EVENTOS II

LANÇAMENTO DO LIVRO PIRACEMA DE ESTHER ALCÂNTARA, PELA EDITORA CARPE LIBRUM, NA PATUSCADA, VILA MADALENA - SP


AMIGOS DE INFÂNCIA, CARLOS TORRES E ESTHER ALCÂNTARA SE REENCONTRARAM NA POESIA, ME FIZERAM ALÇAR VOO NAS RIMAS E NA POÉTICA DA AMIZADE... PIRACEMA É UM GRANDE LIVRO, COM A MAGIA E A FORÇA DO FEMININO EM SUA FERTILIDADE E POTÊNCIA CRIATIVA, CAPAZ DE VENCER A CORRENTEZA DA VIDA...


Olhos
Nas estradas
Pés
Nas estrelas
Abraços
Em brasa
E o coração
Louco
Em carne-viva

Nesta bagagem
Só cabe a viagem

Esther Alcântara



LANÇAMENTO DA ANTOLOGIA ORGANIZADA POR DEOLINDA GOMES, COM A PRESENÇA DE TRINTA MULHERES...   ESTRELAS DE PRIMEIRA GRANDEZA DO BRASIL INTEIRO:  "SETE FEMININO DE LUAS E MARÉS,  DA EDITORA ESSENCIAL


Sem aviso

Um dia, sem aviso, a água secou.
Trincou o solo e afugentou os bichos
Foi como uma dor nem percebida
As mãos acenaram para o nada
E o nada era tão abstrato quanto a vida.

Um dia, sem aviso, o rio não encontrou o mar
Então os peixes não puderam mais admirar a imensidão
Os olhos só enxergavam o nada
E o nada era tão absurdo como a morte.

Um dia, sem aviso, o céu despencou
E escancarou a boca que já não sorria
E lacrimejou os olhos que estavam cegos
E o nada, então, empipocou a pele
E saudou a esperança
Esse sentimento tão abstrato quanto a vida.
(A vida é, com certeza, abstrata demais).

Dôra Leal


Sinfonia de uma tempestade

Chove lá fora
A chuva é sonora
Molhando a terra
E tudo sobre ela

É tocante aqui dentro
O sonoro lamento
Do interdito do vento
Zunindo na janela

Que mais parece
Uma potestade
Querendo impor
Sua força e vontade.

Inês Santos


"Seria Maria da Esperança, se não tivesse
as marcas da fome, da sede, da solidão,
se não tivesse a lembrança de Maria criança, sem afeto, sem teto, sem sonhos e sem pão"

Maria Lucia Lopes


Há em mim tantas Marias
que já nem sei o que fazer!
Entre tantas Marias, há uma fagueira,
Outra Maria guerreira.
Há uma Maria incoerente, que nunca sabe
o que quer. Há uma carente, outra dengosa,
Há a Maria mulher.
Há uma que vela um irmão perdido,
outra que chora um amor traído.
Há a Maria veleiro de corpo tão solto
que fracos ventos tangia
Há a Maria que só sabe amar,
rezar não sabia...
Há em mim tantas Marias - manias
de paixões sem fim,
que já nem sei o que fazer
de mim.

Maria Lucia Lopes


Legado

Muito cedo
minha mãe me levou ao oculista
depois de algumas perguntas,
ditas anamnese,
ele se pôs a olhar nos meus olhos...
Acho que assim ele viu as imagens
escondidas que eu colecionava.

Por isso, 
talvez,
me receitou:
lentes de metáfora.
Desde então
vejo os homens e suas sombras,
ouço as vozes das coisas
e sinto o pulso do poema
rompendo a inexistência

Giselle Ribeiro



Carta à vida

(...)

"ouço as histórias

de mapas reconstituídos

na sola dos mergulhos

e na fissura das asas

pressinto-me num
risco de relâmpago
e sigo como quem
não quer esquecer
o tempo de ser"

Deolinda Nunes



Atitude

É o que me move
me comove e me convence
É a chuva que me chove
o argumento que vence
O alaúde que soa
entre o ruído da rua
e a solidão que povoa
Me pertence

Socorro Lira




término

como arrancar da pele
o suor de outro corpo
dentro dos nossos poros
a circular-nos nas veias
a encharca-nos a alma
a infiltrar-se nos ossos?

