LIVROS-FILMES


ADOREI A PÁGINA 29 ONDE MARIO FILHADAPUTAVA


TERMINEI DE LER O FANTÁSTICO LIVRO DE JOÃO CAETANO DO NASCIMENTO
"O RIO DE TODAS AS NOSSAS DORES"


Autor politizado denuncia injustiças da sociedade brasileira e de como suas marcas deixam o coração das pessoas. Narra a história de um homem marcado em sua infância por uma luta desigual com os donos do poder político (militares) e econômico (empresários) e que vai às últimas consequências para vingar e redimir a memória de seu pai, Olavo. A narrativa segue com muita coerência, facilidade de entendimento, marcada por diversos momentos de clímax, antecipados pela palavra "AINDA". Do princípio ao fim, a narrativa se arrasta com muita ligação. Não conseguimos desgrudar os olhos deste maravilhoso romance, que em sua última página nos deixa com gostinho de quero mais... AINDA.

LANÇAMENTO DO LIVRO NEGRITUDE EN(CANTADA) DE LIZANDRA PINGO DIA 20/05/2017... TIVE A HONRA DE ASSISTIR UM DOCUMENTÁRIO, ESTRELANDO DIRCE THOMAZ, ATRIZ QUE REPRESENTOU O PAPEL DE MARIA CAROLINA  DE JESUS, FAMOSA ESCRITORA POBRE QUE ESCREVEU "QUARTO DE DESPEJO"



ACESSE E ASSISTA
https://youtu.be/73cWnIOfZXM



Lançamento do livro A Negritude (En) Cantada do Brasil, trajetória sócio cultural do negro narrada pelas canções brasileiras, da educadora Lisandra Pingo, com os prefácios do mestre Valdenor S. dos Santos e do doutor Patricio Carneiro Araújo, publicado pela Editora Essencial.
Um noite completa de paixão e vida pelas nossas heranças afrodescendentes. A noite no espaço Lauro Campos, foi dedicada à celebração da música brasileira, a histórias dos negros no Brasil e especialmente à Capoeira.

A autora Lisandra desafiou todo universo difícil e negativo que vivemos no país e no mundo, com sua sinceridade, amor e agradecimentos por todos e muita esperança no próximo.

As palavras banhavam a todos de positividade, amor, carinho, solidariedade, felicidade, companheirismo e muitos valores de que precisamos cultivar e manter ao próximo.

Com a Negritude tenho certeza que registramos uma obra social muito importante para a educação no Brasil, esclarecendo pontos fundamentais para respeitarmos a nossa história afrodescencente através de nossa rica música.

Agradeço muito Lisandra Pingo por fazer parte deste time valioso da editora.



 Durante a Segunda Guerra Mundial, um garotinho fica devastado quando seu pai é obrigado a deixar a família e partir para a guerra. Acreditando ter poderes especiais, ele desenvolve um plano para trazer o seu pai de volta ao lar.  Pepper, um garotinho de apenas sete anos, desolado, começa a seguir uma lista de boas ações entregue pelo padre Oliver. A última delas é “Enterrar os seus mortos”.  A primeira é justamente “Amar aos inimigos”. 


O que marcou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial foi a operação aeronaval de ataque à base norte-americana de Pearl Harbor, efetuada pela Marinha Imperial Japonesa na manhã de 7 de Dezembro de 1941. O ataque, na ilha de Oahu, Havaí, foi executado de surpresa contra a frota do Pacífico da Marinha dos Estados Unidos da América e as suas forças de defesa. Este fato desencadeou o início da Guerra do Pacífico, e a consequente declaração de guerra contra eles. Muitos imigrantes, que estavam nos EUA passaram a ser perseguidos pelos americanos. É o caso do menino e do irmão mais velho, que junto com toda a cidade perseguem um velho morador Japonês: Hashimoto. No entanto, o desenrolar das cenas visa um elo: Este se torna o único amigo do Litle Boy e o ajuda na sua incrível façanha de acabar com a guerra e trazer seu pai de volta aos braços do menino. Não por acaso Little Boy ("menininho", ou "garotinho", em português) é o nome de código de uma bomba atômica lançada sobre Hiroshima, no Japão, na segunda-feira dia 6 de agosto de 1945, após ter sido largada a partir do avião denominado Enola Gay. O filme é maravilhoso, mas este “se não” me deixou apreensiva, pois um filme exibido em primeira mão em 2016, ainda REFORÇA a ideia de que a bomba foi necessária para se acabar com a guerra e trazer de volta os americanos para seus lares. E o Japão????   Afinal apenas 70.000 pessoas foram mortas como resultado direto da explosão, e um número equivalente de pessoas foram feridas. Um maior número de pessoas foram morrendo após a explosão devido ao resultado de radiações, após o ataque por causa de cancro. Também muitas mães grávidas perderam os seus filhos e em outros casos as crianças nasceram com deformações. Até quando os EUA vão isentar-se desta CULPA?

Liz Rabello 




QUANDO O AMOR É DOR  HÁ DE SE ENCONTRAR O VIÉS DA DOR QUE É O AMOR



PERMITA-ME O AMOR!

Entre a sua liberdade

E minha autonomia

Permita-me o voo

De um novo sonho!



Entre a sua tristeza

E a minha solidão

Permita-me a metamorfose

Morte de uma mariposa!


Entre a sua melodia
E os acordes da canção
Permita-se o som
Do voo em comunhão!

Entre a sua esperança
E a minha desilusão
Permita-se o enlace
De nossas mãos!

Permita-me o Amor!
"O PASSADO NÃO RECONHECE O SEU LUGAR
ESTÁ SEMPRE PRESENTE"
Liz Rabello (In Lua no Chão, Editora Essencial, 2015)



O filme INCONDICIONAL é baseado em fatos reais, na vida de um ex presidiário Joe Bradford (Michael Ealy). Papai Joe, como é chamado pelas crianças que ele ajuda. Trata-se de um ex-presidiário que assume a direção de uma ONG e luta contra uma doença renal. Ele foi amigo de infância de Samantha Crawford (Lynn Collins) que é uma autora e ilustradora de livros infantis, que tinha a vida perfeita até teu marido Billy (Diego Klattenhoff) ser assassinado. Ela perde a esperança na vida e toma para si a obrigação de descobrir o assassino. Porém, a vida lhe surpreende quando coloca em seu caminho Macon (Kwesi Boakye) e Keisha (Gabriella Phillips), dois órfãos que vivem de pequenos furtos.
Assista ao trailer no endereço abaixo:



O poeta não existe
nem a poesia,
só a realidade.
É por isso que verso
 É sinônimo de avesso,
porque o resto
é esquizofrenia,
Um mundo paralelo
de fantasia: 
O poeta é só um louco, 
e a poesia 
Um manicômio)

Paulo D'Auria


"Nise", "O Coração da Loucura", estrelado por Gloria Pires é um filme nacional que mostra o quanto de poesia, poética e artes os esquizofrênicos possuem e para tratá-los é preciso partir do poético, que está na vida, na respiração e no desejo de ser aceito e amado pelo que se é.

MATA RASTEIRA



Mata Rasteira, um livro de Abner Laurindo, é tudo de bom. Páginas para serem devoradas em aulas de História do Brasil. Uma pesquisa espetacular. Resultado final de um trabalho de cinco anos à procura das "ORIGENS" da Capoeira, uma luta marcial, que sagrou como vencedores os escravos negros que se rebelavam contra o sofrimento até a exaustão.



Parabéns à parceria Milton Luna e Abner na abertura do evento de Lançamento na Casa Amarela



LEITURA IMPERDÍVEL: "OS EMPAREDADOS DE SANTA CRUZ"
Arrisco-me a dizer e olha que sou Essencial também, que este livro é o melhor que a Editora produziu. Uma linda história de amor baseada em fatos reais, uma semente de amor eterno, muito bem escrita por este excelente escritor de Niterói Paulo Cesar Coelho. 



PRIMEIRA FEIRA LITERÁRIA MARGINAL PERIFÉRICA INDEPENDENTE EM SAMPA 2015


VENDO PÓ.
VENDO PÓ...
VENDO PÓ...  ESIA!

Rodrigo Ciríaco (Metrequeiros)










SEGUNDA FESTA LITERÁRIA EM MARINGÁ  - EDITORA DO BRASIL





A TERNURA  DOS  LIVROS  ENCANTA  CRIANÇAS DE TODAS AS IDADES...  A MIM TAMBÉM


"NOSSOS OSSOS", DE MARCELINO FREIRE E "APÓS O PONTO FINAL", PRIMEIRO ROMANCE DE ANA PAULA FERNANDES, DE APENAS QUINZE ANOS... VOU LER PRIMEIRO PARA DEPOIS COMENTAR







A ASA OCULTA DE UMA BORBOLETA







TRIGÉSIMO OITAVO SARAU DA CASA AMARELA
LANÇAMENTOS




"O GIZ DO ALFAIATE", de Marco Pizani, traz poemas que dialogam com esculturas, mandalas, potes, quadros. Trazem o novo na ressignificação de cada obra, despojadas de finais fechados, como toda obra de arte, tanto verbal como não verbal, deve ser... Possibilita uma ciranda poética sem fim, depende de cada leitor e de sua imaginação. Já comecei a ler...








UMA MENTIRA DE PERNAS BEM LONGAS", de Carlos Davissara narra a história fictícia de uma garota pré adolescente, de dez anos de idade, durante um período de apenas um dia, a partir de uma mentira que ela cria para se desvencilhar de um problema e se enreda num problemão. Ainda não li, mas promete.



CONHECI MARICE PALMYRA CORDEIRO NA SEGUNDA FEIRA DE LIVROS DO BECO DOS POETAS EM 2015 E  FUI PRESENTEADA POR ESTA RIQUEZA...


O CONTO QUE MAIS AMEI FOI A FAZENDA FORMOSA...  


Vários casais ali estão reunidos e falam do próprio passado e um segredo é revelado. De sorte que nada é escrito, mas nas entrelinhas descobrimos pela luz da neblina a verdade escondida nas trevas do tempo. Amei.



O EITA FEZ ANIVERSÁRIO E QUEM GANHOU FUI EU...

Momento feliz. Ganhei um livro maravilhoso: 
Fui sorteada pela frase do Mario Quintana e ganhei Manuel 
de Barros: Gramática Expositiva do Chão.
O homem de lata é um passarinho de viseira não gorjeia...





Quem quiser conhecer a Guerra de Canudos, pelo viés do dominado, é só ler A GUERRA DO FIM DO MUNDO, de Mario Vargas Lhosa. Baseado em fatos reais, já escritos em OS SERTÕES de Euclides da Cunha (viés do dominador). Este escritor latino americano nos traz a dor, a miséria, a fome, pelo lado de quem a viveu dentro das terras ocupadas. O livro de Mario Vargas traz a saga de Antonio Conselheiro e seus seguidores, do princípio ao fim, da luta pelas terras prometidas e ocupadas, pela comunidade pobre que se tornava rica de auto sustentabilidade e por esta razão "PERIGOSA" para os dominadores. Quinhentas páginas que foram devoradas por mim em uma semana. O livro histórico mais comovente de que me lembro ter lido.


Obra-prima do escritor  peruano mescla personagens reais com imaginários ao reconstituir a saga de Antônio Conselheiro durante a Guerra de Canudos

"Uma tragédia moderna em grandes dimensões."
"Um feito extraordinário."

A Guerra do Fim do Mundo  pode ser considerado um raro exemplar dentro da vasta bibliografia de Mario Vargas Llosa, pois não segue o caminho traçado na maioria de suas obras. Em vez de optar por uma reunião de memórias e personagens familiarizados com sua vida pessoal, o autor mergulhou no sangrento confronto da Guerra de Canudos para tentar decifrar a verdadeira face por trás do mito chamado Antônio Conselheiro. Em 1977, Vargas Llosa iniciou este romance, após se encantar, cinco anos antes, com a leitura de Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, obra que registrou o conflito com detalhes minuciosos e impressionantes. Um dos personagens, inclusive, é um jornalista com traços inspirados no próprio Euclides, principalmente pelo seu aspecto frágil. 



Em 1980, após exaustivas pesquisas em arquivos históricos e viagens pelo sertão da Bahia, ele terminou A Guerra do Fim do Mundo, livro que atualmente é reconhecido como o seu tour de force. Nele, o habilidoso escritor constrói uma saga que engloba tudo: honra e vingança, poder e paixão, fé e loucura. "Este romance me fez viver uma das aventuras literárias mais ricas e exaltantes", escreve Vargas Llosa no prefácio a esta edição. "Peregrinei por todas as vilas onde, segundo a lenda, o Conselheiro pregou, e nelas ouvi os moradores discutindo ardorosamente sobre Canudos, como se os canhões ainda trovejassem no reduto rebelde e o Apocalipse pudesse acontecer a qualquer momento naqueles desertos salpicados de árvores sem folhas, cheias de espinhos." O resultado foi um épico moderno sobre Antônio Conselheiro e um dos conflitos mais sangrentos da história brasileira. Lançado originalmente em 1982 e fora de catálogo há cerca de vinte anos, A Guerra do Fim do Mundo é o primeiro romance que Vargas Llosa ambientou fora do Peru. Nele, o autor dá uma nova dimensão à história de Antônio Conselheiro, em que personagens de carne e osso, alguns reais, outros imaginados, empreendem uma saga sem paralelos na história do país.




