sexta-feira, 27 de novembro de 2015


ENGRENAGENS

Mãos vazias
Carregam marcas
Digitais internas
Indeléveis
DNA de uma antiga
Engrenagem

Mãos vazias
Carregam marcas
Rugas externas
Palpáveis
Construção de um presente
Engrenagem

Mãos vazias
Nada carregam
Soltam em linhas
Pregam em versos
Escrevem tortuosas
Engrenagens

Mãos vazias
Coração imenso
Perdão a quem
Não te perdoa
Pelo mal que nunca  fez
Engrenagens

Mãos vazias
Bolsos sem dólares
Trabalho suado sem tronos reais
Tudo doado
Ao longo da vida
Engrenagens de Saber!


Liz Rabello (VII Congresso do Portal do Poeta Brasileiro, 2015, Editora Iluminatta)

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