O desejo de sentir O valor de experimentar A alegria de recomeçar O dom de usufruir Do silêncio de minhas verdades Os sonhos que vou conquistar
Som
Vibração
Canção
Ar mar amar!
Liz Rabello
DÁ LICENÇA MEDO: MINHA FELICIDADE QUER PASSAR (Caio de Abreu)
LUTA
"Sempre que participo de alguma Dinâmica, na roda de apresentação, escolho a mesma palavra: LUTA!"
É ela que me decifra melhor
Meus sucessos são mais rápidos do que um cometa
Meus fracassos, muito estéreis!
Não chegam a tomar posse de mim
Eu vou à luta!
E com ela namoro,
brinco,
suo,
sofro,
grito!
Pulo!
Mas a encontro do outro lado do muro!
O que fazer?
Parece que meu mundo não tem fim...
Ainda bem!
Sinal de que enquanto a luta está em chamas,
A vida rola...
Estou aqui!
(In ARMADILHAS DO DESTINO, 'INTERVALOS", Beco dos Poetas, 2014)
A PAZ
A paz só se conquista no amor
Semeie palavras de afeto,
regue lágrimas de emoção,
plante virtudes do esquecimento do que te faz mal,
cuide de retirar do caminho da vida
ervas daninhas
e colherás a PAZ!
Liz Rabello
“É difícil dizer sobre nossa beleza. Ela é uma descoberta do nosso próximo. Aqui está, por exemplo, uma flor. Não fez nada para que eu a achasse bela. Fui eu que senti a combinação do seu silêncio com o esmaecimento do seu anil azul. Fui eu que descobri elegância na inclinação do seu caule para baixo! Como é linda, meu Deus!”
(Desconheço o autor)
sexta-feira, 27 de junho de 2014
APRESSADINHO
Se tu me amas tens que me fazer carinhos
Morangos chocolates a mel e baunilha
beijos melados em todo meu corpinho
Nada de fingir que é devagarinho
quando na realidade tu queres é
tudo de repente ligeirinho apressadinho!
Liz Rabello
DEVOLVER À NATUREZA SUAS VITÓRIAS
Olhar o rio
Água correndo leve
Solta, imponente!
Translúcida manhã
Primaveril
Olhar Vitórias régias
Rainhas da beleza
Rosa escarlate
Roubar suas riquezas
Pra tua mesa ornamentar!
Olhar o céu
Anil azul
Nuvens bailando
Roubar o vento
Pra teus cabelos acariciar!
Olhar a planície
Esperanças vivas
Luzes e cores
Roubar o verde
Pra teus olhos enfeitar!
Apenas Olhar
Desejar e agir: Devolver
Ternuras e beijos
À mãe natureza
Suas vitórias e riquezas!
Liz Rabello
quinta-feira, 26 de junho de 2014
CANTINHO DE CONTEMPLAÇÃO
Hoje quero a luz do sol
o marulhar da água
um barco a navegar a esmo
uma manhã de alegria
folhas a cair dos galhos
E eu... bem quietinha
a olhar o azul do mar,
o vento a roçar
pulmões a respirar
a alegria de viver
e sentir e amar a vida
como ela é
de uma rede
de contemplação!
Liz Rabello
COSTURAR PALAVRAS
Descobri que tudo
Pode ser muito lindo
E imensamente triste
Palavras soltas
Perdidas nas lembranças
Apagadas da memória
Podem ser reinventadas
Costuradas com linhas
e agulhas da imaginação
Liz Rabello
AMOR EM
PINGOS
A vida em
lágrimas, amor em pingos
Deserto em
labaredas de amor fingidos
Gotículas
salgadas de sorrisos findos
Desejos
latejando e em vão se esvaindo!
Solidão em
transe de saudade existe
Correria em
meio a São Paulo insiste
Multidão
enlouquecida no trem persiste
E eu
sozinha, mais um dia que acaba triste!
Liz Rabello
PARTIR É
PRECISO
FICAR É O
QUE HÁ
Você parte amor
Tens tua vida pra cuidar
Desbravar horizontes
Voar outros montes
Nós de avessos
Olho em teus olhos
Sei que é impossível
Marejam nós dois
Encontros difíceis
Mas é preciso cuidar
Pra liberdade alcançar
Eu fico... É o que há!
Liz Rabello
RUMO AO MAR DE MACEIÓ
Maceió, veleiros e canoas
Voo a esmo em tua imensidão
Desço a jato mesmo sendo
A última a sair do avião!
Maragogi águas cristalinas
Em alto mar já me perdi
Peixinhos coloridos ouriços
A brincar em pequeninas mãos!
Curvas de Pontal Verde
Mar e poesia te rodeia
Em tua orla de palmeiras
Alegria inusitada ver-te em mim!
Falésias coloridas pele
pintada de cores mil
Apreciar a cultura popular
Beleza e encanto sem par!
Quero na boca tua brisa
Gritar e saudar tua beleza
De mar a devorar areias
Afagar ar e me perder de amar!