A Guerra de Canudos, uma das lutas mais conhecidas do país entre o Exército brasileiro e a comunidade de Belo Monte, no sertão baiano, é ainda fonte de pesquisa mais de cem anos depois. Por isso, nesta quinta-feira (10), estreia na TVE Bahia o documentário inédito ‘Ecos do Sertão de Canudos’.

Sob inspiração do livro ‘Os Sertões’, de Euclides da Cunha, o material foi produzido pelo Fundo de Quintal e dirigido por Manuca Passos, com o apoio do Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia (Irdeb), vinculado à Secretaria de Comunicação Social da Bahia (Secom).

O diretor do documentário, Manuca Passos, que é professor e pesquisador de história oral, diz que conseguiu registrar na série “que a experiência de Antonio Conselheiro resultou numa memória coletiva popular, nessa teimosa e insistente região do semiárido baiano”.

A origem, as causas e o massacre da guerra são analisados por historiadores e pesquisadores locais. “O sertão de Canudos plasmou uma experiência única no Brasil do século 19, de construir uma sociedade autossustentável por um beato que incomodou a classe dominante da época”, enfatiza Manuca.






MINHA VIDA ESCOLAR
SANDRA RIBEIRO

Um livro escrito de forma completamente diferente e inusitada, com capa muito bonita. RECOMENDO!

Compre pelo link abaixo:



  
“Neste ano tive meu primeiro contato com a música. Tínhamos aula de teoria musical e flauta doce.O que mais chamava minha atenção, nestas aulas, era um colega de classe, que tocava flauta só de ouvido, ou seja, sem partitura alguma. Nós só levávamos a flauta nos dias da aula, ele, porém, não ia à escola sem ela.Quando ouvia o som de outras classes tendo aula de música, pegava sua flauta e executava a melodia que estava ouvindo, que a meu ver, era perfeita.Em todos os intervalos ele tocava uma música diferente. Anunciava a chegada do professor tocando. Nós já reconhecíamos o professor pela música que ouvíamos. Um grande  talento"

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"FORMAÇÃO EM SERVIÇO "
DE MARIA EMILIANA LIMA PENTEADO





Em seu livro, título deste álbum, a autora descreve na página 67, uma citação de uma diretora de que os professores são tímidos e agentes secretos", pois não querem mostrar os trabalhos maravilhosos que realizam em sala de aula... Isto me fez lembrar de um projeto que realizamos juntas: Maria Emiliana Lima Penteado, (quando era POIE) ,Olívia Spinola e Elisabete R.M. Brandão (Liz Rabello), na EMEF Henrique Fontenelle,  que jamais saiu das paredes da sala de aula, mas que foi motivo de muitas risadas, alegres momentos e aulas criativas e bastante significativas não só no quesito das técnicas de Informática, como no desenho, na linguagem, na emoção e desenvolvimento do trabalho coletivo.



O Projeto foi uma construção de um ALMANACÃO FONTENELLE. Os alunos criaram em duplas ou em trios personagens e depois disto, utilizando programas de computador, criaram histórias em quadrinhos. O resultado final foi exposto na Mostra Cultural 2002.






RELEITURA DOS QUADRÕES  DE MAURÍCIO DE SOUZA E DE OBRAS  DE ARTE


Em seu livro, "FORMAÇÃO EM SERVIÇO", MARIA EMILIANA LIMA PENTEADO salienta a importância do trabalho coletivo e autoral. Projetos que tenham como base algo que os próprios professores junto com seus alunos tenham elaborado. Isto me fez lembrar de um projeto que realizamos juntas: Maria Emiliana Lima Penteado, (quando era POIE) e eu, na EMEF HENRIQUE FONTENELLE em continuidade com o Projeto ALMANACÃO FONTENELLE. Revisitamos obras de arte e a exemplo dos Quadrões de Maurício de Souza, que faziam sucesso na época, aproveitamos os personagens criados pelos alunos e desenvolvemos estes trabalhos de desenho e pintura. Foram aulas ricas em criatividade, alegria e brincadeiras. Houve muito interesse por parte dos alunos. As aulas passaram voando e realmente fomos muito felizes nesta ocaisão. O resultado final foi exposto na Mostra Cultural 2002.













NO MEU PARAÍSO HÁ UM LOCAL MARAVILHOSO PARA SE LER AO AR LIVRE... HOJE LI POEMAS DE MARCELO ADIFA (EXÍLIO), CONTOS DE MARIA LUIZA VARGAS RAMOS (DECIFRA-ME|) E TERMINEI DE LER FORMAÇÃO EM SERVIÇO DE MINHA AMIGA MARIA EMILIANA LIMA PENTEADO... APERITIVOS PRA VOCÊS LÁ NAS FOTOS...


Minha amiga inseparável  está sempre do meu lado...  Varetinha!



"Vó, do que você sente saudade? (...) Tenho saudades de mim, daquela menina curiosa que prestava atenção em tudo e parecia querer devorar o mundo de uma só vez. (...) de ver meu pai tomando chimarrão na cozinha quando eu levantava sonolenta para o colégio; da minha mãe de camisola e roupão, caderno lápis na mão, tomando minha lição até que eu respondesse tudo certo..." 
(Respirando Saudade, página 86, de Maria Luiza Vargas Ramos)



"O meu caminho na educação sempre foi marcado por incessantes buscas de possibilidades de transformações da minha prática à luz de teorias significativas." 
 ( Maria Emiliana Lima Penteado, página 17)


"Nem sempre o caminho escolhido é o certo, contudo a estrada valida os passos dados. Melhor andar errado que permanecer parado."
 (Marcelo Adifa, página 51)



ANTOLOGIA POÉTICA I

I PRÊMIO CANTINHO GIRASSOL DE POESIAS


HOMENAGEM A CÓRDOBA JÚNIOR


ENTRE OS AUTORES CONVIDADOS O POEMA QUE MUITO APRECIEI FOI ESTE:


MEU FILHO CHEGOU

Quanto amar é preciso?
Para um filho receber
Sem se importar...
De quem filho antes era.

Quanto tempo é preciso?
Para o amor florescer
E brotar a certeza...
De quem sempre foi meu.

Finalmente... Chega o dia.
De todos...  O mais aguardado.
Hoje me alegro,
A espera terminou.

Esse completo estranho
Agora... É meu filho querido!
Alegrem-se comigo,
Meu filho chegou!

Luiz Roberto Monich


UMA NOITE PRA LÁ DE EMOCIONANTE E ESPECIAL...   SARAU PALAVRA ENCANTADA... ANIVERSÁRIO DE DOIS ANOS  E  LANÇAMENTO DA NOSSA PRIMEIRA ANTOLOGIA...   FELIZ DEMAIS




PALAVRAS DO MAIOR DE TODOS:  O IDEALIZADOR DO SARAU PALAVRA ENCANTADA ZÉ MIRANDA... MAS QUE TRADUZEM AS MESMAS IDEIAS QUE SEMPRE EMBALARAM MEUS SONHOS, TALVEZ SEJA ESTA A RAZÃO DE ME SENTIR EM CASA QUANDO ESTOU COM OS AMIGOS GIRASSÓIS...

A ARTE DO POVO PARA O POVO

"A arte vai onde o povo está, e nada é mais democrático do que misturar no mesmo pacote teatro, música, dança, poesia exposição e todas as manifestações artísticas possíveis produzidas coletivamente pelo publico para o publico. Assim é o sarau palavra encantada.

Sejamos a favor da dança que desafoga. Da música que não embala os adormecidos. Da literatura das ruas despertando nas calçadas. Pela periferia unida, no centro de todas as coisas. Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais de que a arte vigente não fala. Contra a surdez a mudez artística e pelo artista que não compactua com a mediocridade.

Vamos defender a arte que liberta, que não pode vir da mão de quem escraviza. Sejamos, pois, a favor da poesia periférica que brota na porta do bar. A favor do teatro que não venha do ter ou não ter. A favor do cinema real que não iluda. Das artes plásticas que querem substituir os barracos de madeira.

Dos becos da periferia há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. A voz que galopa contra o passado pelo futuro de todos. Pela arte e pela cultura no subúrbio, pela universidade para a diversidade. Contra a arte patrocinada pelos que a corrompem. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico"

(Zé Miranda)











MANHÃ DE LANÇAMENTO DE MAIS UM LIVRO DA EDITORA BECO DOS POETAS 

 "POETAS DA PAULICÉIA"  DE MIRIAN WARTTUSCH E MARIA LUCIA LOPEZ

UMA MANHÃ REPLETA DE SOL, DE LUZES, COM O BRILHO DAS ESTRELAS, NO CÉU CAMINHO DO MAR...


EMBRIAGUEI-ME COM LICORES DE ESTRELAS

Fui presa fácil de um cometa foragido, que encontrei
meio perdido e abriguei nos meus abraços.

Trazia os sonhos de mil planetas encantados.

Fui presa fácil, amizade colorida, tive o brilho da alegria,
vesti inéditas fantasias;

Embriaguei-me com licores de estrelas, derramei na
ventania, pingos de ousadia;

Tive mil noites de carícias impensadas;

Fiz confidências à uma nuvem que passava;

Fui possuída pelos raios da aurora;

Fui presa fácil de um cometa exilado que fugiu como um relâmpago em plena madrugada, roubando meus encantos de mulher apaixonada.

Maria Lucia Lopez


DESATANDO NÓS

A nossa vida é um eterno desatar de nós...
Desfazer amarras e erguer a nossa voz!
Sempre haverá aquele a nos jogar no fogo,
Mas a vida é isso: nasta entrar no jogo.

Nada de esmorecimentos, ou fraquezas,
A vida é feita de alegrias e tristezas.
Numa sequência sem fim de nós a desatar,
Alguns nós na vida alheia, também vamos dar.

Tudo faz parte deste eterno aprendizado
- É uma alegria desatar um nó bem dado!
Na vida, companheiro, nem tudo é bom pra nós.
Você só vai crescer quando aprender a desatar os nós.

Mirian Warttusch


ENDREDONS DE ALECRIM


Por um longo tempo fiz morada nas estrelas, acalentei as tempestades em endredons de alecrim, fui vulnerável à cada fase da lua, inconsequentemente entreguei´me a um cometa e vesti todas as fantasias que se moldavam em mim: fui andorinha num finzinho de primavera - houve um tempo de espera - enquanto cultivei begônias, fiz ninhos de colibris, descansei num arco-íris de uma ternura sem fim. Houve um momento mágico de um rei da alegria. Cataloguei a felicidade que até então desconhecia.

Maria Lúcia Lopez


VIVÊNCIA
Quero contar para vocês aquilo que descobri
Ser extremamente jovem - não é difícil, senti,
Sorrir sempre com alegria, viver com intensidade,
Não importa os nossos anos, mas nossa jovialidade.


É da maior importância, de juventude entender
- Coração não envelhece - faça-o de amor bater!

Ame sempre tudo e a todos, que estiverem ao seu redor,

Semeie a paz e a concórdia, dê de si sempre o melhor.


Transmita os ensinamentos que a vida lhe ensinar,

sua bagagem e vivência - construir, edificar,

Dignidade e respeito sejam o seu maior legado,

Serão a maior fortuna que você terá deixado.



(...)


Mirian Warttusch 




DA TEMPORALIDADE

Seria Maria das Mortes, se não fugisse da seca,
se não resistisse à desolação, se não tivesse imigrado qual
Se fartando de lágrimas, chorava Maria...
o galo cantava. os ipês floriam...

Seria Maria da Esperança, se não tivesse as
marcas da fome, da sede e da desolação,
se não tivesse a lembrança de Maria criança,
sem afetos, sem teto, sem sonhos e sem pão.

Fugia da seca do jeito que podia, num
jumento esquelético. Trazia uma trouxa de trapos
encardidos... deixara a gamela, a trempe, as panelas de
barro no chão.
Deixara as lembranças do lírio do brejo,
seguia sem destino. No fim da estrada parou
para escutar o canto derradeiro do azulão.

Chorava Maria a sua ilusão, a juriti cantava
e a cigarra vadia saudava o verão.
Seria Maria das Águas possuidora de um poço
de lágrimas? Pensava baixinho nos açudes dos
rios, pensava baixinho pra não agourar.
Havia ausências de pão e de carinho...
Chorava Maria com filho no ventre...
- predestinação -

Enquanto a terra queimava, o gado morria, as
Andorinhas imigravam. Maria gemia. Maria paria.
Da temporalidade
Minha infância Encantada.

(...)

Maria Lúcia Lopez


ATALHOS DE SONHO

Venha me dar o teu abraço quente...
Boca na boca, me ofereça um beijo ardente!
Hora de entrega, paixão, corpo presente,
Sentir-te pleno, no embalo do meu ventre.

Antes do sol, te apressa... vem ter...
A madrugada não nos poderá conter.
Lençóis desfeitos, sangue a nos ferver,
E as estrelas altas já a se esconder...

Mãos ansiosas, percorrem, eletrizadas,
Nossas loucas veredas, sendas desbravadas...
Trilhas de sonho, as mais lúdicas estradas.

