MANIFESTO VERDE

" ARARAS AZUIS "

SÍMBOLO DE URÂNIA


Araras azuis no entardecer de Urânia. 
Primaverando minha partida com gosto de quero mais é voltar...
Amei demais



Este danado me acuou. - Saia já daqui que eu quero comer...











ADORO VESTIR-ME DE FLORES


SETEMBREI-ME...  ACORDEI CEDINHO E FIZ O QUE MAIS GOSTO... DESPI-ME DO INVERNO E COMECEI A COLHER AS CORES E AROMAS DA PRIMAVERA...


NASCER

Descortinar-se de aromas
Despetalar-se de flores
Desnudar-se de folhas
Transitar pelos outonos
Arrepiar-se de invernos
Ser adubo
Voltar às primaveras
Nascer e curtir a vida de novo
Liz Rabello


ORQUIDÁRIO DE JALES
PELAS MÃOS AMOROSAS DE MARILENE PACHECO











EU E MINHAS FLORES NO PARAÍSO







ARQUITETOS DE DEUS




ARQUITETOS DE DEUS

Já vem escrito no DNA
Ninguém precisa ensinar
Passarinho tece o ninho
Pra seus filhotes proteger
E a ninhada nascer
E a música do tempo florescer

São arquitetos de Deus
Costuram folhas com amor
Tecem lares sem teares
Usam bicos como agulhas
Que não furam nem machucam
Só carinhos do Criador

E as folhas verdes
Novinhas em doação
Deixam-se estar
Em pronta servidão
Amoldam-se ao novo lar
E respiram pura gratidão


Liz Rabello



OUTROS ARQUITETOS DE DEUS






PASSEIO DE ESCUNA PELO MAR DE PARATY... CONHECENDO ILHAS POR PERTO



VESTIR AZUL

Só por hoje
Quero o mar em minha pele
o céu nos meus cabelos 
o perfume de lindas flores
uma tela de anoitecer
Uma cachoeira vertente,
nascente pingo d'água
onde o azul impera!

Só por hoje
Quero um vestido de tafetá
transparente pele a mostrar
buscando anil prata ao luar
e me enfeitar de tardes de verão
Iluminar de azul meu coração
Deixar rastros de paz no caminhar
só para teu amor me encontrar!

Liz Rabello



Vou me vestir de azul
Pra teus olhos iluminar
Para meu planeta
Encantar
Soltar a voz
Cantar
Esperança
No olhar
Voar!

Liz Rabello

Esse azul se mistura
com as cores do mar
o astro rei
faz seu corpo brilhar
a leveza do vento
deixa o sorriso no ar
mente a pensar
sem olhar
e voar!

Milton Luna parati – em Astorga/PR





Quando você se sentir sozinho, pegue o seu lápis e escreva. No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto. Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro. Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo. E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite tanto, tanto, tanto... até que amanheça”
(Rita Apoena)
Mar calado, noite densa
Nenhuma onda gigante se manifesta
Palavras são redemoinhos ausentes
Pedregulhos pousados no fundo do mar!

Corpo em pausa, corpo neutro
Nenhum som de encanto te faz acordar
Palavras são notas desafinadas
Na ponta do penhasco a se equilibrar!

Arrepio na coluna...É o vento
Trazendo cantigas de um tempo lá atrás
Palavras agora exalam novos aromas
Perfumes mesclados a sabor e a paz!

Coração se exalta, enrubesce o rosto
Desejos mansinhos de vida a voar
Palavras nascem querendo acordar
Aurora repleta de sonhos a vivenciar!

Liz Rabello




APÓLOGO AO NOSSO PLANETA!

Há um futuro
Além do tempo
Lilás azul verde esperança!
Só consegue vê-lo quem se sente
num universo a desvendar
dentro do relógio do tempo
abrindo folhas do passado
lendo histórias do presente
medindo forças com sonhos ausentes
fazer valer a pena o tempo atuante!
Costurando silêncios noturnos
Idealizando ecos
reflexos de espelho
caminhando para um futuro
Imaginário
que só o Coração consegue captar!

Liz Rabello


Um por do sol
Um barco a navegar a esmo
Na imensidão do mar!
Um único ser humano impotente
Diante de tanta beleza
Me faz pensar
Que não adianta a gente querer tanto
Os outros a nossa volta,
Porque sempre haverá este instante
De encontro do nosso eu com o infinito!