água e sabão
não apagam
lembranças

Líria Porto


DANÇA CIRCULAR NO BECO DO BATMAN


Fênix dançarina

a dança me empurra para a fogueira,
queima as impurezas
e me entrega o fogo
da vida
por isso entro na roda
para dançar
para arrancar do corpo
o peso
e fazer a alma voar.
Giselle Ribeiro



APRESENTAÇÃO EM POWER POINT DOS RETRATOS DA
 FOTÓGRAFA TINA GOMES



HOMENAGEM À FLA PEREZ NO SOPINHA DE LETRAS










"GUSTAVINHO GANHA ABRAÇO APERTADO DE CRIOULO




A IMPROVISAÇÃO FOI O LANCE ESPECIAL DA MANHÃ ENSOLARADA... CRIOULO SENTOU-SE NA PLATEIA, HUMILDE, E SÓ PEDIU PARA IR LÁ NA FRENTE PARA DESTACAR NA FOTO A FIGURA CENTRAL GUSTAVO GOMES SILVA DOS SANTOS... PALAVRAS EMOCIONADAS, ELETRIZANTES E ESPONTÂNEAS:
 "Você é um milagre menino... Aliás, todos nós somos"






Fomos hoje visitar a casa atelier da artista plástica Ana Maria Duarte. Amiga pessoal por muitos anos de Carloz Torres. Fiquei encantada e levei um quadro produzido durante o sarau Mesma Freqüência, sob a coordenação da poeta Ana Lima . Todos os cantinhos de sua linda casa é repleto do carinho e das mãos abençoadas desta artista. No banheiro, em lugar das habituais revistas, excertos de poemas em caixinhas de CD. Bonecos de papelão pintados por ela. Vasos com flores naturais. Lustres fantásticos. Detalhe: MATERIAIS RECICLADOS E REAPROVEITADOS. Tudo de bom para uma ambientalista como eu! Amei!









POSSE NA ALPAS, EM PORTO ALEGRE






 V ENCONTRO DA ANLPPB  RIO DE JANEIRO












CANTINHO GIRASSOL NOITE DE PREMIAÇÃO








JORNAL SEM FRONTEIRAS... CADERNO ESPECIAL DE LITERATURA
 (OUTUBRO E NOVEMBRO DE 2014, PÁGINA 28)
EU FAÇO PARTE DESTA FAMÍLIA...
Estou nas duas fotos... Um beijo para quem me encontrar... Uma dica: Estou sorrindo!



"Todas as pessoas querem deixar alguns vestígios para a posteridade. Deixar alguma marca. É a velha história do livro, do filho e da árvore, o trio que supostamente nos imortaliza. Filhos somem no mundo, árvores são cortadas, livros mofam em sebos. A única coisa que nos imortaliza - mesmo - é a memória de quem amou a gente. "


LANÇAMENTO DOS TÍTULOS DA ESSENCIAL NO BAR DO MOTA EM CAMPINAS
"AMOR À PRIMEIRA LAMBIDA"  DE  LIZ RABELLO
"PATHERNON"  DE MARCELO DINIZ











POSSE NA ALPAS, EM PORTO ALEGRE






SARAU CANTINHO GIRASSOL
LANÇAMENTO DE "CONTOS EN... CANTOS & PERIPÉCIAS, DE ANDRADE JORGE







Li o livro de Liz Rabello “INTERVALOS”, entre os meus estudos de Francês. Faltam pouquíssimos trechos para terminar. Não li do começo ao fim. Mas aos pedaços. E tive a fortuna de começar, naquele domingo, pelo conto Um Lugar onde o Tempo parou... É feliz demais a tecelagem da poesia, depois os versos ressurgentes na prosa - ou ao contrário - não sei como a autora os concebeu, porque não há e não tem necessidade de explicação.  Aliás, a ausência de demasiadas explicações é que traz a margem traiçoeira dos limites entre a ficção, que é ótima, e a memória biográfica. Cheguei a chorar, não porque tivesse ali algum aspecto triste, mas porque é muito comovente o jeito aparentemente simples com que Liz fala da própria infância. Mas não é simplicidade, não! É humildade e estilo também. Em todo o texto, uma originalidade teima em aparecer, no modo como reinventa a escrita da narrativa a cada passo. Por exemplo, há a poesia Um Lugar onde o Tempo parou, ao lado do texto, como prosa condensada. Cada verso é um nódulo das impressões e sentimentos e vai reaparecer no corpo do texto. E o que é valioso, é que a autora não quer explicar nada, não pretende dar satisfação: ela apenas desenvolve, numa necessidade interna muito intensa aquilo que foi memória tão importante, que se torna digna de um, dois ou mais registros. De fato Um Lugar onde o Tempo parou quase leva o leitor hipnotizado para onde a autora quer. Surge no texto o clima que assusta um pouco – a aura de mistério – ao mesmo tempo que dá paz. Às vezes, a dor vem tão de frente com o coração, que é melhor fechar o livro, um pouco: “Como é que ela aguentou?” Depois a gente conclui que se a autora "aguentou" foi porque tem o peito aberto e, se tem o peito aberto, é porque tem força. Uma força que vem, claro, da sua família, que é especial de cabo a rabo. Aquela história da primeira geração de italianos no Brasil, tal como fala no seu livro, destinados os imigrantes ao "clareamento" do povo, é audaciosa! “INTERVALOS” tem humor, amor, dor, êxtase, sensualidade... Entrega total! Liz é uma autora tão delicada quanto corajosa!