Magníficos oásis, naturezas incontidas...
E quando me sentires, atada e exaurida,
Explode e te derrama... faz nascer a vida!

Mirian Warttusch




DE MARIA LÚCIA LOPEZ PARA ANA CRISTINA

 BROTEI ESTRELAS NAS MÃOS

Me joguei de corpo e alma
Quebrei correntes...
Desbravei sertões, daqui.
O calor não me assustava
As minhas garras me aqueceram as entranhas.
Desfiz teias de aranha
Sobrevivi...
Bebi fel, quando meu corpo reclamava mel.
Colecionei vagalumes e deles roubei a luz.
Tive uma constelação toda minha.
E brotei estrelas nas mãos.
Estrelas só minhas...

Maria Lúcia Lopez (In Buquê de Luas, Poetas da Paulicéia, Beco dos Poetas, 2015)


DE ANA CRISTINA PARA MARIA LÚCIA

ESTRELA CADENTE

Olho para o céu, 
É o que parece ser,
Uma estrela cadente,
Acabei de ver.

Não sei o que pedir, 
Mas tenho que desejar.
Algo importante,
Para se realizar.

Um pedido eu já fiz,
E logo irá se realizar,
A estrela virá,
Mas sua missão ela cumprirá!  

Ela acabou de sumir,
Mas eu não me preocupo.
Pois sei que está a realizar
Outro pedido em outro lugar.

Ana Cristina Rodrigues Henrique in SEMENTES DE ANA CRISTINA, Editora Essencial


HOJE ENTREGUEI O LIVRO "POETAS DA PAULICÉIA" DE MARIA LUCIA LOPEZ E MIRIAN WARTTUSCH ARA A SEMENTINHA POÉTICA ANA CRISTINA RODRIGUES HENRIQUE...



FINALMENTE CONSEGUI O AUTÓGRAFO DE IKEDA AUTOR DE " A VIDA DO SAMURAI É A MORTE", PELA EDITORA BECO DOS POETAS
"As verbas destinadas para fins bélicos fossem aplicadas em prol da PAZ, os sete bilhões dos seres humanos poderiam obter suprimentos alimentares e habitações "SUBDISIADOS"...






UM POUCO DA POESIA DE LOPITO FEIJÓO, UM ANGOLANO MUITO CONHECIDO PELOS ARES DE PORTUGAL, ANGOLA E BRASIL

CONTIGO
nasceu um menino, Crescerá talvez
certamente crescerá.

Do leite do teu seio
o pequenino
doce sentimento. Histórico
brando minha senhora
humilde proletário
a infância dura firme
pois o menininho
no seu ninho cres/SERÁ!
Lopito Feijóo

De noite
Incendeia-me o olhar
amor -
uma estrela espreitando-nos
a vida por dentro
intimamente sólidos
de arbusto em arbusto
memórias
infinita (s) mente (s) viva (s)
afirmação sublime
desejo monumental
coração, vital, coração.
Lopito Feijóo



CONHECI LOPITO FEIJÓO NA ALPAS DURANTE MINHA POSSE, EM PORTO ALEGRE. COMO ESTÁVAMOS NO MESMO HOTEL, NO CAFÉ DA MANHÃ, TROCAMOS LIVROS, TIRAMOS FOTOS E TAMBÉM DEMOS AUTÓGRAFOS MUTUAMENTE. JÁ EM SÃO PAULO, CARLOZ TORRES FOI COM ELE NA FLINK E PARA SUA SURPRESA, NA MESMA MESA DE CONFERÊNCIA ESTAVA MARCELINO FREIRE, UM GRANDE AMIGO, JURADO DO CANTINHO GIRASSOL, NO I PRÊMIO PALAVRA ENCANTADA... COINCIDÊNCIAS DO DESTINO...











“Desejos de Aminata” do escritor Lopito Feijóo, cuja apresentação coube ao também escritor António Panguila, faz uma ousada incursão na poesia erótica, tendo como musa inspiradora a sua esposa, AMINATA, companheira de vida e mãe dos seus filhos. Além de dar título à obra, Aminata, corporiza também o amor físico que o autor enaltece, como parte integrante e essencial do amor total pelo ser amado. Despido de falsos pudores, Lopito Feijóo desvenda recortes íntimos da sua paixão por Aminata, na qual concilia, em perfeita harmonia, as várias dimensões em que se desdobra o amor.

Nascido em Malanje, Lopito Feijóo, estudou Direito na Universidade Agostinho Neto. Foi Deputado na Assembleia Nacional e fundador da Brigada Jovem de Literatura de Luanda. É membro da União dos Escritores Angolanos e atualmente, presidente da Sociedade Angolana do Direito de Autor. Também é membro da Academia Brasileira de Poesia “Casa Raul de Leoni” e membro da International Poetry dos EUA e da Maison Internationale de la Poesie em Bruxelas.

Entre as obras de poesia já publicadas destacam-se “Doutrina”, “Me ditando”, “Rosa Cor-de-Rosa”, “Cartas de Amor”, “O Brilho do Bronze – Haikais”, “Marcas da Guerra”, “Lex& Cal Doutrina”. Na crítica e ensaio, publicou “Meditando, Textos sobre Literatura” e “Geração da Revolução”.


É membro efetivo da ALPAS 21, em Cruz Alta, Porto Alegre, onde o conheci quando de minha posse.




MIRINHA

Mirinha, novela de Dalton Trevisan, é bem um exemplo de texto conciso, toda vida de uma menina magrinha, novinha de quinze anos, que se transforma em mulher, em apenas um conto, com uma linguagem bem rápida, onde os personagens passeiam pelo texto, sem se manterem fixos, saltando das páginas para a vida, sem nomes, sem endereços, mas nem porisso deixando de ser bem escrito:

“Chegam os homens. Uma zorra violenta. O som ao máximo – os vizinhos reclamando. No quarto, ela bebe na garrafa de rótulo amarelo. Demais a gritaria, fecha-se no guarda-roupa. Encolhida, a cabeça no joelho, mãe embalando o seu nenê, que é ela mesma. Lá fora a festa selvagem. De repente o silêncio no fundo negro do poço: ela escuta a unha crescer.”

Recomendo.

Liz Rabello



60ª FEIRA DE LIVROS DE PORTO ALEGRE
UMA HISTÓRIA DE MUITAS HISTÓRIAS

TARDE DE AUTÓGRAFOS DE JEAN WILLYS... 
"TEMPO BOM, TEMPO RUIM"


UMA DE MINHAS MELHORES AQUISIÇÕES EM PORTO ALEGRE FOI ESTE LIVRO, QUE ELUCIDOU PONTOS NUBLADOS DO PENSAMENTO POLÍTICO ATUAL, COMO POR EXEMPLO, O QUE É SER DE ESQUERDA HOJE:




CONTOS EN... CANTOS  &  PERIPÉCIAS  LEITURA OBRIGATÓRIA DO NOSSO AMIGO ANDRADE JORGE...  NOVO LANÇAMENTO AMANHÃ NO CANTINHO GIRASSOL...

O primeiro conto A MULHER DO BARBEIRO,  trata de um assunto muito corriqueiro de forma inusitada e criativa, a mulher traiçoeira... Foi o que mais gostei....PENSOU EM MIM?  é quando se descobre que a Matemática pode ajudar nas loucuras do amor...MORANGO COM CHANTILLY...  É uma mistura de sensualidade, traição, desejos e vingança bem arquitetado, no ponto, para entreter aqueles que adoram pitadinhas de palavras...  RECOMENDO!





"O TESOURO DA CASA VELHA"

CORA CORALINA

Quando em 2010 fui à FLIP 8 - FEIRA INTERNACIONAL DE LITERATURA EM PARATY, fiquei muito espantada de poder comprar algo inédito, de Cora Coralina... Este livro constitui mais uma fatia da poesia feita de memória... Publicado após sua morte, demonstra mais uma vez que esta linda senhora tinha a sabedoria à flor da pele, fazia poesia ao reproduzir a linguagem bruta do interior goiano, encontrando o melhor de sua expressão literária no cotidiano. Só teve seu primeiro livro publicado em 1965, aos setenta e seis anos de idade. Morreu em 1985, aos 95 anos, não sem antes escrever este livro, publicado recentemente. São vários contos, sendo que o que mais gostei foi CANDOCA, que acha um tesouro e não quis compartilhá-lo com ninguém, apesar do receio de uma maldição, que se realiza... Então, após sua morte, volta para contar sobre o achado a uma professora, com quem tinha uma relação de CONFIANÇA. Outro conto belíssimo é a história do seu primo Zezinho, a quem um velho tio ensinava a ler e a contar, à força de bolos de palmatória, uma história dura e triste, donde se desprende uma insinuada revolta contra a humilhação de uma criança que gostava de observar os pássaros e os bichos da Fazenda Paraíso... Não por acaso, minha trajetória de vida demonstra que o texto possui uma verossimilhança com a realidade... Sou professora e sei, por experiência, que devemos ficar atentos ao que realmente ensinamos quando temos intenção de ensinar algo, porque nosso corpo, nossos gestos falam muito mais do que as palavras... Recomendo... Boa leitura!

Liz Rabello



Escrito em 1975  pelo escritor paulista Raduan Nassar, Lavoura Arcaica narra a história de André, filho de uma família de trabalhadores rurais, apegados às tradições cristãs e que vivem sob a palavra e forte autoridade do pai. Para fugir deste sistema familiar, que ele considera opressivo, André sai de casa e passa a morar em uma pensão, onde é encontrado pelo irmão mais velho, Pedro. Neste encontro, André conta as suas razões para abandonar a família, explica a sua oposição à ordem estabelecida pelo pai e do seu amor pela irmã Ana. Pedro o convence a retornar à casa paterna, mas sua insatisfação não desaparece com o retorno, ao contrário, em conversa com o pai expõe as suas idéias, argumenta e é duramente repreendido. Sua insatisfação parece não ter limites.



A narrativa do personagem André tem a força de um titã, pisoteando a ordem estabelecida no lar, o empenho familiar no “trabalho para prover o pão”, a “palavra do pai”, tão impregnada de autoridade, da força da tradição e da “vontade de Deus”. A fala de André é um forte questionamento à autoridade do pai, numa tentativa de abrir caminho para a manifestação individual, de ter o direito de ser ouvido, de “ter um lugar à mesa da família”. Para ele, obedecer ao pai e manter a tradição inspirada no avô significa mutilar-se, abrir mão da individualidade. Este livro poderia representar um grito de revolta contra o sistema político e social da época em que foi escrito. Mas é muito mais: a narrativa densa e vertiginosa insere o leitor nos obscuros caminhos dos instintos e de uma quase loucura na busca por satisfação de desejos primitivos.  


O livro transformado em filme faz jus ao escritor e é tão belo quanto:



Filme e livro são lindos, tão intrigantes quanto tristes, 
quanto bruto e selvagem pode ser o amor.


A Cabana, de William P. Young narra a história de um pai, que sai de casa em busca de explicações de por que Deus permitiu que sua filha fosse assassinada, e seu corpo jamais ser encontrado. Dor sem igual em busca de respostas por que uma criança de tão pouca idade foi tão brutalmente sacrificada. Esta indagação, repleta de paixão, ódio, decepção, culpa afasta o pai de Deus. E é esta trajetória que é narrada. É lindo! Uma busca por Deus nos infinitos de nossa própria alma. A gente o perde quando algo muito triste vai embora com Ele. Mas o reencontramos quando a paz e a misericórdia divina de Deus retorna para nosso coração.

O filme "A Cabana" é tão emotivo e profundo quanto o livro. Retrata fielmente a trajetória de um pai em busca de si mesmo e do PERDÃO que é preciso ocorrer dentro de cada coração antes de perdoar os outros. Narra o quanto não podemos agir como se fôssemos DEUS e julgar os erros dos outros. Retrata a busca da liberdade interior e o quebrar dos grilhões que assolam nossos caminhos e nos aprisionam na dor.

Assistiria o filme novamente tanto quanto gostaria de ler de novo o livro que li há anos atrás.

Veja o trailler oficial do filme:

https://youtu.be/tbpGAowldac


23ª BIENAL DE SÃO PAULO 2014



EXÉRCITO DE LEITORES


COMUNHÃO DE ESCRITORES


FESTA LITERÁRIA




LANÇAMENTO ANTOLOGIA DELICATTA IX  

MELHORES FRAGMENTOS



" (...) Diferentemente do olhar comum dos homens comuns, aquele era mais firme, insinuante, ganacioso, até um pouco agressivo e olhava dentro dos meus olhos, mas era como se inteira e completamente me desvendasse. Naquele instante não me reconheci gelei, tremi, faltou-me o ar, todos os meus sentidos estavam presos naquele único andar. (...) "

Luiza Moreira (São Paulo - SP)


"(...)
 Livros naufragam palavras
Sons deslocam chamadas
batidas de corações
alcançam pensamentos
(...)
mãos que se descuidam
se agarram, se tocam
realidade ficção
a  quatro mãos voando
virando páginas da vida!"

Liz Rabello (São Paulo - SP)



"Ah! O amor...
Sentimento avassalador,
Sentimentos que fulmina os corações,
Move a essência da vida.