Liz Rabello



AUTO SUSTENTABILIDADE

Pode o homem capinar
Pode o homem destruir
Pode o homem matar
Pode o homem incendiar
Pode o homem asfaltar

Aqui a vida morre
Acolá ela renasce
Firme forte equilibrada
Basta o homem à natureza
Deixar a sua morada!

Liz Rabello 







Aqui onde a lua
Respira sal
Estrelas dançam
Nas ondas do mar
Colho paz
Imensidão
Tal qual areia
Que o vento leva
Pra qualquer parte
Ou pro fundo do mar

Liz Rabello


CANTINHO DE CONTEMPLAÇÃO

Hoje quero a luz do sol
O marulhar da água
Um barco a navegar a esmo
Uma manhã de alegria
Folhas a cair dos galhos
E eu... bem quietinha
A olhar o azul do mar,
O vento a roçar
Pulmões a respirar
A alegria de viver
E sentir e amar a vida
Como ela é
De uma rede
De contemplação!

Liz Rabello


Paraty, Rio de Janeiro, um lugar onde a História parou. 


Mistério no reflexo das águas
Sol, brilho, luz que reluz!
Sombras se cruzam com mágoas
Dilaceram e desfazem em lágrimas!
Galhos retorcidos em quimeras
Imagens, mosaicos sem encaixes
Árvores que se chocam no universo
Céu azul, anil, verde musgo a tecer
Esperanças

Liz Rabello


POR DO SOL NO CAIS DE PARATY

BORRÕES DE AMOR

Por trás dos montes nuvens se agitam
Compõem desenhos de cor em degradê
Mágicas canções em notas multicores
formam-se agitadas ondas em nuances

Antes da lua prateada sondar a escuridão
O sol nos leva para outras dimensões
Uma tempestade de cores se forma no horizonte
Aos nossos olhos autênticos borrões de amor!

Liz Rabello


DEIXAR-SE ESTAR

Sentar-se num banco qualquer
Permitir o tempo passar
Levar saudades pro mar
Trazer o novo de lá
Quebrar-se aos pés a molhar
Ziguezagueando uma canção
Cortante de ventos a uivar!

O tempo destrói a vida
Que segue e volta
Retorna à vida
Como ondas do mar em nossos pés
Não há como fugir
Deixar-se estar
De pés molhados
A bailar e viver!

Liz Rabello


POR DO SOL EM ALTO MAR (Foto de Liz Rabello)

RAIOS DE LUZ

Que venham ecos de montanha
Raios de luz nas manhãs geladas
Puros reflexos na água parada
Encantos das auroras reiniciadas!

Que venham azuis dos mares
Transparentes e límpidos olhares
Que nada é perdido no tempo
Ventos uivantes nos penhascos!

Que venham novas memórias
Mandando embora ares poluídos d'outrora
Tempestades riscadas por outros encontros
Relíquias esquecidas de folhas viradas!

Liz Rabello 



CARTA PARA A HUMANIDADE



Ubatuba,  21 de Julho de 2018, 17 horas e 17 minutos.

Senhores habitantes do Planeta Terra,

Hoje estive num mar, de águas verdes azuladas, brilhantes de olhares de sol, ondas calmas: Caçandoca, Maranduba, litoral norte de São Paulo. De repente rajadas fortes de ventos selvagens, carregavam para o mar folhas atrasadas de um Outono findo. Voavam pelos ares objetos pequenos, cadeiras de praia, guarda-sóis, toalhas, esteiras, chapéus. Como que para piorar esta mudança brutal no clima até então tão calmo e tranquilo, alguém havia feito uma fogueira, velho hábito de por fogo em galhos secos, que ao leve toque das rajadas do ar em fúria, se alastrava pela mata.  Sorte que a direção do vendaval era mar adentro e que o rio cortava o fogo, mas não impedia que o ar infestado nos fizesse passar mal com o cheiro poluído da queimada.

Nosso planeta berra um grito de socorro. Humanidade, escute!

Confesso, senti medo. Muito medo...  Confesso que neste dia de encontro de almas pelo planeta todo em prol de uma única prece, mentalização por ações mais responsáveis, não pude deixar de chorar. Fugimos daquele inferno que poucos segundos antes não era mais do que um paraíso na Terra.

