quarta-feira, 16 de setembro de 2026

EXPOSIÇÃO CELEBRA QUINZE ANOS DA AÇÃO DO CORAÇÃO COM OLHAR PARA INCLUSÃO E DIVERSIDADE

Há quinze anos, corações de tecido são produzidos por voluntários e distribuídos como um convite para um gesto simples: praticar o amor. Para celebrar essa trajetória, a Ação do Coração apresenta, até 11 de outubro, no Museu da Imagem e do Som de Santos (MISS), a exposição fotopoética “Quando o Amor Inclui, o Mundo se Transforma”. A mostra reúne fotografias, poesias e trovas produzidas especialmente para a iniciativa, além de registros da história do projeto. Nesta edição, o tema é a inclusão, abordada a partir de questões como diversidade, empatia e respeito. Para o idealizador da Ação do Coração, Alexandre Camilo, a exposição propõe uma pausa diante do excesso de notícias negativas do cotidiano. “São imagens para nos inspirar a ter mais fé no humano. Vemos tantas notícias ruins e esquecemos que tem tanta coisa boa acontecendo”, afirma.



Fotos do J. A. Sarquis

FOTOGRAFIA E LITERATURA

A exposição nasceu de dois editais lançados em julho, um de fotografia e outro de literatura, nas categorias trovas e poesias.O concurso fotográfico foi coordenado pelo fotógrafo argentino radicado em Santos J. A. Sarquis, que também assina a curadoria. A avaliação contou com Léon Santos, Zeca Meira e Dennis Calçada.Já o concurso literário foi coordenado pela escritora, trovadora e ativista cultural Fabíola Savioli, também curadora. As obras foram avaliadas por representantes da Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios “Frei Gaspar da Madre de Deus”, da Sociedade dos Poetas Vivos de Santos e da União Brasileira de Trovadores (UBT), seções Santos e São Paulo.

PARTICIPEI COM VERSOS LIVRES

GRATIDÃO

Aceito da vida o que ela pode me dar

O que vem é bem-vindo e vou respirar

Aceito migalhas, passarinhos a voar

Pelos ninhos repletos de fome a mostrar

Caminhos tortuosos de prazer

Cantinhos quentes com medo tecer

Desejos plenos de sonhos viver


Aceito do mundo o meu ganha pão

O que vem do trabalho tem cheiro de paz

Aceito a certeza do amor que ele traz

Pelas noites bem pagas de sonhos a mais

Caminhos retos de muito prazer

Cantinhos quentes sem fome colher

Desejos fortes de realidade viver


Aceito do mundo qualquer inclusão

O que vem da união tem sabor visceral

Aceito viver sem nenhum preconceito

Pelas ruas, igrejas, escolas, hospitais

Caminhos dignos de muita honradez

Cantinhos quentes de corações a vencer

Desejos fortes de sabedoria viver


Aceito da fé esperança verde Liz no olhar

O que vem dos sorrisos da alma a espiar

Aceito notas musicais e cantigas soprar

Pelas luzes que hão de vir a indicar

Caminhos novos a me enriquecer

Cantinhos quentes sem medo acender

Desejos meigos de amor amanhecer

Liz Rabello


EXPOSIÇÃO DOS POEMAS

Fotos do J. A. Sarquis

domingo, 6 de setembro de 2026

 ESTOU CONCORRENDO AO PRÊMIO LIVRO IMERSÕES DO INSTANTE: HAICAIS, DAS AUTORAS: LORENA GONÇALVES E JUREMA RANGEL

CONCURSO SEMANAL DO ZEN DO HAICAI

KIGO: CASUARINA









ESTOU CONCORRENDO AO PRÊMIO LIVRO QUATRO ESTAÇÕES HAIKAIS, DE CLAUDEIR DA SILVA MARTINS... 

"TEMA AMORA"









sábado, 22 de agosto de 2026

TANCA

O Tanca é uma das formas mais antigas de expressão na poesia japonesa, que a princípio, se chamava waka, com registros escritos pelo menos desde o ano 785 DC. Tem um parentesco estreito com o haicai, mas a despeito deste que é “objetivo”, colhendo de fora do homem, do mundo natural, seus motivos poéticos, o tanca se aproxima da nossa poesia lírica, “subjetiva”, intimamente ligada ao seu autor, tratando de emoções, beleza e sentimentos. Quanto à forma, o tanca é escrito em cinco linhas, divididas em duas estrofes, uma com três versos e a seguinte em dois, em um padrão de 5-7-5 / 7-7 sílabas métricas. Quanto ao conteúdo: ele é subjetivo, como já foi dito e permite a utilização de figuras de linguagem – como a metáfora, por exemplo o que nem sempre convém no haicai. Quanto ao encadeamento – sim, porque o poema não é um bloco único, linear, mas composto por dois conjuntos distintos de poesia que se complementam –, este deve ser sutil, sem relação de causalidade entre o terceto e dístico; sem qualquer explicação recíproca. Deve-se ligar imagens ou enunciados que permitam ao leitor interpretá-los conforme sua sensibilidade e cognição. Em poucas palavras: não existe ligação direta entre o terceto e o dístico. Enfim, é uma forma de poesia com maior liberdade de expressão e que se aproxima muito da maneira de compor poesia no Ocidente.

TANCA - TEMA: AGOSTO

5 7 5 7 7


Agosto laranja
no Cipó de São João...
Palitos em pencas

Riscos de luz na paisagem
árida, chuva de lágrimas.
Liz Rabello

O pardal de inverno
Faminto, caiu do ninho...
Que trinado triste!

