANLPPB, em Maceió, 2013

"Palavras são como o mar
Volvem revolvem areia agitar
Vão e voltam pro mesmo lugar
Levam e trazem conchinhas de paz"

Liz Rabello


""Palavras são como árvores
Tecendo verdes paisagens
Ecos em montanhas e vales
Poluição transmutando doces ares"

Liz Rabello



QUANDO PENSO EM TI

Quando penso em ti
Meu corpo lateja de vontade de você
Meus olhos te procuram
Enquanto minhas mãos tateiam o corpo
à procura do ponto certo!

Quando penso em ti
Raios e trovões e relâmpagos
tomam conta do meu ser
Tortura infinita de desejos
Sem razão ou fim pra se perder!

Quando penso em ti
Chibatadas desesperadas
fazem o coração disparar
Desarmonia viceral
Desequilíbrio total!

Quando penso em ti
Sei que te amo
Como louca insana
a devorar a vida
perdida na tempestade
que jorra do meu ser!

(In POR DETRÁS DA CORTINA, de Liz Rabello, Editora Beco dos Poetas, 2012)

LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA DELICATTA IX
23ª BIENAL DE SÃO PAULO 2014

ALFABETO DO EDUCADOR

Amor nas agulhas de dor
Barcos à vela de papel jornal
Ciranda de ideias
Degraus de saber
Emaranhado de sonhos
Fios de esperanças
Giros ao sol
Há de existir
Ideias a mais para
Juntar os retalhos
Km de superação
Leituras e imaginação
Minutas de versos
Navios no Atlântico
Opulentas mensagens
Penhascos transpostos
Quimeras soltas no ar
Raios de luz a cruzar
Sementes de sonhos encantar
Teimosia esperança suportar
Utopias e crenças costurar
Vivências tristes a superar
Eis o X da questão!
Pois nada, nem ninguém, retira de “mim”
De “nós”
 Amarrados em nós
Esta gravidez de sonhar

Por um mundo melhor

Liz Rabello

LAÇOS DE AMOR
Há sempre um ponto
Uma encruzilhada
Um banco
Uma esquina
Um lance de olhar
Uma gota de orvalho
Uma luz ao luar
Uma fonte a jorrar
Uma chuva constante
De lindas notas musicais
Onde o amor está!

Liz Rabello



ONDE ESTÁ O AMOR?

Há sempre uma porta aberta
Uma janela a sorrir à luz do sol
Uma flor abrindo pétalas de cores
Exalando mil aromas
Gritos e gemidos de orgasmos
Lances de poesia dos sorrisos de crianças
Lambidas e carinhos de animais de estimação
Onde a única nota musical a soar é o Amor!

Liz Rabello







CÓDIGO AGV foi o meu primeiro conto, publicado em uma antologia coletiva AMOR SEM FIM, pela Editora Beco dos Poetas, em 2012. Eu escrevi para o meu amor: RAFAEL GARCIA MACHADO BRANDÃO, meu netinho, minha vida, pedacinhos de mim especiais para ele. Trata-se de um conto que decifra um poema em código palavra por  palavra e de uma doce descoberta paradisíaca. Quando li pra ele, em primeira mão, antes mesmo da publicação, sua reação foi encantadora. Primeiro se identificou, depois se aconchegou no meu colo e por fim disse-me que era uma responsabilidade grande demais! Não sei se a aceitou, mas percebo que nossa convivência, após este fato, tornou-se muito mais aconchegante, próxima, repleta de beijinhos doces.


Te amo Rafa...


DOIS CORAÇÕES... UM COMPASSO VIRTUAL!

De repente uma luz, uma força que me conduz
Eis-me em teus braços, em tua voz me laço
Fecho meus olhos, pra sentir melhor os sonhos
Sei que não é real, que é imagem virtual, sentimento surreal...
Mas tão forte bate o coração daqui, que te alcança além mar logo ali!
Toco a tela com meus dedos, frio de luz que se dissipa...
Onde estás, amor, que não te vejo? Te perco, bibelô de porcelana!
Coração de vidro, sintaxe mecânica, ondas de energia na penumbra!
É por ti que o meu coração bate descompassado... Desarticulado...
Que importa se não és real... Se, por fim, pôs fim à solidão banal!???

(In DOIS CORAÇÕES UMA SÓ BATIDA, de Liz Rabello, Editora Beco dos Poetas, 2012)



UM OLHAR MÁGICO:  AMOR VIRTUAL: 
 MINHA CORUJINHA APAIXONADA POR UM BIBELÔ DE PORCELANA


Foto de Liz Rabello na Rua das Corujas do Condomínio AGV/2012

BORBULHANDO SONHOS

Tem um sabor agreste
Verde oliva azul celeste
Gotas de arco íris em luz
Bolhas de ilusão no meu capuz
Tem um sabor de eternidade
Algo que transmuta realidade
Mudanças de estado, verdades
Erros de egos, status de vaidades
Tem sabor de alegorias
Luzes claras de alegrias
Sons suaves de euforias
Canções em doces melodias
Minha árvore dos sonhos
É assim... água corrente
Nas manhãs incandescentes
Abraçando sol lua paz nascentes!