À tarde fomos conhecer as cachoeiras de Ubatuba. Primeiro a da Renata, depois, a do Poço Verde. Trilhas pouco frequentadas nesta época de baixa temporada. Era verde que não acabava mais. Pouca chuva. Mesmo assim, ouvindo aqueles sons de água límpida correndo e batendo nas pedras, mentalizo amor, menos dor, mais justiça social, mais responsabilidade com as ações, que possam destruir o meio ambiente. Que neste instante, 21 de julho, as 17 horas e 17 minutos do Brasil, nasçam crianças, de dentro dos velhos homens, que sejam capazes de repartir o pão, de pensar no próximo. Que não queiram o bem só pra si, mas para toda a humanidade. Que sejam de todos o desejo máximo de redenção, de bênçãos, de preces para o bem maior do planeta e dos nossos irmãos,
Liz Rabello





O TAPETE

Nesta rua onde moro
A árvore não é minha
É de todos... É da rua
Mas o tapete que ela cria
Enfeita a calçada,
A minha,
Do outro lado da rua
Onde até o passarinho
Vem cantar
E o sol se esconde
Para não a maltratar

Há quem diga que é sujeira
Flores lindas e cheirosas
Há quem não a queira
Como pode ser assim topeira?
Meus pés descalços a deslizar
Nem o carro deixo por cima passar
Desço a rua devagar
Dou a volta pelo quarteirão
Só para não estragar
O tapete que Deus cria!

Liz Rabello



MEU PARAÍSO


Em meados de 2013 coloquei este poema pendurado em uma árvore. Ali está. Fico feliz é como se outros saboreassem palavras semeadas ao vento...



É tanto verde
É tanta cor
 São tantas flores
É tanto fruto
Que a tempestade que se aproxima
Não consegue ofuscar a luz 

Liz Rabello








UM PEDACINHO DO MAR SÓ PRA MIM

TRILHA DE LAGOINHA PARA BONETES... OITO ANOS SEM REVER ESTAS MARAVILHAS... OBRIGADA MEU DEUS POR ESTA BÊNÇÃO 






MEUS PÉS

Pisam amaciando areia
Driblando pedras
Sentindo o roçar das algas
Encantando lentes
Desaparecendo em águas salinas
Reaparecendo ao sabor das ondas
Graças por momentos mágicos
Graças pela alegria deste
Reencontro micro, macro cosmos

Liz Rabello



Não pise no meu planeta
Já está muito devastado
Já está muito poluído
Dilacerado e corrompido!

Há de se cuidar com lealdade
Otimismo, fé, criatividade
Do pouco que lhe resta 
Das árvores que ainda estão em pé

Liz Rabello


Eis um micro cosmos do Planeta Terra
Nem deixei meus pés roçarem estas algas
Delicadeza do olhar e da vida
Que se perde e se renova a cada dia


Liz Rabello







UMA ALEGRIA INFINITA E UMA GRANDE TRISTEZA, POIS ESTA PRAIA PÚBLICA PODERÁ EM BREVE SER TOMADA PELA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA... TRANSFORMADA EM PRAIAS PRIVADAS DE GRANDES CONDOMÍNIOS, ONDE SÓ O DINHEIRO PODERÁ COMPRAR ESTAS ÁGUAS... UMA GRANDE TRISTEZA INVADE O OLHAR DE QUEM JÁ SENTE SAUDADES... 


CAÇANDOCA É UMA PRAIA LINDÍSSIMA... TERRA REMANESCENTE DE QUILOMBOLAS, QUE SÓ COM O GOVERNO LULA É QUE FOI DEVIDAMENTE DEMARCADA. A DESPEITO DO ÓDIO QUE OS DONOS DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA SENTEM, AQUI É MUITO DIFÍCIL FECHAREM AOS NOSSOS OLHOS ESTA RIQUEZA 


MEU AMOR DE NETO, AO MEU LADO,  APRENDENDO A VALORIZAR A NATUREZA





FOTOS DE LIZ RABELLO NA TRILHA DAS SETE PRAIAFS EM UBATUBA- SP 


PINGOS DE OURO 

O nome nasceu do improviso
Ao sol o ouro é aviso
Que a verde mureta é abrigo
De pingos de ouro em folhagens
Que pincelam as manhãs de sol
Abraçam as tardes de miragens
E perfumam meus sonhos noturnos

Liz Rabello


PINGOS DE AMOR EM CHUVA


 Desabam pingos de amor em chuva
Pra fazer a semente vingar
E dela flores vermelhas, azuis, amarelas
Ao despontar do sol vir a calhar
Depois os frutos maduros
Pingos que satisfazem a sede
E a fome também faz saciar

Liz Rabello 


DEGRAUS PARA O TOPO DO PARAÍSO


NA TRILHA HÁ DEGRAUS DE RAÍZES DE ÁRVORES FRONDOSAS... INGENUIDADES PURAS, BELEZAS ETERNAS!
Desintegrando-se da vida

