domingo, 22 de março de 2015



ROMPE UMA ASA

Lagartas  dançam
 em nossas mãos
Desandam  sonhos
Quebram unhas
Sangram dedos
Impedem sons musicais
 as cordas do violão
não  vibram mais...

Casulos parasitam
Dentro delas
Inertes sem movimentos
Gestos de amor
Reinvenção do trabalho
Apodrecem  dores
Tremores... Suor
Escorrendo em
Almas cruas!

Rompe uma asa
Uma fresta se abre
Um colorido exalta
Fragilidade
Metamorfose
Voa
Uma borboleta
fragilidade
Em liberdade!

Liz Rabello


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