Liz Rabello


AMOR SOMENTE

Nós dois a voar
Sol espaço brilhar
Mar gigante navegar
Ondas suaves repousar

Colorido ardente
Paixão candente
Estrelas na mente
Coração semente

Cantigas de ninar
Sorrisos a trocar
Serenos a bailar
Mãos a se tocar

Amor semente
Amor se mente?
Amor só mente?
Amor somente
Nada mais

Liz Rabello


“Palavras dentro de mim ficam aprisionadas! Liberto-as ao escrever, mas se ninguém as lê, permanecem em cativeiro! Preciso de você pra me trocar, dividir comigo o que sinto, unir sombras alinhadas, projetadas contra luz!  (...) Minhas rimas incompletas clamam por teus dedos notas musicais fazer vibrar. Sou fome de querer nestas linhas inocentes, e sem ti para as ler um deserto sem nascentes!  Dias sem auroras, chuvas de estrelas, sem noites pra brilhar. Madrugadas sem partidas, sou sonhos sem castelos. Não sou nada, sou sem asas, porque sem ti, como posso voar? Sem teus olhos como posso me soltar?”

Liz Rabello

“Perdida no vazio das horas, angústia de quem ama em vão, cristais de sangue estilhaçados, rosas murchas em solidão. Meu coração se fez em mil pedaços, e em cada corte se transmuta inteiro, porque você rasga os nós dos laços, costura estrelas, brilhas nos espaços.”


Liz Rabello

PLURALIDADE
PROJETO DO FONTENELLE


NOSSA HISTÓRIA É ASSIM:

- Vamos pras Índias!
Dias e dias os horizontes se repetem...
Velas baixaram. E desembarcaram
O sol do lado de fora assistiu missa
Terra em que Deus anda de pés no chão!
Outros chegaram
- Queremos ouro!
Começou daí um Brasil-sem-história-certa.
A terra acordou-se com o alarido de caça de animais e de homens!
Mato-grande foi cúmplice nas novas plantações de sangue
Mulher foi espremer filho no escondido.


 O sol espalhou verão nos canaviais das fazendas
O mato escondeu escravos
Com inscrições de chicote no lombo...
  
E veio o negro
Trouxe o sol na pele
E uma alma de nunca-mais
Carregada de vozes
Foi desbeiçar terra
Alargaram-se as lavouras
Brasil encheu-se de queixas de monjolo

Bandeiras passaram
Nem deixaram rasto
Outras cansaram
Não continuaram
A água do rio engasgou
Secou
Índio com alma hipotecada à floresta
Fugiu por caminhos escondidos
Negro ficou para trás
Apalpou a terra
o sol foi trabalhar nas lavouras
o ouro cresceu pelos campos de milho África Brasil!

E foram chegando soldados e frades
Trouxeram as leis e os dez mandamentos
  


LIVRO ARTESANAL BORDADO À MÃO E COLADO 
RELEITURA ARTÍSTICA E ICÔNICA DO CONTO
"MANUELZÃO E MIGUILIM" DE GUIMARÃES ROSA - 2011



QUANDO SE AMA O QUE SE FAZ CADA DEGRAU É UMA VITÓRIA!



FANZINES - REVISTAS CONSTRUÍDAS À MÃO
EMEF ESTAÇÃO DO JARAGUÁ - 2012 -
TEMA: PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE


FANZINES - REVISTAS CONSTRUÍDAS À MÃO
EMEF BRIG. HENRIQUE R. DYOTT FONTENELLE - 2011

TEMA: PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE




LIRA PAULISTANA - LIZ RABELLO E ALUNOS DO FONTENELLE


CORDÉIS PUBLICADOS DE FORMA CASEIRA, ARTESANAL 



(...)
Fatalidade idílica,
Anna escolhe seu amor
De sua família destruidor
Matando um de cada vez
Marido e amigo que o anunciou

Dilermando matou o mais velho
Legítima defesa e Anna o perdoou
Mas ele na bola pisou
Com outra mulher a traiu
E Anna dele se separou

E assim termina a história
Que é triste e muito real
Não tem nada de glória
Mas apenas um amor fatal

Da mulher que ao amor foi leal


Em 2009 organizei uma pesquisa sobre a trágica história real de Anna de Assis, Dilermando de Assis e Euclides da Cunha. Um triângulo amoroso, cujas consequências foram marcantes para todos. Na época meus alunos transformaram os autos dos processos e os dados pesquisados em livros e jornais em versos de cordel. Reorganizei os mesmos e eis que os publico em livrinhos atuais, agora em 2018. As publicações da época foram caseiras, organizadas e digitadas por mim. Fizeram parte da Mostra Cultural de 2009 da EMEF Brigadeiro Henrique Raymundo Dyott Fontenelle.