Nem todas as pessoas perderam a ingenuidade; por isso, nem todos são infelizes. Quem viveu ou vive assimilado, ingênuo, na existência, não por burrice ou imbecilidade - pois a ingenuidade exclui tais deficiências, sendo ela um estado muito mais puro - mas por um amor instintivo e orgânico pela graça natural do mundo que a ingenuidade sempre acaba descobrindo, atinge uma harmonia e realiza uma tal integração na vida que merece ser invejada ou ao menos apreciada pelos que se perdem nos cumes do desespero. Desintegrar-se da vida corresponde a uma perda total da ingenuidade, esse dom encantador que o conhecimento, inimigo declarado da vida, destruiu. A vida cósmica, a alegria pela existência e o pitoresco dos aspectos individuais, o encanto pela graça espontânea do ser, a vivência inconsciente das contradições - anulando-lhes implicitamente o caráter trágico - são expressões da ingenuidade, terreno fértil para o amor e o entusiasmo. Não ter a consciência dolorosamente atingida por contradições significa conquistar a alegria virginal da ingenuidade, significa ser incapaz da tragédia e da consciência da morte, que exigem uma desagregação paradoxal e uma complexidade das mais desconcertantes. A ingenuidade é opaca para o trágico, porém aberta para o amor, pois o homem ingênuo, por não se consumir em suas próprias contradições, possui reservas suficientes para se doar. Para quem conseguiu desintegrar-se da vida, o trágico adquire uma intensidade extremamente dolorosa, pois contradições não ocorrem apenas dentro de si mesmo, mas também entre ele e o mundo.

Emil Cioran - Nos cumes do desespero - pág 60 e 61




EM BUSCA DO ZOOM PERFEITO










NO MEU PARAÍSO É ASSIM...


SE É NOITE DE LUA CHEIA... 
BORA CONTEMPLAR A LUA


E MESMO QUE O MEU CORAÇÃO ESTEJA EM LUTO,
 SE É DIA DEUS ME PRESENTEIA COM FLORES...


GRATIDÃO POR SUAS TELAS, SENHOR!

Aceito da vida o que ela pode me dar

O que vem é bem vindo e vou respirar

Aceito migalhas passarinhos a voar

Pelos ninhos repletos de fome a mostrar

Caminhos tortuosos de prazer

Cantinhos quentes com medo tecer

Desejos plenos de sonhos viver

Aceito do mundo o meu ganha pão

O que vem do trabalho tem cheiro de paz

Aceito a certeza do amor que ele traz

Pelas noites bem pagas de sonhos a mais

Caminhos retos de muito prazer

Cantinhos quentes sem fome colher

Desejos fortes de realidade viver

Aceito da fé esperança verde Liz no olhar

O que vem dos sorrisos da alma a espiar

Aceito notas musicais e cantigas soprar

Pelas luzes que hão de vir a indicar

Caminhos novos a me enriquecer

Cantinhos quentes sem medo acender

Desejos meigos de amor amanhecer


Liz Rabello






OUTONO COM SABOR DE PRIMAVERA...   UM ARCO ÍRIS DE FLORES!


PINGOS DE OURO

O nome nasceu do improviso
Ao sol o ouro é aviso
Que a verde mureta é abrigo
De pingos de ouro em folhagens
Que pincelam as manhãs de sol
Abraçam as tardes de miragens
E perfumam meus sonhos noturnos

Liz Rabello






OUTONO COM SABOR DE  VERÃO...  O AZUL IMPERA!






TUDO AZUL????    NÃO!!!!!!!!!!!!!   VERDINHO, VERDINHO...









GRITOS

Sedento
Cedendo
Cedendo
Sigo em frente
Até a morte em sede

Liz Rabello

QUEM CUIDA TEM


Diz a lenda que no fim do arco íris há um tesouro, pois não creio. Com certeza a maior riqueza está na própria luz emitida em arcos primaveris...






PROJETO MANIFESTO VERDE DA ACADÊMICA ANNA STOPPA,
COM O AVAL DA ANLPPB 


http://www.portaldograndeabc.com/pgabc/noticias/noticia.php?apologo-ao-nosso-planeta--liz-rabello&n=14714




AUTO SUSTENTABILIDADE

Pode o homem capinar
Pode o homem destruir
Pode o homem matar
Pode o homem incendiar
Pode o homem asfaltar

Aqui a vida morre
Acolá ela renasce
Firme forte equilibrada
Basta o homem à natureza
Deixar a sua morada!