Negra é a noite,
Negro é o ébano...
Mas nada é tão enigmático, tenro,
Mais voraz, mais transcendente...
Do que dois corpos... negros...
A entrelaçarem-se à sombra da negra noite,
A luz do luar..."

Heloiza Santana (Ferraz de Vasconcelos - SP)



"Desnudo minh'alma
Na ânsia
De encontrar em mim
Uma fagulha de ti..."

Mara Pittalga (Itaara RS)


"(...) Ao fundo, as notas de uma arrebatadora canção arrastavam-nos para os encantos do amor, fazendo-nos acreditar que o universo, naquele momento, deixaria de girar e, cúmplice, aplaudiria o encontro de dois seres apaixonados. (...) Não falávamos nada naquele momento, não precisava, os olhos e as batidas do coração falavam por nós. (...)"

Júlia Rego (Salvador - Bahia)



"As ondas da paixão
Querem me levar,
Mas eu não posso,
Deixar-me afundar.
No seu amor
Quero flutuar,
Sem o perigo
De me afogar."

(...)

Carlos Eduardo de Carvalho Vargas (Curitiba - PR)


DESEJO

Negas-me o teu corpo...
Não importa!
Te amo na poesia
dos poemas que faço...

Do teu céu da boca,
mastigo as estrelas,
bebo-te inteiro,
e de tanto desejar-te, 
te viro do avesso
E te faço meu...

Antes que me faças louca!"

Leide Borges (Goiânia - Goiás)


" (...)Lembro-me da minha infância na chácara do meu tio junto a meus primos, na disputa de quem conseguia devorar mais daquelas suculentas amoras, sempre aos berros disputando o espaço debaixo das amoreiras, descalços, com a sola dos pés manchados com aquela nódoa roxa, que depois teimava em não sair no banho, "nem com caco de telha" brincava minha avó. (...) Hoje esta chácara já não existe mais, mas andando pelas ruas da cidade nesta época do ano, as vejo por aí, espalhadas aos montes em parques, praças e vias públicas, sendo esquecidas e até ignoradas durante o ano, até a chegada da primavera. Então vejo "caçadores" parando, durante uma caminhada ou na volta do trabalho, sob suas frondosas sombras, se equilibrando nas pontas dos pés, apanhando-as e se fartando, com estas frutinhas arroxeadas, delícia! Vergonha, por quê? Afinal de contas todos nós já fomos crianças um dia e relembrar sempre faz bem!"

Karina P. Issamoto (Taubaté - SP)


"Igual a um cometa, espalhou seu brilho numa trajetória fugaz. Sua presença só lhe fez bem. Deu-lhe mais vida, mas também a dor da saudade. Desde então, ele observa o céu. E agora tem certeza que a localizou. Traçando uma perpendicular imaginária ao sul das Três Marias, até parar numa estrela muito linda, que só pode ser ela. (...)"

Anizio Canola (Araçatuba - São Paulo)


"(...) Há uma multidão, até a polícia já a acompanha de longe tentando conter os ânimos dos que a seguem, fez-se um tumulto. Ela para e a multidão também. Olha a todos, mas não se intimida e segue novamente. Acentua mais ainda seu rebolado, o que deixa o povo ainda mais eufórico. (...) "

J. Machado (Laguna - Santa Catarina)


"Essa tal Amanda (...) Gosta de música. Preferência? Alta, bem alta. Nesse caso está fora de cogitação vê-la sentada, só vendo a banda passar. Procure-a no meio da pista, em cima do palco ou no aconchego de um abraço, é BEM aí que ela vai estar. E é ali que ela vai estar BEM! Derrete-se fácil com o calor, com flores bonitas e com palavras bem ditas (ou bem escritas). Afinal ela vive de emoção e escreve o que vive. Ou não. (...)"

Amanda Fabris (Limeira - SP)


"Na íngreme caminhada da vida
há riso profundo
vagueando
entre encontros e desencontros
no centro desconhecido
místico
de cada ser."

Jânia Souza (Natal - RN)


"Para morrer de amor... no carro o moribundo morreu rapidamente pelas curvas sinuosas do teu corpo de mulher. Conheceu tua geografia, saciou os desejos e pela estrada da vida estacionou várias vezes na mesma esquina procurando por outra."

Rosângela Oliveira Santos (São Caetano do Sul - SP)


"(...) Como falar das coisas sem palavras?
depende da coisa,
quando não é qualquer coisa,
me fogem as palavras.
As palavras nem sempre mudam as coisas. 
Mas as melhores coisas
merecem as melhores palavras,
quem sabe assim
Acontece alguma coisa."

Éverton Rocha Carneiro (Xique - Xique - Bahia)



"Menina gaúcha, tão simples, tão linda,
Não se deslumbra, quando incandescente
Faz a noite inaugurar todo o brilho, de
Suyas estrelas silenciosas, permanente
Dança de infinitos (...)"

Héber Bensi - São Paulo - SP


"Venho de um tempo onde ele se perdeu em meio às memórias escritas no vento. Dos aplausos, da magia dos espetáculos, do brilho das luzes, do luar das estrelas a cantarem doces melodias em meu ser. Do tempo em que se fazia magias a sussurrar pelo vento. Do tempo em que se viam sereias cantarolando. Da força da mãe terra a contar histórias a seus filhos. Venho de um tempo onde se podiam ver as salamandras dançando na brasa. Do tempo onde se podia voar do infinito azul do céu. Onde a expressão de abrir as asas era pura realidade..."

Manu Dijin Cristina (Santo André - SP)


"Quando escrevo escapo de mim"

Atos. Agir. Progredir. Simplesmente. Aproveitar o colorido, antes que a negratividade chegue. Sim! NEGRATIVIDADE: Ato de deixar no escuro o que um dia prometeu luz. Se a promessa é de luz, acenda. A vida progride, proíbe. Mas o coração se contradiz, mantém-se vivo diante das impossibilidades...

Frustação, ontem.
Novo desejo, hoje.
Vida que segue.
Cega...

Márcia Alcântara (Santo André - SP)






LANÇAMENTO ANTOLOGIA "CAFÉ COM VERSOS"  



MELHORES FRAGMENTOS



"Acordei e vi que eram sete horas da noite. Como eu pude dormir tanto? Levantei e fui para a sala. Ela não estava. Fui ao banheiro, também não estava. Ah, claro! A cozinha! Sobre a mesa, um prato, um garfo, uma faca, um copo, uma taça, uma garrafa de vinho, as rosas que ela me dera no café da manhã... Os botões se abriram... E um bilhete.  (...)  Quero agradecer por sua bondade. Preencheu-me de esperança e de alegria. E foi sua bondade que me trouxe de volta as lembranças. Sei quem sou, de onde vim e para onde vou... Giulia, eu nunca vou esquecer os seus olhos... Seus lindos olhos com a cor do mar azul... "


Rose Madeo


LAÇOS DE AMOR

Há sempre um ponto
Uma encruzilhada
Um banco
Uma esquina
Um lance de olhar
Uma gota de orvalho
Uma luz ao luar
Uma fonte a jorrar
Uma chuva constante
De lindas notas musicais
Onde o amor está!

Liz Rabello


MADRUGADAS NUAS

"Nosso amor é como
um tremor de terras.
A noite chega trazendo
você perdido nas madrugadas,
Com atesto de afeto e desejos
esperados, ah você sabe dos meus segredos
guardados no peito, juntos ficamos
sem palavras"
(...)

Penélope Listeak


A TROCA

Sim! Eu continuo aqui
distante do passado
de frente ao futuro
para onde não temo ir...
Relembrando apenas
entre alegrias e lágrimas
as imagens que vivi
em perfeitas cenas
ou muitos atos falhos...

Reggina Moon


Nas horas vagas
os vaga-lumes iluminam o caminho
vagam de fininho
em direção ao descanso.
Eu, manso, me misturo ao bando
acendo uma ideia na cabeça
e antes que eu esqueça
voo de marcha à ré.

André Anlub


AFLORA EM MIM

Aflora em mim um desejo
E num rápido lampejo, 
já sei como saciar...
Em teus lábios, em teus beijos,
tenho sede de amar.
Tocando minha alma,
 Penso na magia que seria, 
um passeio em pleno jardim.
De mãos dadas,
 juntos na mesma estrada.
Fingir que tu me levas
Ao delírio, ao luar...
Ninguém sabe o que é pecar,
A liberdade nos une.
Não há castigo, não há lei,
só um sonho que sonhei.

Adriana Leal


ADEUS

"Digo adeus aos meus medos
E a tudo que me deixou sem versos
Sem abraço
Sem palavras
Sem história pra contar
A canção certa que não ouvi
A paz que não senti."

Dú  Karmona


POR UM AMOR SÓ MEU

Se por te amar é criar sonhos
dentro do coração
traduzi-los em poesias e prosas
desfolhando meu ser
Sim!! Eu quero este amor
quero tudo em laços de amor
em flores pela alma
canções dentro da pele
e sussurrar do mais belo amor
rodeando meu ser
sim eu quero este amor
(...)

Manu Dijin

LANÇAMENTO ANTOLOGIA

 "MANIFESTO PELA PAZ II"  


MELHORES FRAGMENTOS


CAPA

PINTURA DE ROSEANE CEOLIN


"TODO POETA DEVERIA SER CIDADÃO.  TODO CIDADÃO DEVERIA SER POETA"

Aline Romariz e Teco Seade


ASSUSTADOR

O mar avança
sobre o rio
indefeso
diante desta magnitude
pobres águas doces
rebelam-se,
fortes,
arrancam terras,
capelas,
e sobre a propriedade
se dilacera.

Liz Rabello


PRESENÇA DE AMIGOS AMADOS


(...)
Queria te falar de paz
lembrando dos gritos e estouros dos balões de gás
das festas infantis e não de bombas

Queria te falar de paz
te mostrando as ruas de nosso bairro
os muros pichados com frases de amor
os bancos das praças com velhos tomando sol e jogando dominó

(...)

Queria te falar de paz, meu filho!
Me perdoe, hoje essa palavra teria de ser reinventada
(...)

Adriane Lima


OITO MINUTOS EM ALEPPO

É como se tivesse nascido de novo
Debaixo de escombros
Um parto difícil
Acolhido pela vida
Um choro fraco, contido.
O medo, os olhos fechados,
O corpo franzino, assustado
(...)

Ilza Nascimento


SE PUDÉSSEMOS ESCOLHER!

Ouço mas não quero ouvir;
Vejo mas não quero ver;
Sinto o que não quero sentir;

Se pudéssemos escolher!

Gostaria de paralisar
as mãos frias do homem que atira;
Trocar as palavras agressivas por gestos de amor!
Mas não é assim...

(...)

Silvana Gonçalves Luiz


CELESTE PAZ

(...)
Em meio a tantas guerras
Devemos cultivar a paz
Dentro de nós mesmos
Pois só assim poderemos
Ofertar amor e consolo
Aos que padecem de dor
Aos que imploram pão
Aos que necessitam de proteção!

Rosa D' Saron



FORMIDÁVEL CORAÇÃO

Amanheceu ventando!
Frio para um dia de verão.
Não sei o que me vai na alma!
Nem no coração!
É a sensação de...
Sei lá...
Aquilo: Como se faltasse uma coisa para completar o quebra cabeça
Formidável esse meu coração:
Vive abarrotado de lembranças!!

Rosana Marinho


CLAMOR POÉTICO... PAZ!

Traz a harmonia do deserto...
O fulgor dos lugares incertos...
Vem, amor, sentir... Você é capaz!
(...)
Vem galgar as montanhas incertas, os caminhos das grutas desertas,
Um cavalgar seguindo a divina luz...

Dilce Nery Toledo


(...) "Para além dos portões, os poucos que se atrevem a sair - não por opção, mas necessidade - caminham passos largos repletos de medo. Como estivessem loucos, sentem-se perseguidos até por seus pares, ou pelas folhas que balançam nas árvores. Um tiroteio rompe as estreitas ruas da favela. O toque de recolher já foi há horas, mas ainda assim as facções assustam e esmagam os justos dali." (...)

Teresa Azevedo


VINTE CENTAVOS

Minha poesia é minoria
´
e estigmatizada, discriminada
É desigual e exclusiva.
É inferior.
Mas também é resistência.
Minha poesia sobe barraco.
Cata bituca na rua.
Bebe no boteco da esquina.
Minha poesia é menina.
Se vende por uns trocados.
Vadia, não tem valia.
Só pagam vinte centavos.
(...)

Angela Ramalho


MANIFESTAÇÕES POÉTICAS PELA PAZ

(...)
Paz é o objetivo almejado
Nas casas, nas ruas,
Nas invernadas
Sem brigas, desavenças, Nem nada.

Respeito ao outro,
Aos limites.
E às opiniões
A paz só acontecerá.
Indiscutivelmente,
Quando houver
AMOR em todos os corações.

Rosana Nóbrega



A PAZ É SAGRADA

(...)
Penso que a paz só é verdadeira
quando invade a alma inteira,
quando o homem acolhe todo o homem
quando não mais necessitar falar de fome.

(...)

Kátia Storch Moutinho


PAZ?