SOS GALERIA NARCISA


O LIVRO FOI CONSEQUÊNCIA DE UMA PESQUISA REALIZADA POR LIZ RABELLO, COM A COLABORAÇÃO DE TRÊS ALUNAS DA EMEF BRIGADEIRO HENRIQUE RAYMUNDO DYOTT FONTENELLE EM 2004, E PARTICIPOU DO CONCURSO TESOUROS DO BRASIL,PROMOVIDO PELA FIAT, NO ANO DE 2005.


CONCURSO PROMOVIDO PELA FIAT "BRASIL DOS MEUS OLHOS"- 2002


http://www.fiat.com.br/sustentabilidade/cultura/o-brasil-dos-meus-olhos.html

O projeto mobilizou 31.366 estudantes e professores de 1.886 escolas públicas e particulares, incluindo a participação de deficientes visuais, crianças hospitalizadas, membros de comunidades indígenas e internos da então Febem. Dos mais de 30 mil trabalhos inscritos, 100 foram selecionados pela equipe de jurados e compõem este livro O Brasil dos Meus Olhos, com prefácio de Frei Betto.

MINHA REVISTA POR UM NÚMERO


FORÇAS OCULTAS IMPEDIRAM A CONTINUIDADE DA MESMA... QUE PENA! TRABALHO LINDO! MEU E DOS ALUNOS...




MINHA TRAJETÓRIA LITERÁRIA

AO TODO SÃO QUARENTA E QUATRO ANTOLOGIAS, 
 OITO LIVROS SOLOS E DOIS CORDÉIS



ADORO PARTICIPAR DE ANTOLOGIAS OU DE TRABALHOS COLETIVOS, POIS QUE INÚMEROS ESCRITORES FAZEM PARTE DELES E, FINALMENTE, SOMOS LIDOS, POR VÁRIOS PÚBLICOS... QUER COISA MELHOR DO QUE SER LIDO?


MEU CARRINHO DE TESOUROS


MEUS MAIS NOVOS LIVROS
2018 VEIO COM TUDO EM MINHA VIDA




6 comentários:

  1. Valquíria Marotti ... Seu texto de leitura e suas palavras foram ótimas. A mim soaram como Crítica Literária e me dão forças para continuar a escrever dentro de um estilo próprio, sem me preocupar com o gênero, porque misturo tudo: Conto com Poesia e Crônica... Por vezes, Causos ou Monólogos. Arrisco em nome do que pressinto. Não posso me preocupar com elogios ou críticas de quem entende do assunto. Conheço apenas um escritor que escreve assim: Júlio Emilio Braz e não é famoso. Amo os livros dele e o estilo.

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  2. Liz, amiga, confreira de largo sorriso, terminei de ler seu livro. Li como sugere o título da obra com "Intervalos". Quando cheguei à página 116, fiquei triste, porque tive que despedir-me de sua presença marcante em cada página lida. Em Intervalos emocionei-me, ri, entristeci, em muitas passagens recordei da minha própria infância. Fiz uma viagem e tanto. Neste ano como propósito, colocar em dia a leitura dos livros dos colegas. Comecei bem lendo Liz Rabello. Grande abraço confreira, e parabéns por este livro, e pelos que estão nos projetos. (Andrade Jorge)

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  3. " Entre um conto e outro, Liz Rabelo nos brinda com intervalos poéticos que amarram a narrativa dos contos, como se fosse um aperitivo, antes de saborear o próximo conto, revelando seu talento poético." (Cícero Carlos)

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  4. "Amei conhecer uma parte da sensível e talentosa Liz Rabello que se divide em "Mil Pedaços" para que possamos desvendá-la. Meu abraço repleto de carinho!"
    (Luciana Dimarzio)

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  5. Agora já um pouco mais organizada e de volta ao meu habitat natural, comecei ler nos meus intervalos o seu INTERVALOS. Estou deslumbrada, em breve farei um post legal em meu site que está desatualizado desde maio. Beijo Terno!
    (Vera Lúcia Favero Margutti)

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  6. "QUERO DIZER-LHE QUE LI "LUA NO CHÃO" FIQUEI APAIXONADA PELO "MILAGRE DA VIDA" TRECHOS - Caminhos entrecortados - ao acaso perdido - sorrisos se espalham e sonhos coloridos. Acredito que todos nós temos um pedacinho de "Lua no Chão"
    Você é uma pessoa de mil brilhos... (Diva Barbosa - Via Facebook)

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