Liz Rabello




A NATUREZA SEMPRE SE RENOVA... PODE O HOMEM DESTRUIR, DESEQUILIBRAR O MEIO AMBIENTE... CAUSAR DANOS AO CLIMA... SEJA O QUE FOR... TUDO VOLTA A FLORIR. RESULTADO: PÉS DE MANACÁ DA SERRA, DE ABRIL, MISTURADOS ÀS FLORES DE JULHO...TUDO NO MÊS DE JUNHO... FELIZ, EU ME VISTO DE CORES!






CURVE-SE DIANTE DA NATUREZA

Quando fui conhecer minha atual propriedade em São Paulo, junto com meus filhos e o corretor, senti que aquela casa iria ser mesmo o meu novo lar. Adorei a claridade, o sol batendo em todos os cantos, quartos arejados, cozinha ampla, uma belíssima copa para o jantar com a família, uma varanda na frente e um jardim... Hummmmmmmm! Completamente abandonado! Da porta da sala, via-se um poste com muitos fios! Fechei meus olhos para não guardar aquela imagem que não me agradou. Teci folhas, flores, verde, em lugar de tanto cinza! Planejei, inventei, criei, plantei, cuidei. Lá se vão quase vinte anos e meus olhos se deliciam com a paisagem que aprecio tanto lá na frente como nos fundos. Mas (sempre tem um mas...) a lindíssima primavera de folhas dobradas vermelhas cresceu e se tornou uma belíssima árvore, com galhos tortos, retorcidos e pesando, pendendo para baixo e nos impedindo a entrada. Meus filhos e minhas visitas reclamam que é preciso se abaixar para passar por ela e iniciar a subida dos degraus, que está bem na hora de cortá-la! Não! Isto não! Meus olhos marejam só em pensar na possibilidade funesta. Um amigo sugeriu a placa: CURVE-SE DIANTE DA NATUREZA! E eu cedi. Jamais cortarei a minha primavera!


QUEM ABRIRIA MÃO DE ALGO TÃO LINDO?




APÓLOGO AO NOSSO PLANETA! 


Há um futuro 

Além do tempo 

Lilás azul verde esperança! 

Só consegue vê-lo quem se sente 

num universo a desvendar

dentro do relógio do tempo

abrindo folhas do passado 

lendo histórias do presente 

medindo forças com sonhos ausentes 

fazer valer a pena o tempo atuante! 

Costurando silêncios noturnos 

Idealizando ecos 

reflexos de espelho 

caminhando para um futuro 

Imaginário 

que só o Coração consegue captar! 



Liz Rabello 




 " Que minhas mãos a sustente ao invés de derrubá-la! Que minhas mãos possam arar a terra, semear, molhar, cultivar, podar, colher e se alimentar dela, em lugar de incendiá-la! Que meus olhos possam admirá-la, namorar com ela, fotografá-la, só para eternizá-la na memória e no tempo! Que meu olfato possa se embebedar de cheiros, aromas, alfazemas... Em lugar de se intoxicar do veneno da poluição! Que meus ombros se curvem à sua sombra e respire minh' alma de paz!" 

Liz Rabello







DEVOLVER À NATUREZA SUAS VITÓRIAS 

Olhar o rio 
Água correndo leve 
Solta, imponente! 
Translúcida manhã 
Primaveril 

Olhar Vitórias régias 
Rainhas da beleza 
Rosa escarlate 
Roubar suas riquezas 
Pra tua mesa ornamentar! 

Olhar o céu 
Anil azul 
Nuvens bailando 
Roubar o vento 
Pra teus cabelos acariciar! 

Olhar a planície 
Esperanças vivas 
Luzes e cores 
Roubar o verde 
Pra teus olhos enfeitar! 