O descrédito nos faz perplexos
Num mundo onde a dor é constante
Onde o amor é dissonante
E as lágrimas escorrem dos olhos

(...)

Flavia Assaife


"Paz não é um pássaro
Que voa despreocupado pela imensidão azul
E observa com delicadeza as sublimes atitudes
Também não é reagir contra o malefício
Contra atacar o tiro que sai do fuzil
com uma belíssima sentença
Às vezes palavras são inúteis, é necessário uma
integração composta de ações..."

(Michele Franzini Zanin)


A PAZ QUE PRECISAMOS

Entre choros e maltratos
pelas carências cotidianas
este povo, nós todos juntos, 
pelas fadigas sem restrições
soam gritos de agonia
O que será que precisamos?
(...)

Francisca de Caldas Menduiña


PAZ

Alva pomba delicada
pelo vento ameaçada
vento do ódio
do preconceito
do fanatismo
da intolerância
da intransigência
da ignorância
da violência...
(...)

Lu Narbot


HELP!

Peço a ele que imagine:

(...)
"Uma noite enluarada no Aterro do Flamengo com a pessoa amada, sem medo do assalto inesperado!
(...)
Das noites de São João, das alegres festas juninas, onde dançar, pular a fogueira e sonhar com um namorado faziam parte do momento..."

Conceição Gomes


SEMEANDO A PAZ

Não posso pedir paz para o mundo
Se meu interior foi imundo
Tudo começa por mim...

Arlete Trentini

"Sou um navegante errante na busca do seu eu veradeiro. Deixei de olhar as estrelas, sentir a energia do sol ardente, madrugar para observar o nascer do dia. Por isto sinto-me fraco nas minhas vontades de querer e poder."

Júlio César Bridon


 A VELHA ÁRVORE QUE FALAVA, DE ELZA GHETTI ZERBATTO, EDITORA DELICATTA, 2014


Trata-se da amizade profunda e sincera entre Maria, uma menina, e uma velha árvore, de como se entregam a sentimentos mútuos, que superam a destruição e morte, para renascer numa nova semente de vida.




O VALE DAS SOMBRAS

È muito triste um lugar onde seus gritos não podem ser ouvidos.
Onde suas lágrimas cairão e não terá ninguém para enxugá-las.
Um lugar onde haverá dor e rancor, onde o tempo não passa.
Um lugar pior que a prisão, você estará aprisionado com correntes."

(...)
Vagner Xavier



O INSETO QUE GOSTAVA DE ESTUDAR
É UM LIVRO FEITO A OITO MÃOS E QUATRO CORAÇÕES: 

Angela Ramalho, Flavia Assaife, Rosana Nóbrega e Vera Lucia Fávero Margutti.

Editora Iluminatta, 2004, Campinas - SP

TRATA-SE DE UMA HISTÓRIA INFANTIL, COM PARTICIPAÇÃO DIRETA DO LEITOR PARA  PREENCHER AS PALAVRAS COM O LÁPIS COLORIDO, ALÉM DA PINTURA DAS ILUSTRAÇÕES

"Gosta de fazer denguinhos mas não é mosquito da dengue. Suas picadas são beijinhos doces, onde imprime poesias."

ILUSTRAÇÕES E CAPA POR CONTA DE JULIANA LOURO



PROJETO DA ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS PORTAL DO POETA BRASILEIRO
INCENTIVO À LEITURA
POETA QUE LÊ POETA






ONTEM GANHEI DOIS PRESENTES DO MEU AMOR: UMA AGENDA COM MINHA PERSONAGEM FAVORITA E UM LIVRO DE CRÔNICAS "DIÁLOGOS IMPOSSÍVEIS"  DESTE ENCANTO DE ESCRITOR, QUE É LUIS FERNANDO   ver!ssimo...  QUE COMECEI A LER  NA PRÓPRIA LIVRARIA!  BOM DEMAIS!



Drácula e Batman discutem no asilo. Robespierre tenta subornar o carrasco. Goya e Picasso conversam sob o sol da Côte d’Azur. Juvenal planeja matar a mulher, Marinei, que o despreza. A recém-casada Heleninha pede conselhos ao urso de pelúcia.

Os Contos que mais apreciei foram "Don Juan e a Morte". Um sedutor que consegue "seduzir" a própria morte, antes de nela se perder...  "Bebel", que fala demais e age muito mais em prol do que acredita, que consegue misturar religião e capitalismo, deixando autoridades enlouquecidas. "Antigas Namoradas"... O homem que começa a enumerar num caderninho suas experiências amorosas e narra à própria esposa memórias dela, sem ser ela... Quem muito fala se estrumbica mesmo!

Qual um existencialista dotado de senso de humor, Verissimo persegue em suas crônicas o absurdo que marca a existência humana – salvo engano, a única que se preocupa com o seu propósito, o seu término e se alguém está falando demais na hora do pôquer. Em nenhum momento essa maldição se torna mais evidente do que na hora em que o homem abre a boca. Então, o que era para comunicar acaba é se enrolando. Nas crônicas reunidas neste volume, Luis Fernando Verissimo escreve sobre impossibilidades, incomunicabilidades e mal-entendidos. Escreve, enfim, sobre a vida.



Luís Fernando Veríssimo é meu escritor predileto. Adoro seu jeitinho bem humorado de escrever, utilizando frases curtas, finais inesperados. Inusitados destinos não imaginados pelo leitor, sempre pego de improviso nas malhas tecidas por suas mãos.

Liz Rabello


OS ESPIÕES DE LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

O autor constrói, neste livro, uma alegoria híbrida de mitologia, humor e mistério. Ainda se curando da ressaca do final de semana, na manhã de uma terça-feira, o funcionário de uma pequena editora recebe um envelope branco, endereçado com letras de mãos trêmulas. Dentro, as primeiras páginas de um livro de confissões escrito por uma certa Ariadne, que promete contar sua história com um amante secreto e depois se suicidar. Atormentado por sonhos românticos, esse boêmio frustrado com seu casamento, e infeliz no trabalho, decide tomar uma atitude - descobrir quem é Ariadne e, se possível, salvá-la da morte anunciada. Na mitologia grega, ela ajuda Teseu a sair do labirinto. No entanto, o autor cria uma Ariadne ao contrário, que vai enfeitiçando o protagonista e seus amigos de bar, os espiões deste livro.


TUDO QUE VICIA COMEÇA COM C

"Tudo que vicia começa com C. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c. Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco. Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito. Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura..."




SELVA DE BATON", de Candace Bushnell é livro fútil, pensei. Não gosto do individualismo competitivo da sociedade americana. Mas a vida de Nico, Wendy e Victory escapa deste mundo fútil, esvaziado de sentido em busca das profundezas da alma feminina. A mulher no poder, mesmo no século atual, sofre muitos preconceitos. É obrigada a todo instante ser melhor, sem deixar de lado, seus antigos afazeres domésticos. Na narrativa, as personagens se posicionam de forma que o leitor não sabe como cada uma vai se comportar até que certos desafios as colocam em posição de enfrentá-los sem medo. É isto que faz a leitura ser fascinante!





ANTOLOGIA BOA DE BOLA, lançada durante a Copa de Futebol FIFA, no RJ, pela Oficina Editores, na qual Andrade Jorge, confrade da ANLPPB,  tem uma participação com o poema Planeta-Bola, possui uma curiosidade: o livro tem formato redondo. Na verdade, eu não o li, ainda, nem mesmo tenho em mãos. Só que adoraria tocá-lo, fazê-lo deslizar entre meus dedos, brincar de jogar bola com letrinhas, afinal moro no Planeta Terra... Uma bola azul, redonda, que todos chutam para fora e que eu faço questão de equilibrar, nas mãos, no coração, na paixão, na sensação maravilhosa de ser uma italianinha brasileira.

 Liz Rabello


Li de um só fôlego. Conheci por dentro uma grande escritora, Amiga, Vencedora, pois imprimiu no papel suas lutas e dores, em tempo real. A autora narra suas experiências imobilizada numa cama, após um tombo fatal dentro de um ônibus. Num momento em que eu também necessito enfrentar minhas verdades, o livro "ENTRE QUATRO PAREDES", de Franciângela Clarindo, amiga da Academia de Letras Portal do Poeta Brasileiro, inspirou-me a aceitar e vencer minhas limitações. O trecho que mais gostei é o que transcrevo abaixo:

"Não lutar, é uma atitude egoísta e fácil. Eu sei, e como sei que é difícil fazer o tratamento, é doloroso, cansativo e lento. Mas é necessário. Voltar a andar ou não depende muito também do paciente. Até se for possível pode não acontecer se ele não se esforçar. Sem movimento não há como melhorar. Se você ficar em cima da cama sem nada fazer, nunca vai andar, mesmo sem comprometimento medular. Vai ficar mais difícil se tudo ficar atrofiado. Faça o que for necessário e quando for liberado andar, ande. Sem medo. Ande!"



Hoje ganhei outro presente: "SOCORRO, MEU PRÍNCIPE VIROU SAPO". Os livros desta minha amiga, são assim: A gente começa a ler e não para até o último gole. Uma narrativa curta, inteligente, nos fazendo crer que de nossos sonhos, pouco se confere à realidade. Muito melhor, porém é ter um "Sapo" desencantado do que ficar esperando o eterno sapo encantado num lindo príncipe do cavalo branco. Este livro me fez lembrar de um pequeno monólogo onde descrevo uma passagem de minha infância:

UM BEIJO INESQUECÍVEL

Oito anos. Brincávamos no fundo do quintal de minha casa. Cada uma de nós tínhamos por namorado uma das árvores do pequeno pomar. Era apaixonada por uma goiabeira, de galhos contorcidos, onde me sentava para ler Monteiro Lobato, Irmãos Grill ou as revistinhas de histórias em quadrinhos do Pato Donald, que adorava! Eu me atrasei na escolha e fiquei com o pé de caqui, naquele tempo também a gente "ficava"! Abracei a árvore com todo ardor, fechei os olhos. Encostei os lábios, de selinho, é claro! Um, dois, três! Lasquei o maior beijo numa taturana preta! Mais tarde, boca inchada, tive que contar a história do beijo para um montão de médicos e enfermeiras, que riam pra valer da minha ingenuidade! Meu primeiro beijo de amor foi inesquecível! Aprendi a não fechar os olhos!

Quinze anos. Namorava. Brigamos! Ferida, magoada, falava sem parar, queria que me provasse que me amava. Ele gesticulava, não o deixava nem murmurar uma defesa! Não teve dúvidas! Calou-me com um beijo inesquecível, maravilhoso, como jamais alguém beijou-me, nem ele próprio! Eu o carreguei para o altar e juntos ficamos até bem depois do amor acabar!

Trinta anos. Viúva. Pós graduação na PUC, Semiótica, Mestrado. Uma loucura de livros! Era Coordenadora Pedagógica no colégio, dia de comissão de classe com professores. Sexta-feira! Amigas me convidaram: Vamos dançar? Estava exausta, quase não sei dançar. Como fazê-lo? Me carregaram. Fui a contra gosto! Fiquei sentada na mesa olhando! Vendo os casais girando! E ali, do meio da multidão, ele veio, atravessou o salão, me pegou pela mão e me levou, sem nenhuma palavra. Deslizava meu corpo para todo lado. Só olhava para os olhos dele. Não sei se foi o mundo que parou ou ele. Só senti seus lábios nos meus! Momento mágico! Vi estrelas! Ninguém mais existia ali! Só nós dois! Não sei nem mesmo qual era a música que dançávamos, pois só ouvi a melodia do meu coração. Ficamos juntos por quatro anos. E até bem depois deste tempo eu o amei por demais!

 Liz Rabello


José Saramago é o autor português de "ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA", Companhia das Letras. Numa narrativa densa, repleta de descrições estimulantes, conta-se a epidemia da cegueira, que começa num único homem, durante a sua rotina habitual. Quando está sentado no semáforo, este homem tem um ataque de cegueira, e é aí, com as pessoas que correm em seu socorro que uma cadeia sucessiva de cegueira se forma… Uma cegueira, branca, como um mar de leite e jamais conhecida, alastra-se rapidamente em forma de epidemia. O governo decide agir, e as pessoas infectadas são colocadas em uma quarentena com recursos limitados que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano.
A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego, onde apenas uma mulher, misteriosa e secretamente manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediência, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjugados.
Nesta quarentena esses sentimentos se irão desenvolver sob diversas formas: lutas entre grupos pela pouca comida disponibilizada, compaixão pelos doentes e os mais necessitados, como idosos ou crianças, embaraço por atitudes que antes nunca seriam cometidas, atos de violência e abuso sexual, mortes,…



O livro foi transformado em filme, de Fernando Meirelles, mas não tem a mesma "QUALIDADE" do texto original. Fiz a releitura de um trecho do livro, que descrevia o modo como o primeiro cego afetado pela cegueira, gostaria de enxergar o mundo colorido, em suas diferentes nuances em formas e cores. Este trabalho jamais aconteceria caso apenas o filme fosse visto por mim.






