VESTINDO A CAMISA DA ANLPPB... BOM DEMAIS!
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terça-feira, 5 de maio de 2015
segunda-feira, 4 de maio de 2015
REDENÇÃO
Ser mãe não é padecer no paraíso
É ficar horas ao relento procurando
Instigando o espírito a revelar
Um paradeiro perdido
É abraçar o próprio corpo em desalinho
Centopeia de sapatinhos
Cinderela à procura do próprio pé
Descalço, sem calçar sandálias franciscanas
Olhos perdidos no abismo da eternidade
Porque maior amor não há
Nem jamais resistirá
À dor real,
Fatia da canção
Faminta e desolada
De bracinhos no pescoço
Inconformada
Segue solitária em oração!
Fé é tua corrente viva
Até a ponte final
Do outro lado: Salvação!
Liz Rabello
terça-feira, 28 de abril de 2015
EM BREVE
UM GIRASSOL ILUMINANDO A ESCURIDÃO
Observando a trajetória da escritora Liz Rabello é fácil compreender a dedicação plena ao ser humano. Professora há 45 anos, Elisabete Rabello M. Brandão sempre focou amorosamente no ensino, na alfabetização e educação de seus alunos e seus filhos.
Na literatura, Liz foi se tornando a escritora poética do memorialismo. Há quase dois anos Liz escreve/toca no passado como se fosse presente, ou como se sentássemos à frente de um filme dentro do cinema escuro e nos envolvêssemos no olhar/atmosfera que nos guia do seu narrador. Sua tênue linha transpassa o leitor na montagem de cenas às vezes familiares, outras vezes surpreendentes. Tem um olhar emocionante às histórias verídicas que passaram por seus dias de mãe, professora, ou mesmo de uma simples ouvinte de histórias de terceiros. A leitura de “Lua no chão” é leve, compensadora e terna nos dias atuais - de culto à violência gratuita e o mau gosto originário da falta de bondade - somando a nuvens de poesias que facilmente transportam para a filosofia do bem, da solidariedade, do companheirismo, da amizade... É o que posso dizer deste girassol poético, generoso e iluminado que a escritora Liz Rabello escreveu. Boa leitura.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
MISTURA DE FRASCOS
Em minhas veias
Rolam sangue milenar
DNA vermelho
ETNIAS diferentes
CULTURAS diversificadas
Aprendidas dos meus ancestrais.
Italianos, africanos
Portugueses, índios
NACIONALIDADES... Que
importa?
Aqui dentro de mim
Se misturam os frascos
Onde a separação não existe!
Em hospitais não há rótulos
Se o bebê necessitar
Mãe Preta tem leite branco
Que multiplica alimentação
Pão e vinho de Cristo
Santa Ceia em comunhão!
Liz Rabello
quinta-feira, 16 de abril de 2015
ENSINAMENTOS... O QUE MAIS PRECISAMOS...
VIAGENS ASSIM SÃO MARAVILHOSAS!
Nesta época do ano na
Suécia você tem mais que chuva e vento frio... Ruas limpas, povo civilizado,
transporte de qualidade e regras que sempre são cumpridas por todos. O "
muito obrigado" é obrigação. Uma das coisas que mais me chamou atenção nesta
temporada primaveril foi o resquício da Páscoa que são essas árvores enfeitadas
de plumas coloridas. Em todas as casas são feitas, de tamanhos variados,
seguindo o mesmo modelo. Super enfeitadas de plumas e ovos pintados, preparadas normalmente por todos os membros da
família. São usados galhos secos em água ou terra fresca que, uma semana
depois, já começam a brotar. O renascimento é descrito para as crianças em
forma de folhas novas, em um país com uma porcentagem incrível de ateus.
A origem desta decoração tem a ver com a chegada de
Jesus em Jerusalém. No domingo de Páscoa, as crianças se disfarçam de
bruxas, como no Halloween Americano e passam nas casas oferecendo doces ou
peraltices. O assunto é tratado com seriedade nas escolas.
Angela Lino Veríssimo
quarta-feira, 15 de abril de 2015
EM BUSCA DE TRANSPARÊNCIAS
Correntes tortuosas
Marcas do que machucou
Sangue pisado
Manchas escuras do coração
Pelo corpo roxeando
Impuras nódoas de tormento
Quebre todo pensamento
Torto de falas erradas
Teimosias sem esperanças
Dentro da mente
Só permita em teu ser
As transparências
De cristais ao alvorecer
Liz Rabello
quarta-feira, 8 de abril de 2015
SAIBA O QUE FOI QUE VOCÊ PERMITIU QUE ACONTECESSE...
Sim, você votou nos deputados do PSDB, PP, e tudo quanto é lixo que está lá dentro. Dê uma olhada na lista de quem votou NÃO... São poucos e você não vai perder tempo para continuar na tua cegueira... A aprovação deste projeto revela pouca preocupação com a ética e a solidariedade, porque coloca o trabalhador em uma situação de grande desproteção social. Foi aprovado e agora caminharemos na direção de destruir pilares importantes dos direitos trabalhistas.