(Valquíria Maroti Carozze, Escritora)




















"Com toda sensibilidade e habilidade poética para expressar emoções, seu fascínio pela vida, entrega sua alma em textos autobiográficos, recheados à ficção tecida por lapsos de sua memória, compartilhando conosco seu aprendizado de vida, através de textos entremeados por poemas de sua autoria, que nos faz perceber a intensidade de seus sentimentos.
“Na ausência da presença, a gente pode se abraçar com palavras”. É isto que Liz faz ao abrir seu coração. Suas palavras nos envolvem num poderoso abraço quente, aconchegante, generoso...
 Leonice Bueno"

(In PREFÁCIO DE "INTERVALOS", de Liz Rabello, Editora Beco dos Poetas, 2013)











" Um dia, entrei na sala de aula repleta de medo e querendo qualquer coisa, menos estar longe da minha mãe (afinal eu não tive uma boa experiência com a professora anterior). E de repente encontro você: doce, delicada, generosa, dedicada, atenciosa, etc, etc, etc... Aprendi amar a escola e aprendi amar você. E ontem quando te reencontrei foi mágico! Pude perceber que tudo aquilo que eu imaginava não era fantasia de uma aluna por sua primeira professora, você realmente é especial! Fiquei muito feliz e orgulhosa por você! Seu livro é lindo! ( me emociono com cada conto)... Obrigada por tudo! Beijo!"
(Thaís Aryane)



"Estava correndo como sempre. Salão de beleza, cabelos arrumados, compras, levar o carro para o posto, encher o tanque de combustível, para mais tarde realizar minha viagem de costume para a chácara. Gosto de cuidar de minha aparência física, mas a mente e o coração devem estar em sintonia com memórias boas, costuradas ao sabor da imaginação e do encanto. Quero que minha vida seja repleta de atos e pensamentos bons, que transmitam aos jovens a certeza de que podemos modificar algo que nos faz sofrer! Ela me acenou a mão de longe. Chamou minha atenção com um sorriso farto, feliz! Uma linda mulher!"

(In MEMÓRIAS DE UMA PROFESSORA, APENAS UM BORRÃO... NÉVOA SEM CONTORNO",  INTERVALOS, de Liz Rabello, Editora Beco dos Poetas, 2013)



Lançamento do Livro: Intervalos por Liz Rabello (minha amada professora da 3a. série do primário).- Que Deus continue te abençoando cada dia mais! Muito obrigada por este presente e pela nossa história ter sido escrita de forma tão carinhosa e acima de tudo real. Bjussssssss (Josy Maria)




INTERVALOS

Liz Rabello

Li, ou melhor, “devorei”, o livro Intervalos, de Liz Rabello.
Com sua escrita clara, poética, sensível, a autora nos conduz por trechos de sua vida, de modo ameno e agradável. Desde seu estágio no útero, ela vem caminhando pelas trilhas da infância, entre apagões e brincadeiras à luz de velas. Passa pelos atalhos da adolescência, época de amores eternos, pela fase adulta, maternidade, dores e alegrias, com maestria, bom senso, humor e habilidade.
“Código AGV” é suspense do começo ao fim!
“Ser mãe é fatal”, deixa qualquer mãe de coração apertado e parece história inacreditável, mas ela jura que é verdadeira. Como não enxergar ali a mão da Providência?
Em “Memórias de uma Professora” ela nos faz acreditar que é possível transformar este país, basta haver boa vontade e senso de dever.
Seu amor pelos bichos é contagiante. Vejam lá “Meus amigos Peludos e outros mais”.
Mas o que mais encanta em Intervalos, é o amor que Liz revela pela Vida, e a sabedoria que esta lhe proporcionou.
Sim, Liz, você tem razão, “entre a metamorfose e o voo, é possível ser feliz.” Estou certa de que sempre haverá uma violeta entre as pedras do seu caminho.
Parabéns pelo livro, que recomendo a todos.