"O POÇO DOS DESEJOS", de David Baldacci, tradução de Mario Molina, Rocco, Rio de Janeiro, 2002, narra a história de um escritor mal pago, que resolve mudar de vida, escrevendo roteiros para cinema, sonhando com uma vida mais tranquila para a família. Durante a viagem, discute com a osa e bate o carro, vindo a falecer. A esposa, paralítica, na cadeira de rodas, sem nenhum problema aparente e físico, permanece "surda" ao mundo, recolhendo-se numa mudez infinita. Percebe-se que a filha, de apenas doze anos, culpa a si mesma e à mãe pelo acidente. Após os fatos descritos, Lou e o irmão vão morar numa fazenda no alto das montanhas, com uma senhora idosa, vó do pai, que ensina aos meninos uma nova forma de enfrentar a vida e inúmeros meios de sobrevivência. Muito bem escrito, de leitura agradável e instigante, é míster salientar a forma inusitada de antecipação dos fatos, ao final de cada capítulo.


Muito linda é a cena descrita de um lugar mágico, onde a lua cheia joga suas lzes na cachoeira: " A queda d'água teria uns trinta metros de altura. Jorrava de um patamar de rochas de calcário e mergulhava num poço espumante, cujas bordas serpenteavam para o escuro da mata. E Lou de repente percebeu porque Diamante apontara para a lua. Seu brilho era tão intenso, e a cascata e o lago estavam tão perfeitamente situados com relação a ela, que os três ficaram cercados por um mar de luz. O reflexo do luar era muito forte, como se a noite tivesse virado dia. "




"MANUELZÃO E MIGUILIM", de Guimarães Rosa, não foi apenas uma leitura a mais, pois sua influência em minha vida é e foi muito significativa. Fiz um trabalho de releitura icônica de uma frase retirada do conto, que também serviu de tema para o filme MUTUM, com direção de Sandra Kogut. Minha releitura artística foi realizada com fotografias de paisagens após Agosto de queimadas, com desenhos sobrepostos em transparências e fotografados após montagens. 



Ao final fiz uma publicação em livro bordado por minhas mãos... 
Tudo muito artístico e lindo!




MANIFESTO

Enquanto existir um mendigo, todos seremos mendigos.
Se ainda tiver guerra, todos estaremos armados.
Se o sonho acabou, não dormiremos jamais.
Se bandidos querem o poder, perdemos.
Se só Deus for luz, estaremos no escuro.

Neco Pagliuso

Confuso,  Taquaritinga/SP: TAG, 2012 - Primeira Edição
Editoração, prefácio, capa e contra-capa de Luisinho Bassoli


CONFUSO de Neco Pagliuso tem a belíssima capa, prefácio e contra-capa de Luisinho Bassoli e foi antecedido por uma confusão, que partiu de anotações várias, dispersas em cadernos, folhas soltas, pedaços de papel, escritos na década de 1990. Material que ficou vagando por gavetas, foi selecionado e perdido dentro de um desmemoriado computador e recuperado pelas andanças nos antigos manuscritos. Expert na técnica audiovisual e nas normas gramaticais, que, por vezes, manipula e as transgride de propósito: altera o foco, muda o tempo do verbo, troca palavras homófonas, distorce a pontuação, em busca de sua ideia central.


ENCONTRO

                                                                                                                             E ME

                                                                                                            SALTO

                                                          SOLTO, SOLTO, SOLTO

(Indicação de leitura de baixo para cima)


CAIPIRA

Roça a roça
a cobra jabiraca
morre de medo
o boi e a vaca
O menino corajoso
Mata
Leva pra mãe
a cobra na lata
a mãe de susto
fica brava
Lhe dá um tapa
O menino
Corajoso que era sem saber
do que se tratava
Cresceu com medo
de quem
amava

Neco Pagliuso




O RETORNO PARA CASA - POR KÁTIA STORCH MOUTINHO

Assim ela estava, desfrutando das belas singelezas da vida. Sentia sem sentir, porque eram muitas sensações doces,  o vento que lhe bagunçava o cabelo. Este vento levantava as folhinhas secas pelo ar e as verdinhas enterradas ficavam a olhá-las a bailar. Donas verdinhas se curvavam de lá para cá, mas era uma dança e não um  voar. Estavam felizes.

O pássaro , este sim, era todo solto e encantava a menina que não o conseguia pegar. Era uma brincadeira boa, um esquecimento bom de tudo e uma vivência só no presente e mais nada. 

Mas...o tempo nublou e a menina nem percebeu e quando foi reparar, a tempestade já caia solta, brava, cuspindo pelas ventas uma ira incompreendida pela menina. Ela ao correr, caiu, sangrou os joelhos. Levantou e seguiu, procurando abrigo. Agora sim, ela sabia que o vento leve havia virado vendaval e ela não entendeu, por que isto aconteceu.

Encontrou um velho moinho, porque ela se perdeu de casa pelo caminho, e se escondeu. Teve dor de medo, alma, frio, solidão, incompreensão, tudo doía e ela não sabia que destino teria. As lágrimas foram tantas, que ela adormeceu numa pequena poça, que parecia um riozinho secando no chão. A dor a adormeceu.

Tarde, sabe Deus quantas horas, ela acordou assustada! Ouviu vozes e teve a impressão de que ouviu seu nome. Como era doce ouvir seu nome naquela hora. Correu e logo viu dois grandes braços abertos. Braços de pai, mãe, amigo, irmão....não importa! Eram dois braços que só queriam acolhê-la  e levá-la no colo para casa. A casa era lugar seguro, sereno, longe de tudo que assusta.

A vida é assim. Às vezes nos prega peça e a gente chora como criança, desejamos apenas que nos encontre, nos abrace e nos leve de volta para casa. A casa interna, aquela que o outro que tem bons olhos e boa alma enxerga, não ignora, não se omite quando você chora ou demonstra que algo dói.

Existem pessoas com olhos de nos ver lá dentro e entender nossa força e também nossa fragilidade. Pessoas assim,  se parecem com as  estrelas cadentes e chegam na hora certa e você nem imaginava que era ela que viria. Já outras, as que você esperava, somem no vendaval e só retornam quando a calmaria se faz.

Muitas vezes é necessário passarmos por estes vendavais, para sabermos quem te abraça e quem se afasta. Tudo se revela e a luz é boa, sempre é.

Que sejamos estrelas cadentes uns para os outros, não na teoria, mas quando os ventos derrubarem telhas, árvores, o mar ficar bravio e tudo parecer tão incerto.

Há que se ter nobreza e amor, para poder ser serenidade e afago no meio da tempestade.




PROJETO DA ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS PORTAL DO POETA BRASILEIRO... LEITURA RECÍPROCA...
 SE O SER HUMANO LESSE UM LIVRO POR SEMANA,
 AO FINAL DE TRINTA ANOS SERIA A PESSOA MAIS CULTA DO PLANETA

IV ANTOLOGIA PORTAL DO POETA BRASILEIRO
EDITORA ILUMINATTA - 2014

"Transitório é o gesto / a música que soa / é a atitude certa / é a atitude errada / transitótio é a curva e também a reta (...)"
Adriane Lima

"(...) Abrir do paraíso a porta, / mesmo que não haja volta / Que importa! / Se esse desejo aflora / Consome em chamas / Derrama / Incendeia e aquece / Escreva com o fio que me tece / Declama "
Alice Alba

"(...) Canto o amor que de frágil se quebrou / Sonhos etéreos que o tempo apagou / Canto as flores sufocadas nos espinhos / a distância da fraternidade no caminho. / Canto a chama solitária da última vela / O sal das lágrimas que a solidão revela / Canto trevas que amedrontam os dias / O vazio que semeia no existir a agonia. (...)"
Ana Stoppa

"(...) Assim visualizo a cena, /  fiz do ponto o contraponto, rezei a reza, / segui o roteiro de incerteza plena, / volatizando-me no pingo de suor do Mestre Zeza."
Andrade Jorge

"Eu levo a poesia a sério / Ela é que me leva na conversa! Principalmente / quando eu poso de vice - e ela versa! 
Angela Ramalho

"(...) Ondas que vem e vão / Num balé em perfeita dimensão / Faz acelerar o coração/ Bater forte a emoção / Realidade e fantasia se misturam / Pensamentos despistam / Em meio às marés da vida / Numa corrida sem medida (...)"
Flávia Assaife

"(...) Quem não fez loucuras por amor?/ Atire no pasto a primeira pedra, / Jogue ao vento a primeira palavra,  / Encante seja quem for (...)"
Franciangela Clarindo

" A saudade esvaiu-se do coração ferido / antes que morra de amor vou indo / anunciar um novo tempo de vida, / coração agora aberto sem feridas. / Esquec er o passado que se foi / e anunciando um novo tempo, / com o entardecer mais belo e colorido (...)"
Francisca de Caldas Menduiña

" (...) Sonhei tua noite escura... / Ser tua joia, a fortuna! / E nesse teu alfabeto, / a letra da tua rima... / Ser o teu verso, completo! / Tua perfeita "obra prima"!
Ivany Fuliniu Sversuti

"Feliz foi o Bem-te-vi / Que pode ver-te / Em doce encanto / Aquecida pelos raios de sol / Voar no galho mais alto / Dos meus devaneios / Calor de ti sentir / Embalado por leve brisa (...)"
José Luiz Pires

"Na busca ao encontro da paz, sinto-me hoje um ser perdido no meio de tanta bala perdida, tantos homic´[icios, tantas mortes, tantos pedófilos, tanto medo de tudo e de todos. Pareço não ser ninguém e nada (...)
J. C. Bridon

"Quando a gente se separa / fica uma fissura / pequena fresta / onde passam todas as agulhas / onde vertem todos os desejos / Onde dormem todas as saudades / Onde jorram lágrimas salgadas (...)
Liz Rabello



Dedos que serpenteiam em meus cabelos / Eles ficam desalinhados / Enrolados, emaranhados / (...)
Arlete Trentini

"Desperto nas manhãs ensolaradas, / O verão traz a paisagem encantada. / Cores e tons enfeitam a vida,  / Nos quintais o colorido dos varais (...)"
Betina Marcondes

" (...) 
Dançava nas nuvens, / caminhava entre flores, / emocionava gentes, / conhecia lugares... / Hoje, com olhos abertos e cansados, a criança se pergunta no espelho se / realmente eram / apenas devaneios, / Ou era tudo o que aquela pequena pessoa precisava para ser grande e feliz."
Carla Véras

" Seus olhos naquela manhã... / Estavam tão nublados quanto o céu! / Marejados de lágrimas amargas como fel. (...)"
Dalva Saudo

"O vento frágil, naufrágio / Corridinhas de fechar janelas, / Aquarelas. / O sorriso debruçado, / Aguçado. / O amor tece. / Enaltece. / A tarde / Arde no aguardo."
Gisele Sant"Ana Lemos

" Neste silêncio colorido / Vozes aguçam o meu ouvido / São palavras desconexas... / Em sussurros... Complexas / São ecos do coração. / Batidas com emoção, / São frases de sentimentos, / Indecifráveis lamentos,  / São sentimentos de alma, / Fala baixinho... Acalma. (...)"
Dilce Nery Toledo

"(...) As três Marias quantas são? / Já as viu em noite de lua cheia? Quantas madrugadas ouviu o cantador tocar o violão? / Quero agora voltar para o meu bailar,pássaro que sou! (...)
Kátia Storch Moutinho

"(...) Enquanto uma seduz / A outra só assombra / Ambas convivem / Dentro de mim / E se entendem / Começo e fim...
Lu Narbot

"! (...) A poesia é um elo que nos faz resistir, / Acorda-nos a noite... / faz-nos suspirar, / poesia e amar... / Encontro surreal... / poesia... querida... / que me faz sonhar... / sem você em meu mundo não posso ficar."
Mayra Diniz

"(...) Aracoara / Terra fértil / Faz jus a nobreza / Com seu por do sol levemente avermelhado / Desperta a imaginação / Tem um passado glorioso / E um futuro promissor / Aracoara / A eterna musa do sol."
Michelle Zanin

"(...) Giros mirabolantes / no ar do amor. / Depois, dois corpor caídos / no abraço da asa"
Nurimar Bianchi

"(...) Enquanto a vida aqui, mesmo espinhosa, / Obrigue-nos a caminhar por via dolorosa, O amor que tivermos é o que nos salvará."
Pedro Campos

"(...) Uma joia rara / medo de machucá-lo: tão frágil! / as tuas pegadas não são nada frágeis! / Tem força, carinho e mostra o que quer e como quer! / Garra e determinação de um homem com a pureza de um menino! / Doce contradição. / Doce encanto!!!"
Rosana Marinho

"Para o mundo melhorar e mudar / Antes de tudo preciso me transformar / O Grande desafio encarar / De me arrepender pela falta de percepção / Eliminando o pecado básico da discriminação / ao utilizar a sabedoria da igualdade / aguçando a sensibilidade / para o lado positivo olhar. (...)"
Rosana Monteiro Cappi

"Ao longo deste percurso, / Que a meu destino conduz, / Lampejos vividos, / num repassar de memória, / como um flash de luz,  / possibilidades a vislumbrar / a sonhar e a querer experimentar.  (...)"
Rosana Nóbrega

"(...) Mãe, melhor assim / Pensa...! Deixará ele de sofrer / Não prolongue em lágrimas /  este padecer  / In/conformada senta à calçada / momento de lamento (...) 
Roseane Ceolin

"Devaneios / verdades... / misturados, / entrelaçados / Não fujo... / não nego / aceito!"
Silvana Gonçalves Luiz

"Há nestes jardins uma grande diversidade de cores e néctares. Surgem de todos os cantos as abelhas, cada qual com seu próprio mel - belo impactante."
Teresa Azevedo

"(...) Lavra a vida, tem pressa / Ara a terra, o que resta, / refém da civilização. / Desvenda o véu, toca o céu, / sem serra, / flora guerreira / fecunda o grão (...)"
Valéria Pissauro

"(...) A paz que eu procuro é simples, é livre, é o avesso de tudo isso: Simplesmente almeja os corações humanos, sem chaves e sem senhas."
Vera Margutti


 

FLORES DO CORAÇÃO  DE  VERA MARGUTTI
SCORTECCI EDITORA - 2012

(...)"As palavras já me faltam!