Liz Rabello
NAS CONSTANTES ONDAS DA VIDA
Fiquei setenta e seis horas sem água e sem comida, para deter a infecção generalizada que dentro de mim ocorria, antes de fazer a cirurgia e retirar o cálculo devastador. Minha imunidade baixou e o vírus oportunista do herpes se aproveitou para mostrar suas garrinhas. Sofri como nunca! Dor da alma e do corpo. Este sarou. A saúde voltou. Ferida de amor não cicatriza jamais, não morre nunca, amortece apenas os sentidos, mas volta a doer quando o tempo muda, quando as tempestades desabam, quando a última dor, impossível de se evitar, a faz recordar. Como fênix que renasce das cinzas, continuo meu voo único, inevitável, sem olhar para trás, em busca da essência da vida!"
(In ARMADILHAS DO DESTINO, INTERVALOS, Liz Rabello, Beco dos Poetas, 2013 - SP)
LUA DE FLORES
Uma lua de estrelas
veio brilhar na janela
Ao olhar para o céu
Encontrei dentro dela
Lindas flores
Odores
E belezas eternas!
A saudade se foi
lágrima secou
Só lembranças
De tua presença
na noite se faz!
Liz Rabello
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Feche olhos pras
queimadas
A gosto de quem não
vê
Os agostos sem
chover!
GIRASSÓIS
Uma lembrança
desencadeia outra! Agosto nunca foi o mês predileto da vida dela. Sempre dizia:
Muitas mortes em família. O meu avô paterno e as minhas bisas foram morar em
outra esfera nesse mês! O verde, que tanto amava, ficava seco, marrom escuro! A
fumaça cortava o céu e voava levada pelo vento a poluir a cidade. Não eram só
as perdas que se tornavam tristes. O ar, o ambiente, a atmosfera também! Agora,
era eu, quem mais sentia. A gosto de Deus... Ele a levou neste mesmo mês.
Poderia ter sido em Setembro, mês das flores, ou em Abril, pés de Manacá
floridos! Ou em Janeiro! Os girassóis estariam se voltando para o Sol em busca
de luz. Ah... Os girassóis! Ou foi a luz do sol, ou a letra G da palavra e eu a
descobri, ao mesmo tempo em que na capa de um dos álbuns, lia triunfante:
Sinta a leveza do
Amor
Olhe sempre os
Girassóis
Cinemas de
entardecer!
(In CÓDIGO AGV, INTERVALOS, Liz Rabello, Beco dos Poetas, 2013)
RECORTES DA MINHA INFÂNCIA
Tenho janelas abertas do passado Travas serenas prontas a me agasalhar Saudades lindas e vibrantes! Momentos vividos na infância Sonhos a me iludir no presente!
DAS JANELAS DO PASSADO
A maioria das casas de nossa rua não possuíam ainda luz elétrica. Nós, sim! Mas o abastecimento era tão precário, que vivíamos apagões constantes! Éramos, então, obrigados a nos iluminar à luz de vela. Momentos lindos! Meu pai brincava de magia. Cortava o fogo com seus dedos ágeis e jamais os queimava! Depois pegava a vela e a levava ao caminho desconhecido do mundo dos contos de fadas: João e Maria... Perdidos na noite de lua escondida! O caminho iluminado pelo sol (vela acesa!) era marcado na mesa da cozinha por casquinhas de pão! Eu fingia ser o passarinho que as pegava para levar ao ninho e dar aos filhotes o abençoado jantar! Os dois irmãos jamais conseguiram voltar, por conta de que eu passarinho os comia... Chegávamos a desligar a luz elétrica só para brincar de magia à luz de vela! Era tudo tão lindo e eu fico de novo feliz, só de lembrar! Quando a luz voltava não havia na mesa nenhum vestígio das casquinhas de pão abençoadas! Até hoje, amo este lance do pão francês. Sei que é vestígio de minha infância povoada de palavras, de sons, de sonhos, que meu pai carinhosamente me iludia.
(In INTERVALOS, Liz Rabello, Beco dos Poetas, 2013 - SP)
UM TOQUE DE ALEGRIA!
terça-feira, 24 de junho de 2014
ARREBENTAMU SÔ!
QUANDO PENSO EM TI...
Meu corpo lateja
De vontade de você
Meus olhos te procuram
Enquanto minhas mãos
Tateiam meu corpo
Em busca do ponto certo
Quando penso em ti
Raios trovões relâmpagos
Enxurradas de fome
Tomam conta do meu ser
Tortura infinita de desejos
Sem razão ou fim pra se
perder
Quando penso em ti
Chibatadas desesperadas
Fazem o coração disparar
Sei que te amo
Como uma louca insana
A devorar a vida
Perdida na tempestade
Que jorra do meu ser
(In MIL PEDAÇOS, Liz
Rabello, Beco dos Poetas, 2012 - SP)
sexta-feira, 20 de junho de 2014
QUANDO SE FAZ O QUE SE QUER COM AMOR, CADA DEGRAU TEM SABOR DE VITÓRIA!