Apenas Olhar 
Desejar e agir: Devolver 
Ternuras e beijos 
À mãe natureza 
Suas vitórias e riquezas! 
Liz Rabello 


SAL DA TERRA 

Somos todos poeira do vento, sal da terra, células que se movimentam, interagem, se refazem, se completam, se transfiguram. Entre o ser ideal que idealizamos e a pessoa real que está a nossa frente, há uma fresta por onde podemos tocar e agir, interferir, ajudar na construção de um novo Eu, que muito podemos amar! Quando aceitamos as pessoas simplesmente como são, sem interferir, sem iluminar com nossa presença, sem questionar, sem tentar a reflexão para a mudança... Não estamos cumprindo com nosso papel aqui na Terra. Há de se ocupar com o Outro! Há de se pensar e agir pelo Outro! Há de se acreditar e sonhar! A grande utopia de ensinar e aprender a viver melhor entre nós e nossos semelhantes, sejam eles, humanos, animais, vegetais... Ou seja nossa morada: o Planeta Terra.
Liz Rabello




MINHA MAIOR ALEGRIA É VOLTAR AO MESMO LUGAR SEIS MESES
 DEPOIS E ENCONTRAR OS CARTAZES AINDA EM AÇÃO


JANEIRO DE 2014 CHOVE POUCO, ÍNDICE DE CALOR MAIOR DOS ÚLTIMOS CEM ANOS. VENTOS FORTES, POUCA UMIDADE DE AR
 E ASSOREAMENTO DOS LAGOS... TRISTE REALIDADE!


Eis um tronco de árvore
Derrubada por mãos insanas
Sua alma se eleva flutuando
Ar puro de montanha
Fustigando luz do sol
Enobrece árvores inteiras
Vestígio de vida que se vai
Diálogo com a vida que retorna!

Liz Rabello




AUTO SUSTENTABILIDADE



Pode o homem destruir
Pode o homem poluir
Pode o homem matar
Pode o homem incendiar
Pode o homem asfaltar

Pode o homem capinar 
Pode o homem descuidar

Aqui a vida morre
Acolá ela renasce.
Firme forte equilibrada
Basta o homem à natureza
Deixar sua morada

Não vender a sua alma
ao "Capetalismo" selvagem!

Liz Rabello



DES (JEJUM)

Tempestade de ventos
Galhos secos tombam
Mortos carregam vestígios de vida
Embelezam árvores inteiras
Raízes se retorcem, se encaixam
Numa crescente onda de vertigem
Tesão descontrolado na paisagem
Vida multifacetada de  incertezas!
O verde em volta inspira cor
Mortes e mortes se alastram
Ninhos de pássaros se escondem
É a vida querendo a vida por toda parte!
Liz Rabello


Saudades de temperatura amena, de barulhinhos gostosos de chuva caindo no telhado, de cheiro de terra molhada... Saudades de me sentir amiga e irmã da natureza. Ando me sentindo mal, ausente dela, de mãos desatadas... Triste!

Chuvinha fresca
Bate no telhado
Escorre pelas calhas
A marulhar saudades
A embaralhar verdades
Terra molhada
Cheiro saudável
De vida eterna
Iniciada
Não terminada
Distante
Difusa
Ilusão
Matéria
Barro
Tudo destruído pelos homens!

Liz Rabello






EM PLENO PERÍODO DE ESTIAGEM LONGA E MEU POMAR ESTÁ ASSIM...
  DEUS SEJA LOUVADO!




CAMINHOS PARA O MEU PARAÍSO



ESTRADA DO VINHO, BUNJIRO NAKAO, CONDOMÍNIO... PASSOS PARA CHEGAR AO PARAÍSO... ENCANTAMENTO DE CORES E ODORES, BELEZA E LEVEZA...
 ALMA EM PAZ!












RUA JOÃO DE BARRO... UM TAPETE DE FLORES PARA ME RECEBER...



VOCÊ JÁ VIU UMA ÁRVORE NO MEIO DA RUA? POIS É... 
 LÁ NO MEU PARAÍSO, TEM! É LINDA DEMAIS!



AMO PAISAGENS PINTADAS POR DEUS...  E  AMO MEUS OLHOS PORQUE CONSEGUEM VISUALIZAR A FOTO ANTES DE REGISTRÁ-LA.





ENCANTADA  COM A TEXTURA DESTA VELHA ÁRVORE... MUITO BELA!


NEM SÓ DE INDIGNAÇÃO POLÍTICA VIVEMOS...
HÁ CAMINHOS DE FLORES...









DIA CINCO DE JUNHO - DIA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE



Meio ambiente é o meu jardim
O gramado verde molhado com cheiro de jasmim
Mas é também a estrada cinza de asfalto quente
Salpicado de óleo e restos de petróleo

Meio ambiente é a minha varanda
com primaveras que se multiplicam pelas bandas
Mas é também cinzas que sobram das queimadas
Insanas que desandam as matas

Meio ambiente é tudo o que eu crio
Ou que me aproprio sem dó nem piedade
Mas é também minha reflexão
Meu desejo de salvar e equilibrar minhas vontades.

Liz Rabello

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