Engasgadas ainda sim, são saboreadas,
(...) Trêmulas como todo meu corpo
Vão caindo no papel;
Quentes e desconcertadas.
A caneta tomba sobre elas,
E fica me olhando espantada. 
Nega-se a escrever minhas loucuras,
Adormece de tédio.
(...)
"Acordo a caneta
E volto a escrever"

Vera Margutti



Essa escritora... "Soube transpor para o papel, para a sua obra, de forma maravilhosa esses sentires e vivências apreendidos ao longo dos seus caminhos. "Flores do Coração" é um livro que não repete semanticamente suas poesias. Que não se incrusta em uma pedra, ele tem todo o movimento e dinâmica de uma vida. " (...) Você leitor que estás prestes a se embriagar destes aromas e passear entre estas flores, mantenha a atenção e o cuidado, leia com os olhos da alma, cuide para levar junto consigo um pouco do perfume. Perceba que pétalas sedosas e macias, sabem conviver com os espinhos e pedras e que o colorido da vida só é perceptível para olhos que sabem distingui-los" (...)

Daufen Bach


Tempo me dê tempo

(...) Recuso-me a acompanhar seu ritmo.
Quero seguir o compasso dos meus sonhos.
Quero ouvir as batidas do coração da terra.
Quero sentir a respiração das vidas que habitam nela.
Está me dando rugas de preocupação e de medo.
Está me assombrando com um futuro mudo e sem espelho.
Tempo me dê tempo!
Tempo me esquece!

Vera Margutti


Ainda estou na página vinte... Venham terminar de ler comigo...
Liz Rabello





POEMAS INADEQUADOS  DE  JOSÉ LUIZ PIRES "O POETA SEMEADOR"
EDITORA ILUMINATTA - 2012

"TRANSPARÊNCIAS", DE LEIDE BORGES, PELA EDITORA DELICATTA, 2014 FOI LANÇADO NA BIENAL DE SÃO PAULO. UM "ENSAIO", ONDE CABEM TODOS OS GÊNEROS MISTURADOS: TROVAS, POESIAS, CAUSOS DO PASSADO. A AUTORA, DELICIOSAMENTE VERSA SOBRE O AMOR EM TODAS AS ESFERAS... UMA BOA LEITURA! RECOMENDO!


TE QUERO

Te quero sem tempo marcado,
sem relógio,
sem agenda, sem pressa,
sem medo, sem fusos horários...

Te quero sem terras e mares, distâncias,
ponteiros,
tropeços,
partidas,
sem "um dia quem sabe"...

E se a qualquer tempo chegares,
esqueças o tempo espião,
esvazies a ampulheta.

Tragas na tua bagagem
apenas teu mel,
teu calor,
teu perfume,
teus beijos e abraços
teu amor e paixão.

Leide  Borges


((A) FLORADA, DE LEIDE BORGES, PELA EDITORA DELICATTA, 2011
JÁ ME APAIXONEI POR UNS DEZ POEMAS, NO MÍNIMO... 
UM DELES EM ESPECIAL, TOCOU-ME DIRETAMENTE O CORAÇÃO:

Menina de Rua
(...)

Sua vida é um rosário de "sens"!
Uma penitência de "nuncas"!
Uma fileira de "nens"!
(...)

A CAPA É A FOTO DE UMA TELA PINTADA POR LEIDE BORGES... LINDA!




MAIS UMA INDICAÇÃO DE LEITURA: "MEU CAIS",
 DE LEIDE BORGES,  EDITORA DELICATTA, 2013


CAIS

Sem beijos, pra que serve o luar?
Sem chegadas e partidas, 
pra que ancoradouro?
Meu ombro, sem teus segredos,
é um cais com avaria, 
sem chegadas,
sem partidas,
sem amarras, 
sem poesia...

(...) Leide Borges




 LINDO LIVRO... MUITO CRIATIVO!
Amei a capa, reformatada de uma tela de nossa amiga em comum: Acadêmica Dalva Saudo Arte Naif... E a possibilidade da interação com o leitor! ONDULAÇÕES, de Teresa Azevedo, Editora Independente, Clube de Autores e AG Book, 2013.

ÁGUA, ESSÊNCIA DA VIDA!
(...)
"Começa em mim o não ao desperdício.
Faz, peço, o antever da desgraça determo-nos.
Essência!
Água que jorra em terra fértil
Jorre em mananciais de plenitude.
Toque-nos a todos oh! Indispensável fluxo da vida.
(...)
Teresa Azevedo, (página 65)

MINHAS LINHAS PROVOCADAS

SEQUEI

Sedenta fiquei
triste arrebentei fileiras
erosões profundas
em terra ardente
Status de morte!
Eis que de súbito
uma corrente de ar,
mais fria,
ventos uivando,
derreto-me
pelas vertentes de erosão
do morro seco
e me lanço em ondas de choque
com águas que se precipitam rio abaixo,
transformo o nada do deserto
em terra verde!
Sou o sangue da Terra!
Sou Água!

Liz Rabello/ 2014
 

"É tão gratificante saber que a interação proposta em forma de ondulações em nosso mar poético recebe mais uma onda para sobrepor e fluir: Liz Rabello."

(Teresa Azevedo)



REAL(IDADE) NUA E CRUA   é um grande livro de uma mulher menina, talentosa atriz, ANETH SANTOS, capaz de trocar com seus leitores reais, nus e verdadeiros sentimentos de euforia, alegria, identificação, reflexão crítica sobre a MULHER contemporânea, sem idade, assim como no palco, da platéia, também consegue raptar! 

Um aperitivo para você degustar:

"Basta um beijo
Leve no pescoço
Pra que eu mesma
Mire um sol colosso
Semente raios pratas
Pelos olhos
e cante uma canção
de colibris"

"Não era fato, era feto
projeto, mal acabado
no trajeto, o presságio
meu sonho, dorme a meu lado
lado, e alados pesadelos
são elos que nos atam
nos irmanam
mãos enlaçadas, olhos nos olhos
sabemos, sofremos..."

Aneth Santos, in REAL (IDADE) NUA E CRUA, poesias, Scortecci Editora, 2006)




 RECONSTRUÇÃO DA ALMA
   

É um lindo livro de minha amiga da ANLPPB Carla Veras, (Caleidoscópio, Rio de Janeiro, 2014)



"Saiba que a destruição não me assusta, eu aprendi a ser forte. e me refaço quantas vezes for preciso... Saiba que o amor puro me fortalece e nenhum mal, seja qual for, conseguirá ofuscar a minha essência, pois sempre serei luz apesar de frágil, sou calor apesar das lágrimas, sou anjo apesar de tudo..."



LIVRO  IN(VERSOS) REVERSOS DE LUCIANA DIMARZIO




Certa vez decidi trazer para a rotina da sala de aula poemas inéditos. Não dos mestres: Cecília Meirelles, Carlos Drummond, Pablo Neruda. Que poetas assim, tão conhecidos, já são declamados demais. O projeto da Escola era Humanizar o Jovem no mundo da Tecnologia. A proposta chegou rápida: Vamos pesquisar poetas anônimos. Descobrir caminhos novos. E num repente, junto com os adolescentes, Luciana Dimarzio, a minha frente:

“Brotam-me palavras
puras
cruas
nuas
para vesti-las a meu bel prazer
(fatigo-me das roupas emprestadas)”

Esta poetisa, cuja família está em primeiro lugar, mora em Campinas, São Paulo, e seu talento com as palavras se revela num maravilhoso livro de poemas e frases Reversos (in) Versos, pela Editora Braspor, publicado em Dezembro de 2012. Em março do ano seguinte já foi laureada com o prêmio Mulher Destaque na Literatura pelo CPAC (Centro de Poesias e Artes de Campinas). Em maio deste ano recebeu o prêmio Troféu Staff de Ouro 2013 pelo destaque cultural. Mas quando a conheci pela Internet, era apenas a Lu do Face book, a Luciana do Canto da Lu, com um Blog gostoso de ler, já mostrando um talento insuperável com as palavras, que a fez conquistar permanentemente a Cadeira número dois da Academia Nacional de Letras Portal do Poeta Brasileiro.

“Escrever é transformador. Sempre que me converto em palavras já não sou a mesma. A cada metamorfose, sinto-me não necessariamente melhor, porém mais inteira.”
(Luciana Dimarzio)




MAIS UM LIVRO LIDO E AMADO DE UMA POETISA AMIGA. RECOMENDO.



SOU SUA

Sou seu mais intrigante pensamento,
sou sua crença seja lá no que for,
sou seu olhar perdido em um momento,
sou sua melhor porção, sou seu amor.

Sou seu céu, seu mar, seu infinito
Sou uma manhã de sol, seu esplendor.
Sou seu prazer, seu riso mais bonito, 
sou sua essência, seu interior.

Sou seu freio, seu guia, seu tudo
Sou sua vez, sua voz, seu suor
sou seu sentido, sei bem o que quer...

Sou sua femea, pele de veludo,
sou seu momento... Aquele melhor...
Sou sua, possua-me, faça-me mulher.


(In Palavras pedem passagem, por Angela Regina Ramalho Xavier,
 página 102, Editora Livro Ponto)



FRAGMENTOS DE UMA BOA LEITURA “UMA REDE NA VARANDA”, DE LU NARBOT, EDITORA ILUMINATTA – INDICADO AO PRÊMIO WILSON CARITA 2013

“Adolescentes e envelhescentes se encontram num limbo. Um entre a infância e a vida adulta. Já perdeu o privilégio de fazer as bobagens típicas da criança e ainda não adquiriu o direito de fazer as bobagens do adulto. Precisa provar a todo instante que já tem juízo, que pensa por si e pode decidir o que deseja. O envelhescente situa-se entre a vida adulta e a velhice propriamente dita, ou a caduquice, segundo alguns. Às vezes já voltou realmente a ser criança, outras é tratado como tal. Precisa provar a todo instante que ainda tem juízo, que pensa por si e pode decidir o que deseja. São, pois, adolescência e envelhescência, extremos que se tocam tendo de permeio a vida que não cessa de fluir.”     
(Adolescência e Envelhescência , páginas 31 a 33)

“Sou daquelas que escrevem primeiro à mão, para só depois digitar. Ainda bem, porque um notebook na mochila da academia já é musculação demais. Esta estranha mania me assola porque ideias e pensamentos surgem intempestivamente, em momentos vários e inusitados. E há que escrevê-los rapidamente, antes que fujam. Porque os danadinhos fogem com a mesma velocidade e desfaçatez usadas pelo bandido ao fugir da polícia.


(Estranha Mania, páginas 43 e 44)





MINHA QUERIDA SANDRA RIBEIRO...


ACABO DE LER SEU LIVRO TÃO GENTILMENTE A MIM PRESENTEADO... AMEI!



INTERCESSORA



A noite vai, dorme o mundo

Em teu sono profundo...

Não veem a forte guerreira

Orando de tal maneira.



(...)





PRESENTES DE LONDRINA: O LIVRO AUTOPLÁGIOS E A MEMÓRIA REPLETA DE BOAS LEMBRANÇAS... NOSSO ETERNO WILSON CARITTAS LANÇOU SEU ÚLTIMO LIVRO EM NOSSO II ENCONTRO...

Autoplágio


Plágio é muito forte

talvez recicle

ao ler do que melhor escrevo,

ser superior ao que falo

não faço

o destino do verso é morrer de presságios...



(...)