A mãozinha da criança
ajudou o passarinho.
Liz Rabello

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

PRIMEIRO TRABALHO DAS PODEROSAS DO CORDEL

ODE AO PARAÍSO

Na chácara tem palmeiras
Bem na entrada do portal
Fanopeias coloridas
Lá no fundo do quintal
Muitas flores e gramados
Verde horizonte ideal.

Na varanda tem gerânios
Cores aqui, acolá...
Bem-te-vi, João de barro,
Acompanham sabiá
Melopeias ritmadas
Festejam tudo por lá.

No condomínio cuidado,
Cimento briga com flor...
E tem o João-de-Barro
Que no poste é construtor
O progresso aqui chegou
Logopeia de valor!
Liz Rabello

SEGUNDO TRABALHI DO GRUPO PODEROSAS DO CORDEL


GALOPE À BEIRA-MAR
Poesia que revela o poeta!

Liz, meiga mulher, de viver solitário
Viúva, mãe, fases mutantes de Lua
Vovó, bisavó, professora e da rua
Na luta, sossobra clamor solidário
Buscando salário, mas só necessário...
Usa armas palavras falando de amar
Poetisa que é luz, está sempre a brilhar
Contista, cronista, também cordelista
Escreve o viver do seu mundo idealista
Com pingos de chuva, na beira do mar.
Liz Rabello

Poetas e Poetisas de todo Brasil, preparem as canetas e a inspiração!

O desafio é construir um GALOPE À BEIRA-MAR em que cada poeta se apresente através dos próprios versos.

Fale de você.
Conte sua história;
Revele suas raízes;
Compartilhe seus sonhos;
Fale da sua terra, da sua caminhada e daquilo que faz de você o poeta que é;
Você está se apresentando então coloque seu nome artístico no poema;

Gentileza respeitar as sílabas tônicas obrigatórias nas posições: 2, 5, 8 e 11. E terminar com MAR. O galope tem 11 sílabas poéticas em cada verso e deve ter 4 sílabas tônicas . A primeira sílaba tônica deve ser a 2ª, a segunda sílaba tônica deve ser a 5ª, a terceira sílaba tônica deve ser a 8ª e a última sílaba tônica deve ser a 11ª.

Esquema de rimas ESPINELA:
ABBAACCDDC

A proposta é que seu galope seja um verdadeiro retrato poético de quem você é, permitindo que, através dos versos, nossos ouvintes possam conhecer um pouco mais da pessoa por trás da poesia.

E tem mais:
As criações recebidas serão reunidas em um episódio especial do Desafios Poéticos para todo o Brasil e para o mundo, para que nossos ouvintes possam conhecer cada poeta através de sua própria voz e de sua própria história.

Esse trabalho inclusive servirá para você se apresentar num SARAU, num podcast, numa entrevista... Além do que é um treino na sua habilidade poética galopante.

Desafios Poéticos
Onde cada poeta tem uma voz — e cada voz merece virar poesia.


quinta-feira, 18 de junho de 2026

DESAFIOS POÉTICOS 

REDONDILHA MAIOR

4 versos com 7 sílabas poéticas 

X / A / X / A

O X é livre de rimas e s As rimam entre si. 









segunda-feira, 8 de junho de 2026

 DESAFIOS POÉTICOS REDONDILHA MENOR

X / A / X/ A
Os As rimam entre si
Cada verso com 5 sílabas poéticas

Num papel em branco
Eu arrisco um risco
Um desenho livre
De cinza chapisco
Liz Rabello

O que não é meu,
Que vento carregue...
Seguro o sorriso
Preservo alegria...
Liz Rabello

Tempo não se apressa
Sei... Oh! Primavera...
Virás, eu já sinto
Alegria espera...
Liz Rabello

Ciclo vai rolar,
Faxina em tristeza
Olhos para o novo
Viver com leveza.
Liz Rabello

O colibri beija
as manhãs e deixa
a vida mais bela,
sem nenhuma queixa.
Liz Rabello

Maitacas alegres
Voam apressadas
Pousam goiabeira
Bem alvoroçadas...
Liz Rabello

Visitas frequentes
Casais de tucanos
Plumas coloridas
Reinam soberanos.
Liz Rabello

O João de Barro,
em pé de caqui...
Tem canto bonito...
Escuto daqui.
Liz Rabello

Conexão com árvores
Total simbiose
É só utopia
Em metamorfose.
Liz Rabello

Carinho na andança,
Sol no céu em fogo!
Dança girassol,
rodopio em jogo.
Liz Rabello

Carinhos de flores
Ao chegar setembro
Por todos os cantos,
Ainda me lembro.
Liz Rabello

Numa estrada cinza,
Salpicada de óleo,
No asfalto bem quente
Restos de petróleo.
Liz Rabello

Fato surpreendente
Um grito bem alto
De gargantas mudas
A flor rompe o asfalto
Liz Rabello

Luz de um vagalume
Bebe a imensidão
Engole neblina
Nunca brilha em vão
Liz Rabello

TEMA GALINHA CARIJÓ


Carijó é bela!
Pescoço Pelado
também quer ganhar
seu ovo galado.
Liz Rabello

Fugiu da panela,
correu do chicote
Carijó esperta
só virou mascote.
Liz Rabello


Vamos às escolhas:
eu, tu, ele amar
um trevo da sorte
paz, luz, conquistar!
Liz Rabello

Um girassol dança,
Sol no céu em fogo,
Nuvem cobre o Sol
Rodopio em jogo.
Liz Rabello


Memória afetiva
Pétalas de rosa
guardadas no livro
com fotos
da idosa.
Liz Rabello