Estou me sentindo uma passarinha sem ninho,
sem céu, sem voo...
É sofrível ver meu país caminhando para o nada...
E nada poder fazer...
Vontade de voltar para o ninho das palavras,
onde o sonho é real e a música das letras nos embalam de alegria...
A realidade é triste!
Machuca
Magoa
Definha!
Liz Rabello
Liz Rabello
NO PARAISO NÃO EXISTEM MUROS
UTOPIA
Que entre mim e meus vizinhos
Não existam muros
Nem portões fechados
Trancafiados em cadeados de bronze
Que entre minha janela e a rua
Existam flores em abundância
Perfumando sombras
Destrancadas de amor
Que entre minha alma e a
A morada das estrelas
Não existam nós, nem preconceitos
Apenas nuvens de algodão!
Liz Rabello
terça-feira, 7 de abril de 2015
PÂNICO PELA MANHÃ
Acordar pela manhã é uma festa.
Em geral a Vareta chega bem de mansinho e fica fazendo carinhos até abrir os olhos. Finjo que ainda estou dormindo para usufruir
de suas lambidas e rabinhos de abano mais um pouquinho.
Nesta madrugada as coisas
mudaram de cena, porque acordei assustada, pensando que algum bicho estava no
meu rosto. Pavor da dengue! Dei-lhe um
tapa pensando ser mosquito. Não era, tadinha da bichinha! Dormi de novo.
Acordei com a porta batendo e sendo fechada. Deduzi que era o marido saindo
para sua caminhada matinal. E, é claro, levando nossa menina com ele. Fechei os
olhos tranquilamente e voltei a dormir.
Fui acordada com latidos estridentes, fúria de Vareta em rebelião,
vingança de um tapa que levou sem querer. A Juliana, minha ajudante aqui em
casa, com um celular à mão, no alto, como se estivesse em pânico, balbuciando
algo que nem sei. No torpor do susto, imaginei a porta aberta esquecida pra
valer e alguém entrando para um assalto fazer acontecer. Fiquei sem voz e mal tive como atender ao
celular. Apenas uma chamada para mim. Ai
meu Deus, que manhã!
Liz Rabello
segunda-feira, 6 de abril de 2015
VARETA ELÉTRICA
Nossa vira-lata está cada vez mais sapeca. Alegre como só ela é capaz. Tem duas casas, dois donos e mais amores para cuidar dela. Passa finais de semana com o pai adorado, num apartamento minúsculo e dias úteis aqui em casa conosco, onde pode se divertir pelo quintal. Era de se esperar que fizesse mais artes no solitário local que seu dono a leva quando quero viajar, mas não! É aqui mesmo que faz das suas. É só ver a porta do meu quarto aberta que sobe e desce da cama em agitação, desfaz o endredon certinho e retira todos os travesseiros do lugar. Agita em meio às orelhas grandes a centopeia verdinha que eu trouxe do Rio de Janeiro e que ela é doida para tomar posse. Só pela manhã é que me acorda com doçura, lambendo meus cabelos com cuidado e me amassando de alegria.
Adora passear de carro, colocar a cabeça meio que para fora e deixar o vento tentar arrancar suas lindas orelhas do lugar. Se está com calor, senta-se em frente ao ventilador e faz a festa com o arzinho agradável que bate em sua carinha assanhada. Perdeu a chance deste último prazer quando o ventilador queimou. Mas ela não teve dúvidas, arrancou o fio teimoso em não funcionar e tentou consertar o vilão. Claro, não conseguiu! Levou uma bronca daquelas, abaixou as orelhinhas envergonhada, virou a carinha só para fingir que não é com ela que o assunto está rolando e pernas pra quem tem, porque Vareta é elétrica e precisa gastar energias.
Liz Rabello
domingo, 5 de abril de 2015
CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
Eu sou totalmente a favor de escolas, Céus abertos, com arte, piscina, cultura. Bibliotecas, saraus de poesias... Jovens precisam de amor, educação, saúde.... É muito mais barato ao Estado penitenciárias podres de pobres.... Reduzir a maioridade penal é colocar um menor infrator na trilogia do mal: Sem amor, sem educação e sem futuro!
Liz Rabello
SERÁ QUE É PRECISO UM OVO DE PÁSCOA PARA NOS DEIXAR FELIZ NUM DIA COMO HOJE?????
Não creio, recentemente conversando com minha prima Marcia Cappabianco, falávamos sobre a bíblia e em que nosso Mestre Jesus nos legou: Na verdade ele apenas pediu que o celebrassem na noite de sua morte e não na ressurreição. Foi a mídia e o destino consumista que ela prevê quem lançou esta necessidade: Ovos de páscoa! Ah, tá bom, são deliciosos! É verdade! Mas estão caríssimos! E por que jogar dinheiro fora, se podemos pensar neste abraço gostoso, quentinho e desejoso de paz para todos os amigos? Sintam! Feliz páscoa!
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