Wilson Carittas





FRAGMENTOS : MENINAS   SUPER POÉTICAS IV
EDITORA BECO DOS POETAS - 2013-12-12


“Ao notar no teu olhar o sacrifício que fazias para não me abandonar, que não tinhas o mesmo afeto do início, torturada resolvi renunciar.”
(Eglê Santos Machado)
 “Adoro te atrasar na minha cama e petulante, me sentir mais importante que teus prazos e emergências. E te instigar de novo até que deságue em meu ninho um inconfesso projeto de vir a ser.”
(Francine Brandão)
“O amor que não sabe dizer o nome estranha a vaidade que rompeu a barragem e acha que voltar para o palco e a massagem tem um ar mal disfarçado de miragem, quebra brinco e deixa pistas para trás, ao mesmo tempo que não acha o caminho de volta, mas pensando bem, que retorno importa?”
(Francine Brandão)
“O tempo passou, mas ela não o soube aproveitar, vivia na teimosia de uma vaidade sem prazos. Entrou na primavera, mas nem as flores desabrocharam. Veio o outono, de hábitos, despida. E um inverno de alma gelada a consumir-lhe o brilho, encurvou-se com o tempo. Diluiu-se na paisagem.”
(Lin Quintino)
“Palavras dentro de mim ficam aprisionadas! Liberto-as ao escrever, mas se ninguém as lê, permanecem em cativeiro! Preciso de você pra me trocar, dividir comigo o que sinto, unir sombras alinhadas, projetadas contra luz!  (...) Minhas rimas incompletas clamam por teus dedos notas musicais fazer vibrar. Sou fome de querer nestas linhas inocentes, e sem ti para as ler um deserto sem nascentes!  Dias sem auroras, chuvas de estrelas, sem noites pra brilhar. Madrugadas sem partidas, sou sonhos sem castelos. Não sou nada, sou sem asas, porque sem ti, como posso voar? Sem teus olhos como posso me soltar?”
(Liz Rabello)
“O amor muda infinitas vezes, como o desabrochar de uma magnífica flor, com um leve odor de sangue. (...) Não nos olhamos mais com olhos de lua que nasciam com pálpebras pesadas nos avaliando, fazendo com que nos sentíssemos vistos, ofuscando nossa razão que alastrava-se no ar em voejo como um pássaro ferido...  Já não sou sua... Nem somos nós... Somos mar silencioso, caindo do tombadilho das madrugadas”
(Marcia Portela)
“Quem pensas  quem sou? Fantoche desgastado pelas mãos de crianças que vão e que vêm e me jogam de um lado para o outro, fazendo meus ossos ressequidos doerem e doerem...Até não mais poder? Deixa-me quieta, não queira me fazer um carinho ainda que tão lindo! Isto já não me importa e, por favor, não force a porta porque ela já enferrujou...”
(Maria Goretti)
“Passei muito tempo à procura de respostas para minhas perguntas que não calavam dentro do peito, fui atrás de pessoas que diziam coisas que me faziam sentir bem.  Só no fim de tudo que percebi que as respostas que procurei o tempo todo estavam dentro de mim.”
(Maria Jeremias dos Santos)
“Buscamos tudo, uma busca alienada. Sem saber nomeamos o real significante. Dentro de nós mora um gigante insaciável de querer,  busca incessante de querer e não saber dizer. Esquecer-se de ser para ter e o vazio aumenta.”
(Marta Cavalcante Paes)
“Quantas coisas os olhos veem e as mãos não podem tocar. Há caminhos que os pés fazem e o corpo não quer chegar. Quantas coisas o coração sente e a cabeça teima em negar. Quanta palavra a boca fala e ninguém pra escutar palavras ao vento não formam frases dissipa-se no ar.”
(MF Jesus)
“Só agora percebo da dama a outra face: Amor, gentileza, inteligência, espiritualidade. Da vida, rudeza, desamor, frieza. Vencedora do duelo, despe o véu, mostra o troféu, dissipa as dúvidas. O amor não se perde ao léu!”
(Neuza Pinto Nissen)
“Perdida no vazio das horas, angústia de quem ama em vão, cristais de sangue estilhaçados, rosas murchas em solidão. Meu coração se fez em mil pedaços, e em cada corte se transmuta inteiro, porque você rasga os nós dos laços, costura estrelas, brilhas nos espaços.”
(Liz Rabello)









MARCIO MARCELO NASCIMENTO SILVA AUTOGRAFANDO SEU LIVRO PARA MIM
CASA DE PEDRA - EDITORA BECO DOS POETAS








EXCERTOS DA ANTOLOGIA “DELICATTA VIII” – LANÇAMENTO NO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA EM 16/11/2013
DES  E  QUILÍBRIO
O equilíbrio é um tipo exato, desenxabido, um estado sem graça, sem variedade, nem herói, nem bandido... Filhote da matemática. Bom mesmo é o escorregão ou vacilo, a ousadia de botar o pé no chão do outro lado da linha, a adrenalina da tentação, o beco escuro, a queda, aquilo na hora errada... Nada de perfeição!”
(Leide Borges)
“De um jeito louco, urgente, avassaladoramente, ontem eu te quis. Se tivesse asas, teria voado até aí, vencendo os ventos contrários, as asas partidas, engolindo a distância feita de tempo, terra e águas, porque ontem eu te quis.”
(Leide Borges)
“E por que não ser simplesmente um passarinho? ! Bater as asas sentindo a brisa fresca entre minhas penas, olhar o mundo de cima, em paisagens panorâmicas, e simplesmente seguir o meu caminho? Sem pensar no amanhã...”
(Karina Algrighis)
“Liberdade, correr pelas trilhas criadas nos momentos desses versos, ficar parado olhando o céu imaginando que estrela capturar...”
(Gisele Morais)
“Essa coisa de atração dos opostos não é quimera, é pura realidade (...) Elas são como agulhas e linha, que caminham para costurar e bordar. É arte, cores entrando em ação, preparando-nos para mais uma atração dos opostos. É a casa buscando o botão.”
(Elias Torres)
 “Eu quero morrer no meu pago lá, na curva do rio, ausente vazio, de tanta saudade, meu corpo inerte, na sombra da palma, sem ódio, sem alma ou infelicidade.”
(Edegar Soares)
“Perdi minhas ideias em algum lugar (...) Procurei sob o travesseiro, lembrando que nas madrugadas,  calados, os sonhos podem ser traiçoeiros, se um sonho esquecido as tivessem levado...?”
(André Pinheiro)
“ O que acontece quando nós desatamos nós? Estamos livres de nós? Não temos mais nós em nós? Somos nós pensando em nós. Nós e os nós.”
(Paulo Otto Kampf)
“O espelho detona minha imagem, a pele de pêssego, os olhos brilhantes, a boca bem delineada. Hoje mostra o rosto vivido, as rugas que contam o passado, os olhos cansados...”
(Heloisa Igreja)
“E tudo nesta vida é tão breve... Por que a saudade insiste em se alongar?”
(Jefferson Lima)
“Caso não possa ser o fósforo, que eu seja então o simples vaga-lume, com sua luz inconstante, sinalizando num voo embriagado, a coragem de penetrar na noite eterna.”
(André Morlot Hemerly)
“Confiar em seus instintos é o melhor em dias de furacão. O vento forte se torna tornado. E me leva você do meu lado. E não consigo ficar calado. Grito desolado. Suspiro amargurado. Quero você de novo ao meu lado.”
(Alan Dantas Rocha)
“As plantações verdejantes vão além do horizonte. Perto do rio, as pastagens de gado, com milhares de cabeças. Tenho todo o conforto em casa. Pena que perdi o motivo maior de minha felicidade. Lenira, meu mel. Cabelos longos, olhos negros, como duas jabuticabas maduras. Voz macia, cativante. Prometeu amar-me sempre. (...) De repente, deixou-me. Agora, juro. Não vou morrer de saudade! Errei por escancarar a porteira. Lenira, com certeza, viu a ilusão passar na vicinal. E perdeu-se. Ó amor eterno. Vou trancar a porteira. E o meu coração. Ninguém me verá chorar...”
(Anizio Canola)
“Ter uma boa qualidade de morte significa agir pensando no reflexo que cada ação terá no dia da morte. Como ficará a consciência depois que tudo passar e só restar ela mesma diante da Luz divina, que tudo revela?”
(Carlos Eduardo de Carvalho Vargas)
“Lamentar é uma ação passada. Lutar é uma bênção de Deus. Tens um muro de lamentações em tua frente? Quebre-o! Derrube-o e olhe o que tens bem diante de ti.”
(Fátima de Morais)
“Fui um lençol de algodão ricamente bordado com linhas brancas de seda (...) Fui transformada em toalha de mesa, alguns bordados foram refeitos. Você degustou delícias! Retornava a cada fome. (...) Fui recortada de sua vida (...) a sensação da tesoura cortando cada linha... Que dor! (...) Então virei pano de prato...”
(Leisa Mara Baronas)
 “Subo na montanha e de lá avisto tudo que os olhos conseguem encontrar: abro os braços e o infinito me alcança...”
(Magali Ferreira)
“Cada nota que vejo parece uma entrelinha que brilha nos confins da alma e faz com que todo meu eu se incline.”
(Maria Neuza de Oliveira)
“Devorar a infinidade da existência. Saborear a glória. Dançando no paço. O acaso é sem tendência. O precipício não tem espaço.”
(Ney Chagas Pompeu)
“Quando tento mudar o tema escravizo meu poema. Poetar é trilhar nos pensamentos sem interferi-los.”
(Walnélia Corrêa Pederneiras)
“Notas musicais que se encontram sem som ou delírios de gemidos! Bocas que se abrem sem um ao outro voltar! Mudas palavras teu olhar é tudo. Só esta sede de silêncios que naufraga dentro de mim a sonhar!”
(Liz Rabello)




NOSSA TERCEIRA ANTOLOGIA DO ENCONTRO DOS POETAS DA ACADEMIA NACIONAL DE LETRAS PORTAL DO POETA BRASILEIRO: "PEQUENOS EXCERTOS"

"Não são os ventos que trazem notícias... São as notícias que provocam o ar"
(Nurimar Bianchi)

"De onde estou observo ondas que chegam e se vão. Meus pensamentos caminham inquietos... Nostálgicos... A sós... Numa jornada sem fim!"

(Maria Marcondes Alves)

"Não sou um soneto, não sou uma trova, sou um dedo de prosa no meu caminhar"

(Maria Lamanna)

"Tempo e destino são aranhas, teias tecidas com esmero, Desta rede prisioneiras. Somos todos pecadores sem clemência nem perdão."

(Lucia Narbot)

" Palavras são como o mar volvem revolvem areia agitar, vão e voltam pro mesmo lugar, levam e trazem conchinhas de paz."

(Liz Rabello)

" Eu o invado, e mesmo onde não me é permitido, entro, e me instalo. Eu tenho todas as permissões, no arrepio da tua pele."

( Lin Quintino )

" Sou mulher de fibra, de peito aberto, que segue na lida com fé e coragem. Empunhando bandeiras, de amor perdão e paz. Mulher que supera a alma em guerra."

(Anna Stoppa)

Sertanejo... Sertanejo (...) Olha a plantação sem arado, sem regado! É a raça, é a luta, êta vida bruta! (...) Latifundiário onde tá ocê? Dezembro já passou. Cadê a água de Santa Luzia? Que me alembro não pingou... O peito aperta, a barriga berra é a fome! É a fome! É a fome "seu nome"!!

(Andrade Jorge)

"Linhas e letras e mais palavras... Livros de uma vida magnífica! Escrevo... para viver... e o mundo conhecer, desvendando sua filosofia... Vivo a escrever... com o sopro do ar e com a minha caneta mágica!"

( Hernandes Leão)

"Vontade! Poltrona confortável para descansar as letras! Teclado ágil... Agrupando com desembaraço palavras perdidas para que eu possa viajar lentamente... Utopia! Querer uma cama literária e nela repousar minhas muitas flores... Sonhar igual criança que ainda desconhece o sentido da Paz!

(José Luiz Pires)

"São meus os teus segredos, os teus segredos mais profundos, pois o tempo, o tempo é nosso aliado, e nós queremos construir o nosso sonho dourado..."

(Mayra Diniz)

"Tuntum... tuntum... tuntum... Sinto a cadência ritmada do coração. que se mantém sob controle (...) Tudo isso muda, basta uma troca de olhares, um toque suave nas mãos, um murmurar ao pé do ouvido. O ritmo acelera (...) tuntuntuntum... E a emoção fica latente, sinais não mais dissimulados, longe de serem controlados..."

(Rosana Nóbrega)

"Os campos verdes esmeram-se em colchas floridas. O trigo já foi colhido e a soja cresce nas lavouras. As pitangueiras em flor alimentam pequenos insetos. Os brincos-de-princesas atraem os beija-flores..."

(Rozélia Scheifler Razia)

"Alegrem-se tais jardins da poesia, desabrochou entre flores de esplendor rosa dourada... encanto em maestria, dando ao poeta teu merecido valor!"

(Sandra Ribeiro)

"Debalde a riqueza me cobre de insultos, a inveja tropeça na linha em que vou, eu tenho uma estrela radiante de Artista, é um timbre infinito - foi Deus que timbrou"

(Sabino Romariz - Poeta Alagoano * 1873 + 1913)

"A última estrofe pinga até o fim... No jardim a última gota de mim"

(Wilson Carittas - *1964 + 2013)

ATÉ A PRÓXIMA PARAGEM...




GANHEI DE PRESENTE ESTE LIVRO:  VERDE ESPERANÇA ILUMINADO DE POESIAS: ALDRAVIAS INFANTIS, ANIMAIS ENCANTADOS DE CECY BARBOSA CAMPOS...

ALDRAVIA é um poema composto de até seis versosunivocabulares, com sintáxe paratática (por coordenação), livre de amarras que venham a implicar na limitação de interpretações, portanto um texto apropriado à criança em período inicial de alfabetização.

rei
da
selva
urra
triunfal:
ru-u-u!

girafa
altaneira
olha
por
cima

As belíssimas ilustrações e o colorido agradam aos olhos infantis e adultos também.

Simples e lindo!


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