Lu Narbot
Escritora, médica, membro da Academia Nacional de Letras
Portal do Poeta Brasileiro - Cadeira número 21 -

lunarbotpoltronacorderosa.blogspot.com



O FURO DA DÉCADA


Pois é Aninha... Passamos tantos anos separadas, por volta de vinte e sete anos! Nem por isto nossos corações se esqueceram. Hoje, você aí em Belo Horizonte e eu aqui na capital paulista. Temos participado juntas dos meus últimos melhores momentos. Lançamentos de livros, por exemplo. Você vem em pensamento e me abraça. Eu fico emocionada, sentindo! Não deixo de te informar porque sei que estarás presente de alguma forma, mesmo que o tempo, dinheiro, não o permita na real. Em Dezembro, Intervalos foi lançado no Bar Caros Amigos, em Sampa, sábado à tarde e você veio! No domingo! Erro de data, é claro!

Liz Rabello




"O que a escrita faz por nós? Ela formata e torna visíveis nossas emoções e, ao fazê-lo, sobrepõe o selo da eternidade presente em todas as que, por uma maneira singular, sabem encarnar a totalidade dos afetos humanos.

Liz Rabello grava em Mil Pedaços palavras e a alma de sua existência, que são seus próprios pedaços talhados a beijos e dores ao sabor da vida. Que o leitor possa senti-los, embalado no encanto, pois a palavra não pode parar. Nem a vida! "
Anna Garcia







Como se fossem silêncios 

Vivo o acaso e o momento 

Me divido , mil pedaços 

E só no amor me encontro!


Neco Pagliuso




MINHA "CHEFINHA", DE CINQUENTA ANOS ATRÁS... QUE HONRA!

"Sou a lutadora, a menina da janela do décimo primeiro andar. Trabalhava em uma empresa,  primeiro recepcionista. (Mais tarde como Secretária do nosso amado Sr. Guilherme).  De lá eu via os alunos de Direito do Centro Acadêmico da Faculdade São Francisco, em suas manifestações contra o AI 5, as represálias do governo."



(In MIL PEDAÇOS, Quem é Você Liz?, de Liz Rabello,  Editora Beco dos Poetas, 2012)








Diversão certa para o seu fim de semana, os livros Mil Pedaços e Intervalos, da autora Liz Rabello.
Leide Borges




CHÁ DE BEBÊ DE NOSSA AMADA LÍVIA



FESTA SURPRESA PARA A TERESA... PRIMEIRO SÁBADO DE REPOSIÇÃO NA ESTAÇÃO... PARADA DA FELICIDADE!















4 comentários:

  1. Pessoas especiais como você, Minha Flor de Liz, merecem muitos momentos especiais como esses, que eles possam se repetir muitas e muitas vezes!
    Realmente, as fotos estão lindas!

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    Respostas
    1. Ainda vou escrever a história do nosso reencontro!
      E já tem nome: JOANINHAS.

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  2. Minha Flor de Liz, Minha Querida Flor - (sim, em maiúsculas!);

    O tempo e a distância, não foram capazes de apagar o que conseguimos construir e nos mostrar que o tecido com que foi costurado carinho, amor, respeito, admiração, consideração, é tecido forte e ao mesmo tempo delicado. Tudo passa, porém, o amor permanecerá para sempre, como diria São Paulo em sua Carta aos Coríntios.
    Realmente, sempre estou presente em seus eventos de alguma maneira, estou sempre ligada, conectada, encaminho pensamentos de positivos, boas vibrações, desejo estar presente de corpo, porém, as vezes esse desejo é tanto que nos leva a cometer furos que entram para o "livro de nossos maiores micos e histórias" e esse com certeza, já entrou!
    Beijo grande, Minha Querida!

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  3. Como te escrevi na época do "furo do século"... Há abraços virtuais que se mesclam de abraços reais e vice-versa, tudo depende da intensidade dos nossos sentimentos, da delicadeza dos gestos, da intencionalidade de nossas ações. Pior é que foi tudo ao mesmo tempo, inclusive minha viagem à Campinas, para o Prêmio Wilson Caritas e não pude te levar de volta ao Aeroporto. Fiquei em falta com você...

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